Mensagens

A mostrar mensagens com a etiqueta Política: Nacional: Parlamento

Um país sem droga

Imagem
ASSOCIAÇÃO DOS MÉDICOS CATÓLICOS     FACEBOOK     18.01.2019 O Parlamento Português chumbou hoje a legalização da canábis para fins recreativos. A Associação dos Médicos Católicos Portugueses – AMCP congratula o Parlament o pelo resultado da votação, por ser um sinal positivo e de esperança de um maior empenhamento dos organismos públicos com vista a um país sem droga. “Seria agora a ocasião propícia para as entidades e organismos públicos estudarem meios de investir de forma mais assertiva e concertada em campanhas de sensibilização e formação que alertem e avisem os mais jovens para os malefícios das drogas”, sublinha o presidente da AMCP, o psiquiatra Pedro Afonso.

Marçal Grilo: “A descida das propinas é um disparate, é irracional”

Imagem
Entrevista por Dulce Neto - ler na íntegra aqui: https://magg.pt/2018/10/17/marcal-grilo-a-descida-das-propinas-e-um-disparate-e-irracional/?fbclid=IwAR2mgVi2RuGTwIViGnw0NsEnbdW_YUV4kZgwBR21XLdZQtEhNkbtqgs5kzM Foi um governo socialista, há 20 anos, que estabeleceu o regime de propinas no ensino superior como o conhecemos. E é um governo socialista que agora fragiliza o que criou, reduzindo o valor da propina, de €1.068,47 para €856,  no Orçamento de Estado (OE) para o ano letivo 2019/2020. Marçal Grilo também não concorda com os manuais escolares gratuitos para todos os alunos das escolas pública. Foto: João Porfírio | Observador Eduardo Marçal Grilo foi o ministro da Educação que, independente num governo minoritário liderado por António Guterres, desenhou o modelo atual do Financiamento do Ensino Superior, suportou a luta estudantil anti-propinas e aplicou a lei. E não podia estar mais em desacordo com a decisão inscrita no OE como se vê nesta entrevista em que também ...

Quer mudar a sociedade de forma ilegítima? Comece por mudar o sentido das palavras.

Imagem
Manifestação ‘Toda a Vida tem Dignidade" Pedro Morrumba 29.05.2018 Boa tarde,  Se eu dissesse que há tempos atrás eu prestei assistência a um suicida, o que é que vocês entenderiam? Certamente nenhum de vocês pensaria que eu teria reunido os meios e disponibilizado os meios para essa pessoa se matar.  Uma das coisas que se faz quando se quer mudar uma sociedade de forma ilegítima, é começar por mudar o sentido das palavras e das expressões. E prestar assistência a alguém que está em sofrimento não é, de todo, provocar a morte dessa pessoa e apressar a morte dessa pessoa.  Todas as vezes que nós quisemos ouvir uma pessoa dizer: “Eu prestei assistência a alguém que estava em sofrimento”. O significado que nós sabemos que essa expressão tem é que ele esteve ao lado de quem estava a sofrer, é que ele apoiou quem estava a sofrer, é que ele ajudou quem estava a sofrer.  Não significa certamente que essa pessoa antecipou, que essa pessoa ...

Porque é que eles nunca perdem?

Imagem
RUI RAMOS         OBSERVADOR       01.06.2018 É notável como os argumentos e as apreensões que levaram a maioria dos deputados a votar contra a legalização não inspiraram aos promotores da eutanásia um segundo sequer de pausa e de meditação. Ao ouvir os promotores da chamada eutanásia, fica-nos esta dúvida: para quê debater? Para quê votar? Porque é que a eutanásia não foi imediatamente legalizada na terça-feira? Só porque a maioria dos deputados votou contra? Mas que importa? Não foi desta, será da próxima, como nos referendos do aborto. Para quê então perder tempo com debates e votações, se o resultado final já está decidido? Teremos tantas votações quantas as necessárias até o parlamento acertar na resposta certa É óbvio que tudo seria diferente se a eutanásia tivesse ganho, mesmo que por um voto. Nesse caso, o processo teria sido encerrado definitivamente, e quem, por acaso, propusesse nova votação, seria universalmente desp...

A Tragédia de Rio e a salvação do PCP

Imagem
ABEL MATOS SANTOS   PUBLICO   25.05.2018 Dias curiosos estes, em que o PCP tem mais juízo que Rui Rio, Teresa Leal Coelho ou Paula Teixeira da Cruz. Rui Rio, cada vez mais trágico, veio fazer a apologia da eutanásia, talvez pensando no que se pode poupar matando os doentes em vez de deles cuidar. Já o PCP vota em bloco contra a eutanásia, rejeitando a cultura da morte, defendendo a vida e colocando-se do lado certo! A verdade é que o PCP, ao afirmar que a eutanásia representa um retrocesso civilizacional e um ataque aos valores humanistas, mostra uma visão mais positiva e organizada de uma sociedade onde as pessoas importam, tornando-se um partido mais responsável e confiável. De algum modo, com este posicionamento, já não será um partido totalmente comunista, muito menos ortodoxo. Já o PSD com Rui Rio, desastroso e cheio de casos que envergonham, vem revelar-se um líder relativista onde tudo vale e pouco importa, desde o aborto à eutanásia, quer...

Senhor deputado, eu não votei na sua consciência

Imagem
INÊS QUADROS   OBSERVADOR   29.05.2018 Nenhuma condição de que a lei possa fazer depender o cumprimento de uma vontade de morrer pode ser considerada como uma posição de compromisso, porque a morte é sempre irreversível. Muito se tem debatido a substância da eutanásia, em geral e na sua concretização pelos projetos de lei que foram apresentados pelo PAN, pelo BE e pelo PS. Julgo ser necessário também chamar a atenção para um aspeto formal do processo de decisão que, não competindo com as questões de substância, todavia ajuda a perceber como estas devem ser debatidas no espaço político. Nos últimos anos, a propósito das chamadas “questões fraturantes”, ouve-se frequentemente dizer que os deputados devem ter liberdade de voto porque as votações respetivas respeitam a uma “questão de consciência”. Esta expressão, que fica bem em parangonas (aludir à consciência pessoal inevitavelmente põe um ponto final a qualquer discussão) corresponde, todavia, na melhor...

Eutanásia, vitória até quando?

Imagem
JOSÉ MARIA SEABRA DUQUE   01-06-2018  WWW.NOSOSPOUCOS.BLOGSPOT.COM A eutanásia foi derrotada. Por uma unha negra, mas foi. Foram só cinco os votos que fizeram a diferença (e nem foram bem cinco, porque quatro deputados do PSD votaram a favor da eutanásia, mas em projectos diferentes, de modo a serem a favor mas não puderem ser culpados pela sua aprovação). Mas não nos deixemos sossegar nem por um instante por esta vitória. O assunto vai regressar ao parlamento. E irá regressar as vezes que forem necessárias até ser aprovado. A próxima batalha será já para o ano, com sorte no a seguir. A verdade é quando os temas fracturantes chegam a Assembleia da República, já perdemos. Pode não ser à primeira ou à segunda. Até podemos, fruto do trabalho política e de alguma sorte, ganhar aqui e ali. Mas inevitavelmente acabaremos por perder. O combate político em defesa da vida e da família equivale a por uns quantos paus à frente de um rio a ver se o conseguimos pa...

Parlamento aprova por unanimidade voto de pesar por D. António Francisco dos Santos

Imagem
RR ONLINE        20.09.19 Deputados manifestam “grande consternação” por morte “súbita e precoce” de um bispo que dedicava à sua diocese “toda a sua inteligência, sabedoria e generosidade”. O parlamento aprovou esta quarta-feira por unanimidade um voto de pesar pela morte do bispo do Porto, D. António Francisco dos Santos, evocando o seu "sentido da solidariedade e a capacidade de se fazer ouvir junto dos jovens" e dos mais desfavorecidos. "A Assembleia da República manifesta o pesar pelo desaparecimento de D. António Francisco dos Santos, transmitindo à sua família e à sua diocese o mais profundo pesar", lê-se no voto aprovado pelos deputados, que respeitaram um minuto de silêncio. No voto aprovado, o parlamento assinala a "grande consternação" com que tomou conhecimento do falecimento do bispo do Porto, de forma "subida e precoce" num momento em que dedicava à sua diocese "toda a sua inteligência, sabedoria e generosidad...

Sobre a forma da democracia

POVO  22.07.16  Na  mensagem do Povo de ontem  dava conta da minha desilusão pela aprovação da lei das barrigas de aluguer.  O processo nesta quarta-feira teve dois tempos: a apresentação de um requerimento que a ser aprovado teria adiado a votação e permitido uma discussão mais alargada; caso o requerimento não fosse aprovado, o que, de facto, aconteceu, passar-se-ia à votação da proposta de lei com as alterações introduzidas pelo Bloco de Esquerda após o veto do Presidente da República.  Acrescentava que o requerimento tinha sido perdido por um voto e adicionava que a ausência na votação da presidente de CDS teria feito diferença. De facto, não fez, porque como me observou um amigo que comentou comigo o Povo de ontem, a votação foi por "bancada". O que é que isto quer dizer? Fui ver o  Regimento da Assembleia da República  e no artº 94 sobre a forma das votações aparece a votação por levantados e sentados em que " a Mesa apura os resu...

Legislaturas roubadas

Luís Aguiar-Conraria Observador 20160720 Por muito inusitado que nos tenha parecido num momento inicial, a verdade é que quem ganhou as eleições, aquele que os eleitores (ou, pelo menos, os seus representantes) preferiram, foi António Costa. No passado sábado, o ex-primeiro-ministro Pedro Passos Coelho deu uma entrevista ao Diário de Notícias e à TSF. É uma longa entrevista, bastante interessante, mas que fica marcada por uma declaração explosiva. Diz Passos Coelho que, passo a citar, o “Governo tem obrigação de cumprir a legislatura que roubou”. É verdade que muita gente continua a dizer que Pedro Passos Coelho ganhou as últimas eleições legislativas. Na altura do “roubo” até circularam muitas piadas, algumas de muito mau gosto, como dizer que o Benfica já não era campeão porque o Porto e o Sporting iam juntar os seus pontos. Mas de um líder político espera-se um pouco mais de bom senso, em especial de um que foi primeiro-ministro num dos momentos mais difíceis que a noss...