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A mostrar mensagens de Maio, 2009

Inquérito DN: Concorda com a legalização dos casamentos gay

Concorda com a legalização dos casamentos 'gay'? Sim: 94 votos 42% Não: 130 votos 58% às 22:30 do dia 31 de Maio de 2008 Votar aqui: http://dn.sapo.pt/inicio/ 8à direita abaixo do Editorial e últimas noticias

Hoje há Banco!

PÚBLICO, 31.05.2009, António Barreto Retrato da Semana Quando estes bancos não existirem, é sinal de que não são necessários. Feliz dia! Para já, são indispensáveis Todos os anos, por esta altura, depois dos jacarandás, antes do Verão: a campanha do Banco Alimentar está na rua. Ou antes, nos supermercados e centros comerciais. Umas dezenas de milhares de pessoas, todas voluntárias, preparam-se para recolher toneladas de alimentos que serão depois distribuídos por centenas de organizações de solidariedade. Estas, por sua vez, entregarão os alimentos a centenas de milhares de pessoas.Os voluntários são, em grande parte, jovens, que trazem um ar de festa à operação que, pelas causas, poderia ser circunspecta. Mas também há adultos e mais idosos. São, em maioria, católicos. Mas também há ateus, agnósticos e crentes de outros deuses. Não há a menor influência política ou partidária. A classe média parece ser predominante, mas podem ver-se, tanto nos supermercados como na enorme retaguarda

Pentecostes

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Pentecostes 1308-11 Duccio di Buoninsegna Tempera sobre madeira, 37,5 x 42,5 cm Museo dell'Opera del Duomo, Siena

30 de Maio - Santa Joana d' Arc

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Imagem de '''Joana d'Arc''' Pintada entre 1450 and 1500 Centre Historique des Archives Nationales, Paris, AE II 2490

"Do tempo de Salazar"

PÚBLICO, 28.05.2009, Helena Matos Um pedido ao primeiro-ministro: não saia mais pela porta das traseiras. Ao menos isso. Não envergonhe a democracia Esta é uma das mais eficazes muletas de conversa em Portugal: "do tempo de Salazar". Não sei se está suposto que, após o 25 de Abril de 1974, tivéssemos entrado em grau zero legislativo e imitado o período do Terror da Revolução Francesa, em que, para evitarem qualquer reminiscência do passado, os revolucionários mudaram até os nomes aos dias da semana e aos meses do ano, mas a verdade é que muita da legislação e regulamentação que nos tem regido remonta ao Estado Novo ou até a muito antes dele. Por exemplo, o Código Comercial, cujo início rezava assim "Dom Luís, por graça de Deus Rei de Portugal e dos Algarves. Fazem saber a todos os nossos súbditos, que as cortes gerais decretaram e nós queremos a lei seguinte", não só passou da monarquia para a I República, como desta para o Estado Novo e deste para o PREC e ainda pa

Perseguição

João César das Neves DESTAK | 28 | 05 | 2009 08.26H Existe uma regra simples que se deve sempre usar na busca pela justiça social: quando se ouve alguém denunciar violentamente uma perseguição é bom ver quem ele, com isso, pretende perseguir. Este princípio resulta de dois factos simples. Primeiro, os verdadeiros perseguidos raramente têm voz; por isso não são eles que estão a falar. Segundo, a maior parte dos ataques foram sempre justificados como retribuição por anteriores agravos. As coisas raramente são simples, separadas em bom e mau e todos têm culpas. A denúncia brutal de alguém costuma ser uma mera preparação para o agredir. Foram os alegados atentados a alemães nos Sudetas e Danzig que justificaram a intervenção de Hitler na Checoslováquia e a invasão da Polónia. Quando os historiadores positivistas começaram a escrever a história da Inquisição e das Cruzadas, a finalidade não era reparar esses antigos crimes, mas preparar a mais terrível perseguição de sempre à

Frase do dia

Em questões de estilo, nadar com a corrente; em questões de princípio, firme como uma rocha Thomas Jefferson (1743-1826)

O nosso mal

O nosso mal é sono. Chega-se a casa tarde; tarde se janta; tarde se arruma a cozinha; tarde se acende a televisão; tarde se resmunga sobre os assuntos de família; tarde se acorda no sofá; tarde se deita… E cedo se levanta. Que vida é esta? Um disparate pegado. Com sono tudo se faz, excepto pensar. Excepto sorrir. Excepto ouvir. Excepto prever. Excepto planear. Excepto ter gosto no trabalho, na família e no convívio com os colegas; e muito menos com os chefes. Excepto sonhar acordado, sobretudo com o fim de semana… em que novamente a gente se deitará tarde. É verdade que, mesmo assim, somos capazes de meter-nos no trabalho até às orelhas, até porque, se não, despedem-nos, ou desclassificam-nos, ou falimos. Mas que não nos incomodem com mais nada! Estamos fartos! Depois, não há quem entenda esta mulher, quem ature este marido; quem compreenda estas crianças; quem suporte estes sogros; quem tenha pachorra para os eternos problemas daquele irmão, ou do sócio… E ainda por ci

Conferência Prevenção de Consumos na Adolescência

CONFERÊNCIA ASSOCIAÇÃO DE PAIS DO COLÉGIO DE SÃO JOÃO DE BRITO (com o apoio da Direcção do Colégio) «Função da família na prevenção de consumos na adolescência» Todos nos preocupamos com o crescimento saudável dos nossos filhos, livre de qualquer tipo de dependências.... Mas todos sabemos que os perigos estão à nossa volta e nem sempre sabemos como os prevenir.... Para conversar connosco sobre esta temática convidámos a Dra. Isabel Marques de Abreu , psicóloga/terapeuta familiar e o Dr. Manuel Vilhena , antigo aluno do Colégio, psicólogo ambos terapeutas da Associação Vale de Acór/Projecto Homem dia 28 de Maio, quinta-feira, às 21h15 (AUDITÓRIO PRINCIPAL DO COLÉGIO SÃO JOÃO DE BRITO)

Que S. Nuno de Santa Maria nos perdoe a todos.

J. Filipe Lamelas (26.04.2009 - Almada) Infovitae, 20090527 Será que é demasiada ousadia dizer que não seríamos este rectângulo se ele não existisse? Não seríamos uma outra coisa qualquer que não Portugal? Orgulhosamente nós!? Seu génio de militar estratega, liderança unanimemente aceite e desejada, levou esta lusitana gente às vitórias mais impensáveis na peleja das armas, aliadas à diplomacia sábia e carismática. Um homem de missão, vivendo tudo em cada coisa em que a sua vida se fazia. Uma vida em que tudo tinha de ter sentido e coerência. A paz tinha que ter sentido como a guerra tinha de ser um mal absolutamente menor. Nada o demovia das causas justas. E quando uma dessas enormes causas sua foi Portugal, ei-lo cerrando fileiras com a bandeira das quinas, montando as mais sofisticadas estratégias e tácticas belicosas da altura (aliando seu génio militar, a uma fé inquebrantável num Deus que lhe seria justo por a suas batalhas sempre nascerem de causas justas). Fazia co

Banco Alimentar Maio de 2009

Frase do dia

Uma grande memória não é sinónimo de sabedoria, não mais do que chamar tratado a um dicionário Oxford University Sermons John Henry Newman (1801-1890)

Deseducação sexual

João César das Neves DN20090525 Aeducação sexual é indispensável na formação de todos. Por isso, as escolas devem interessar-se pelo tema e dar aulas sérias e formativas. Há anos que a questão é discutida nos meios didácticos e políticos e o Parlamento tem analisado sucessivos projectos de lei. Apesar disso, a educação sexual não melhorou nem se prevê que melhore nas próximas décadas em Portugal. Os responsáveis só complicam um assunto que não precisa de ajuda para ser difícil. A educação política também é essencial e as escolas devem incluí-la. Mas que pensaria se esses programas lectivos fossem baseados nos projectos de um partido minoritário e extremista, por exemplo o Bloco de Esquerda? Que acharia se na escola as crianças e jovens aprendessem que "a energia deve ser pública" (porque não o pão?), que no meio da crise se deve adoptar a semana de 35 horas e palermices semelhantes? Para não falar na ditadura do proletariado e revolução permanente, escondidas nas suas r

A ascensão do Senhor

Homilia da Ascensão do Senhor, Alverca, 20090524 Giovanni Musazzi A festa que hoje celebramos é a festa do humano: na casa de Deus a Ascenção é a festa do humano porque Deus permite que através de Jesus, com Jesus, o homem entre pela primeira vez no domínio profundo no qual o Pai do Céu cria todas as coisas, instante a instante, conhecendo-as melhor do que uma mãe conhece o seu filho. Ascenção aos Céus significa que Cristo desceu à raiz de todas as coisas: à raiz de cada rosto, à raiz de cada flor, estrela, de cada coisa. Precisamente por isso podemos chamá-la festa do milagre. O que é o milagre? O milagre é um acontecimento que pela sua própria natureza, pela sua própria força pode, imediatamente, chamar atenção para algo que está fora do meu horizonte, algo misterioso, algo que chama a atenção para o Mistério de Deus. Reconhecer o milagre não é uma coisa de crianças: as crianças são naturalmente positivas, estão naturalmente dispostas a ver a positividade das coisas e, nor

É escolinha, de facto

DN 20090524 Alberto Gonçalves Quem ouvir acerca da professora de História gravada em flagrante delito verbal e suspensa em consequência? Os alunos que a consideram "espectacular"? As crianças acham "espectacular" qualquer criatura que não as mace com instrução ortodoxa. Os alunos que colaboraram na cilada? Os petizes treinados na denúncia e os pais que os treinam não merecem grande apreço. Os legalistas que se concentram na ilicitude da gravação? Como se notou, ou devia ter-se notado, em trapalhada judicial recente, a invalidez da prova não anula, ou não devia anular, os indícios presentes na mesma. Os furiosos que querem linchar, figurativa ou literalmente, a senhora? A tal trapalhada judicial recente ensinou a todos a beleza da inocência presumida. Os castos que aproveitaram para invocar os perigos da educação sexual? A franqueza lúbrica da senhora não será norma. A senhora propriamente dita? É difícil levar a sério uma pessoa que agita um portentoso mestrado e am

Aplicadores

PÚBLICO, 24.05.2009, António Barreto Retrato da semana Todos sentem que o ano foi em grande parte perdido. Pior: todos sabem que a escola está, hoje, pior do que há um ano A publicação, pelo Ministério da Educação, do Manual de Aplicadores não passou despercebida. Vários comentadores se referiram já a essa tão insigne peça de gestão escolar e de fino sentido pedagógico. Trata-se de um compêndio de regras que os professores devem aplicar nas salas onde se desenrolam as provas de aferição de Português e Matemática. Mais precisos e pormenorizados do que o manual de instruções de uma máquina de lavar a roupa. Mais rígidos do que o regimento de disciplina militar, estes manuais não são novidade. Podem consultar-se os dos últimos quatro anos. São essencialmente iguais e revelam a mesma paranóia controladora: a pretensão de regulamentar minuciosamente o que se diz e faz na sala durante as provas. Alguns exemplos denotam a qualidade deste manual: "Não procure decorar as instruç

Eu gravo-te, tu gravas-me, ele grava-o...

PÚBLICO, 21.05.2009, Helena Matos De cada vez pensamos que já vimos tudo o que tínhamos para ver. Umas semanas depois descobre-se algo de muito pior ...E assim sucessivamente nos andamos a gravar uns aos outros. - Se quiseres eu mostro-te as provas. - Ai tem? E quer que lhe faça também um desenho? Estas são algumas das frases trocadas entre a professora da escola de Espinho e uma das alunas que se ouve na gravação. Nada disto tem o mínimo de razoabilidade ou é sequer moralmente aceitável. Mas, se virmos bem, é assim que o país está, entre o demente e o acanalhado, com uns a dizerem "Se quiseres eu mostro-te as provas" e os visados a responderem "Ai tem? E quer que lhe faça também um desenho?" Já tínhamos tido as imagens captadas por um telemóvel que mostravam uma professora a ser agredida dentro da sala de aula. Já tivemos também as gravações de gangs a dispararem e agredirem quem lhes apeteceu. E, claro, temos o folhetim das gravações do senhor Smith. De cada v