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As Jornadas Mundiais da Juventude: uma Olimpíada da Fé
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P. Gonçalo Portocarrero de Almada Observador 20/8/2016 O Papa Francisco criticou os "couch potatoes", ou seja os sedentários, jovens ou velhos, que passam várias horas do dia deitados no sofá, diante da televisão ou à frente do computador. Há dois mil anos, escrevia o apóstolo adolescente aos primeiros cristãos: “Eu vos escrevo jovens, porque sois fortes, porque a palavra de Deus permanece em vós e porque vencestes o maligno!” (1Jo 2,14). A mesma mensagem, mas com outras palavras, foi o desafio que o Papa Francisco fez aos jovens que participaram, em Cracóvia, nas XXVIII Jornadas Mundiais da Juventude (JMJ). Segundo Damian Muskus, o bispo coordenador geral das JMJ, participaram 200 mil jovens na missa de abertura; na Via Sacra, os peregrinos eram já 800 mil; no sábado, a organização contabilizou 1,6 milhões de presenças na celebração no Campo da Misericórdia; e, no domingo, na Eucaristia final, participaram mais de 2,5 milhões de fiéis. Pensando sobretudo nos ado...
Jovens com opinião
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Inês Teotónio Pereira DN 20170730 Alguns dos meus filhos estão a ficar gente: têm opiniões. Estão a entrar naquela idade em que já não perguntam, debitam o que lhes vai na alma. Não sabem muita coisa sobre quase nada por falta de tempo, mas falam de tudo. Têm opinião sobre terrorismo, religião, esquerda e direita, sobre profissões, música, o que está bem e mal em casa, no país ou no Médio Oriente. E têm a certeza absoluta. São opinativos fundamentalistas. Funcionam com base no "porque sim" ou porque viram no YouTube. E não há teoria, realidade ou factos que os afastem da sua verdade. Pais e mães mais experientes já me tinham avisado de que esta fase iria chegar e que, segundo eles, "era muita giro". Pois não é. Passar por isto é o mesmo que ouvir os profissionais do comentário na televisão e não poder mudar de canal. É irritante. É o mesmo que jantar com a SIC Notícias em bloco. Com todos ao mesmo tempo e todos os dias. E o pior é que não os podemos insulta...
Encontros de alegria no silêncio do País: Missão País
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Agora Pensamos juntos / 01 Mar 2016 / Autor: Sofia Cabrita “Têm o sentido das pequenas coisas e colos onde cabem as grandes. À minha volta, as conversas são monótonas, num tom já de aborrecimento: somos uns desgraçados. A nossa geração levou com os erros do passado, e cometeu os próprios. A nossa geração é má, é realmente má. Não nos envolvemos na política, estudamos para o 10 e pouco ou nada nos interessa o défice orçamental. Aquecemos o sofá com posts no Facebook sobre as grandes crises humanitárias do nosso século e achamos que não faz mal ficar por aí. A nossa geração está, realmente, desinteressada. Contudo, a verdade é que no último mês, mais de 2000 destes jovens desinteressados saíram das suas casas, com uma mochila às costas e foram conquistar Portugal. Saíram à procura de algo que nem os próprios sabiam bem o que era, na certeza que do outro lado um encontro espetacular se iria revelar. A verdade é que durante uma semana conheceram um Portugal escondido e esqu...
Estão a gozar connosco?
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Alexandre Homem Cristo Observador 1/2/2016 Só quem está viciado no jogo político encontrará alguma lógica nisto que, em boa verdade, é incompreensível, inaceitável e indigno: um governo arriscar a vida dos outros só para ganhar eleições. Uma sala cheia de jovens na casa dos 30. Estridente, eufórica, feliz. As suas vidas ocupadas dificultam estes reencontros – ninguém sabe quando será o próximo. Juntaram-se para matar saudades, para rever rostos amigos, para lembrar os elos de um passado comum construído naqueles corredores escolares cujo chão de tijoleira os viu crescer. Para rir e contar as mesmas histórias vezes sem conta – aquelas cujas mulheres e maridos que não lá estiveram sabem contar como se as tivessem vivenciado na primeira pessoa. E para apontar ao futuro, discuti-lo, sonhar com ele. Estes são os que ficaram. Os que recusaram partir. Os que saíram das universidades com a crise instalada e que acreditaram ser possível vencer em Portugal, apesar das ruínas de uma ec...
O "bullying"
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Graça Franco, RR online 15-05-2015 17:47 O que fizemos para acabar com a cultura praxista de humilhação gratuita, que começa no secundário (quando não no básico) e se prolonga ostensivamente pela universidade? Não podemos continuar a escandalizar-nos a cada novo episódio de violência entre jovens, nem a desculpabilizá-lo a cada passo com a vaga culpa do "sistema". Antes do mais convém reconhecer que o mal existe e pode ser livremente praticado, ou não, por cada pessoa, que é em primeiro lugar a primeira (mesmo que não seja o única) responsável pela dita escolha. Não podemos continuar a infantilizar-nos colectivamente sob a capa da impunidade total até que se passe a mítica barreira dos 18 anos. Antes de ser dos pais, da escola, da crise ou do sistema, a culpa da maldade praticada por cada um dos jovens agressores é dos próprios. E vários deles serão chamados a votar já nas próximas eleições. Basta de conversa mole sobre o facto de todos serem sobretudo vítimas. No ...
Forever youg
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Afonso Reis Cabral | Observador 31/3/2015 Não há dia sem que o discurso dos eternos jovens nos perturbe. Os 30 são os novos 20, os 40 os novos 30, os 50 os novos 40. Só a minha avó não tem o privilégio de os 100 serem os novos 90. Embora façam parte do ofício, desconfio dos adjectivos. Demasiadas vezes fogem à essência das coisas. São excesso em relação ao que é puro. Em especial quando os desbaratamos, cravados nas palavras ao acaso. Têm o efeito de parecerem belos, pouco mais. Crescem na maneira comum de falar, de expor as coisas, e a certa altura deixamos de nos entender. Os que mais me incomodam são aqueles que vêm às costas da idade. Jovem. Tomemos como exemplo 25 anos. Os 25 anos que hoje faço. Caminho para fora de jovem, e é normal e bom que isso aconteça. Aliás, é inevitável. Mas em 25 anos nasce e morre um burro; fazem-se filhos e livros, mais livros do que filhos; ao ritmo de passeio daríamos pelo menos uma volta ao mundo, isto se não parássemos num sítio bonito; e...
Jovens universitários que incendeiam o coração dos que precisam
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Voz da Verdade, 2015.03.22 Através da Missão País, mais de 1800 jovens universitários tentaram, mais um ano, responder ao convite do Papa Francisco: “Sair ao encontro do outro”! Foram 32 as faculdades que aceitaram o desafio de evangelizar Portugal, através do testemunho de Fé, esperança e caridade. Motivados pela alegria de O encontrar, estes jovens missionários continuam a dar uma semanas das suas férias entre semestres para se aproximar de quem mais precisa e das realidades mais sozinhas e afastadas de Deus. “Sair ao encontro do outro”, pede-nos tantas vezes o Papa Francisco! Como podemos recusar este convite que o Santo Padre nos faz? Como podemos não levar esta alegria que levamos nos nossos corações? Este arder de coração que sentimos quando reconhecemos a presença de Jesus nas nossas vidas? “Não te ardia o coração?” foi o lema que guiou a Missão País este ano. Uma pergunta lançada a todos os que são capazes de reconhecer a presença de Cristo nalgum momento da sua vida, se...
Aviário de ministros
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VASCO PULIDO VALENTE Público 07/03/2015 - 04:37 Do incidente fiscal de Pedro Passos Coelho só uma coisa se deve concluir: as "juventudes partidárias" precisam de ser abolidas, como primeiro acto para a regeneração do regime. Pedro Passos Coelho teve uma carreira típica. Entrou muito cedo na JSD, à força de trabalho e zelo conseguiu chegar a presidente dessa inconcebível organização e, através dela, entrou no Parlamento. Quando saiu aos 35 anos, sem outra qualificação que não fosse o liceu, foi obrigado a começar uma vida normal: resolveu tirar um curso de Economia e, como entretanto se casara, arranjar um emprego. Por essa altura, jantei com ele meia dúzia de vezes, por sugestão de um amigo comum, Eduardo Azevedo Soares. Achei Passos Coelho um homem agradável e sensato, mas transparentemente inseguro. Também se via que o dinheiro não lhe sobrava e o futuro era para ele obscuro e, de maneira geral, pouco prometedor. Não acredito que naquele tempo lhe passasse pela...
Há corações a arder no silêncio do país
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Clara Nogueira, Velho Critério, 2015.02.14 Na Arruda dos Vinhos, a noite caiu e é fria. A missa das sete chegou ao fim e a Casa da República está cheia. Na cozinha, há uma alegria que ninguém pára. À volta da mesa, de pé, canta-se um we will rock you do qual só sobra a melodia. "Abençoai, Senhor, a nossa refeição; que à volta desta mesa haja sempre união". São mais de trinta universitários os que nestes dias tratam como sua a Casa da República. As férias entre semestres estão a acabar e a última semana foi deixada na Arruda. E parece ter sido eterna para estes rapazes e raparigas da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Nova. Entre um dia e outro, passaram a chamar casa ao albergue da juventude e família aos que lhes abriram a porta e ofereceram a mesa durante um serão. De cruz ao peito, queriam fazer arder corações. E esta é só uma luz pequenina. Ao todo, são quase dois mil os que em 2015, entre Janeiro e Fevereiro, partem, p...
Quem não preferia os intervalos às aulas?
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Isabel Stilwell ionline 2014.12.27 Os arautos da desgraça que perdoem, mas a maioria dos nossos adolescentes recomenda-se. As boas notícias que não lhe dão Adoramos a desgraça. Desculpem, mas é verdade. Andamos sempre a queixar-nos que os jornalistas são uns vampiros que andam por aí em busca de sangue, esquecidos de quem animadamente consome a dose de tragédias diárias, sem procurar alternativas. E os jovens, os jovens são o prato favorito daqueles que alegam que tudo está perdido e que os "valores" foram por água a baixo, levados por criaturas caprichosas que só pensam em droga, sexo e rock and roll, riscam paredes, cospem na sopa e não ajudam a avozinha a atravessar a rua. Bandalhos ou vítimas, conforme convém à tese defendida no momento, ao partido ou ao político que os quer usar a favor das suas convicções. Talvez por isso haja quem, mesmo em época de festas, não goste de saber que a maioria dos adolescentes portugu...
Três portugueses ganharam o primeiro prémio jovens cientistas da União Europeia
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23/9/2014 OBSERVADOR Dois portugueses foram premiados com o primeiro lugar, na 26ª edição do prémio jovens cientistas da União Europeia, a decorrer entre 19 e 24 de setembro em Varsóvia, na Polónia. Os três primeiros prémios, cada um no valor de sete mil euros, foram atribuídos a João Araújo, 16 anos, pelo projeto matemático "uma caracterização natural de semicamadas de bandas retangulares e grupos de expoente dois", Mariana Garcia, 16 anos, e Matilde Silva, 16 anos, pelo projeto "Caracóis Inteligentes" e Luboš Vozdecký da República Checa por "Fricção Rolante". "Com o prémio vou ajudar os meus pais, porque tenho cinco irmãos. E talvez compre um computador novo para mim, para continuar a trabalhar", afirmou João Araújo, em declarações ao Observador. Atualmente, o jovem vencedor frequenta o 12º ano de escolaridade e ambiciona ingressar, no próximo ano letivo, no curso de engenharia mecânica, no Instituto Superior Técnico de Lisboa. ...
A crise de valores e os jihadistas
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Inês Teotónio Pereira ionline 2014.09.13 Aqui não é preciso cortarem cabeças para conquistar a liberdade, ou aprenderem a fazer cocktails molotov para defenderem uma religião Agora que milhares de jovens ocidentais resolveram sair dos sofás das suas casas e das respectivas escolas e universidades para engrossaram as fileiras dos jihadistas em conquista do Estado Islâmico do Iraque e do Levante, voltou o debate sobre a crise de valores no mundo ocidental. O individualismo, o materialismo, a ausência de causas e a irrelevância das ideologias que jazem em paz entre os escombros do Muro de Berlim são apontados como os males que levaram os nossos jovens a atravessar a Europa para aprenderem a cortar cabeças e, como diz Helena Matos, a matar o próximo. A culpa, no fundo, é do capitalismo. Os jovens precisam de ideais e se não lhes dão ideais mas apenas Estado social, empresas, emprego, lucro, liberdade e outros instrumentos demoníacos, eles zangam-se. Zangam-se a sério e aderem à viol...
O islão e nós
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VASCO PULIDO VALENTE Público, 30/08/2014 - 00:59 O Ocidente é o inimigo universal das forças que dominam o mundo muçulmano, não pode arbitrar ou conciliar, tanto mais que não conhece ou não percebe as sociedades em que se acha na obrigação de intervir. Nem os milhares de funcionários que na América tentaram convencer Bush que não era uma boa ideia invadir o Iraque, nem os conselhos de fora, nem sequer a própria evidência das coisas conseguiram impedir o desastre da invasão. Bush passou por cima de tudo e, de caminho, arrasou o equilíbrio precário que a Inglaterra e a França tinham imperialmente estabelecido na região depois da I Guerra Mundial. No fim, quando se retiraram as tropas do Ocidente, ficou o que devia ficar: uma guerra civil étnica e religiosa, que pouco a pouco alastrou a uma boa parte do mundo muçulmano, com o apoio e a colaboração das colónias de refugiados nos países mais tolerantes da Europa. Como se viu agora com a morte de James Fowley, o Londanistão realmente e...
As reuniões de jovens pelo Facebook e a outra pobreza
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PEDRO AFONSO Público, 29/08/2014 - 00:30 O problema reside na incapacidade que muitos destes jovens têm em planear o futuro e adiar a gratificação. Recentemente ficámos surpreendidos com um encontro de centenas de jovens no Centro Comercial Vasco da Gama, em Lisboa, convocado através do Facebook e que terminou com cinco agentes e um jovem de 15 anos feridos, e com dois jovens acusados de resistência e coação à autoridade. A abordagem de qualquer fenómeno desta natureza é sempre parcial e incompleta, pois cada um destes jovens mobilizados para estas ações através do Facebook tem um percurso de vida único. Além disso, é provável que nestes grupos haja vários jovens "normais" e bem adaptados. Mas afinal o que pode explicar alguns comportamentos antissociais? O que pensam estes jovens? O que sentem? Quais são as suas expectativas sobre a vida? Quando na infância e na adolescência não se reúnem um conjunto de condições para um normal desenvolvimento psíquico existem sempr...
Aos jovens
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MENSAGEM DO PAPA PAULO VI NA CONCLUSÃO DO CONCÍLIO VATICANO II AOS JOVENS 8 de Dezembro de 196 5 Aos jovens É finalmente a vós, rapazes e raparigas de todo o mundo, que o Concílio quer dirigir a sua última mensagem - pois sereis vós a recolher o facho das mãos dos vossos antepassados e a viver no mundo no momento das mais gigantescas transformações da sua história, sois vós quem, recolhendo o melhor do exemplo e do ensinamento dos vossos pais e mestres, ides constituir a sociedade de amanhã: salvar-vos-eis ou perecereis com ela. A Igreja, durante quatro anos, tem estado a trabalhar para um rejuvenescimento do seu rosto, para melhor responder à intenção do seu fundador, o grande vivente, o Cristo eternamente jovem. E no termo desta importante «revisão de vida», volta-se para vós. É para vós, os jovens, especialmente para vós, que ela acaba de acender, pelo seu Concílio, uma luz: luz que iluminará o futuro, o vosso futuro. A Igreja deseja que esta sociedade que vós id...