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Papa Francisco escreve prefácio de novo livro de Ratzinger

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VATICAN NEWS           09.05.2018      Obra será apresentada, entre outros, pelo Arcebispo Georg Gänswein, Prefeito daCasa Pontifícia e secretário particular do Papa emérito, e pelo Presidente do Parlamento Europeu, Antonio Tajani. Isabella Piro – Cidade do Vaticano Uma espécie de bússola para “compreender o nosso presente e encontrar uma sólida orientação para o futuro”: assim o Papa Francisco define os textos de Jospeh Ratzinger sobre o tema “fé e política”. O volume será apresentado em Roma em 11 de maio. A liberdade da obediência a Deus é um tema que “desde sempre esteve no centro da atenção do Papa emérito – escreve Francisco – e isso o leva desde jovem a “refletir sobre os limites da obediência ao Estado a favor da liberdade da obediência a Deus”. Além do mais, Ratzinger experimenta em primeira pessoa o nazismo que, “com a sua mentira totalitária” de incluir todas “as possibilidades e esperanças humanas”, se torna “demoníaco ...

Da política todos fogem

  Se do amor ninguém foge da politica todos fogem by papinto on Scribd

Onde se meteu a “correcção política”

VASCO PULIDO VALENTE   OBSERVADOR   18.06.17 Espicaçado por um artigo encomiástico de António Lobo Antunes na última  Visão  resolvi ler a tradução da Bíblia de Frederico Lourenço. A Bíblia dos Capuchinhos não é uma obra-prima e Portugal precisava de uma versão de confiança numa língua impecável e legível. Bem sei que os portugueses não lêem a Bíblia nem sentem a necessidade de lê-la. A ignorância dos católicos sobre a sua própria fé chega a ser inacreditável. Os políticos citam frases do Novo Testamento, declarando que são ditados populares. Escritores a quem se presumia um módico de educação atribuem descrições, episódios e parábolas a outros escritores ou à sua própria fantasia. E quase ninguém reconhece uma citação directa dos Evangelhos. Dirão que isto é normal num país católico e que de qualquer maneira não tem grande importância. Para quem acha que tem, a tradução de Frederico Lourenço (directamente do grego) veio dar uma grande ajuda à pequena parte d...

O livro de Saraiva e a hipocrisia dos jornalistas

José Manuel Fernandes Observador 26/9/2016 O livro de Saraiva tem pouco valor histórico e comete pecados graves, mas se queremos falar de jornalismo não devíamos estar antes a discutir como o DN, o JN e a TSF são hoje usados por José Sócrates? Não faço parte daquele grupo de activistas das redes sociais (e de colunistas de jornal) que se não se envergonha de escrever “não li esse livro, mas…”, desatando a seguir a proferir a maiores inanidades sobre o que não se conhece. Tratei por isso de ler Eu e os Políticos, de José António Saraiva (com quem trabalhei nos anos em que estive nos Expresso, já lá vão três décadas), antes de escrever fosse o que fosse. E devo dizer desde já que não alinho com a turba ululante. Passo a explicar. Eu e os Políticos é um livro de memórias. Na verdade, é o terceiro livro de memórias do antigo director do Expresso e do Sol. Antes escreveu Confissões de um Diretor de Jornal  2003  e Confissões – Os Últimos Anos no Expresso, o Nascer do S...

Ao PS ninguém leva a mal

Inês Teotónio Pereira DN 20160813 Existem duas alturas do ano em que os políticos são especialmente alvos de embirração popular: quando se aumentam os impostos e nas férias de verão.  Ser político é hoje tão impopular como era ser carrasco na Idade Média. É uma ocupação pouco recomendável. Ninguém fica sossegado se um filho escrever uma redação a anunciar que quando for grande quer ser político - e isto diz tudo sobre o nível de credibilidade desta ocupação. Ora, se ser político já é mau, ser político de férias é péssimo. Um político deve estar confinado apenas e só à televisão; não está na praia e muito menos aparece de fato de banho. Praias e políticos não coincidem. Além disso, é entendimento nacional que os políticos não merecem férias. Férias de quê? Se não fazem nenhum, não deviam ter férias. A Festa do Avante! chega e sobra para tirar a barriga de misérias das febras e do sol. Algum político que se atreva a pôr o pé na areia e terá a barriga e as chanatas a serem ...

Realidade aumentada

João César das Neves DN 20160811  A sensação do momento é o jogo Pokémon Go, que instantaneamente dominou as atenções dos adolescentes de todas as idades. Muitos se fascinam com a rapidez da epidemia, outros assustam-se com os perigos da actividade, mas tem passado despercebido como esse divertimento constitui uma instrutiva parábola do tempo que vivemos. Pode dizer-se que, em certas dimensões, a nossa vida se está a transformar num grande jogo electrónico free-to-play. Isso vê-se, antes de mais, na política. Antigamente tínhamos líderes nacionais que se preocupavam em orientar as grandes linhas estratégicas, lidando com os graves problemas do país. Agora existe uma multidão de pokémons em combates virtuais para ganhar poções e pokébolas. Isso vê-se no desvio subtil que acontece em qualquer debate mediático. A conversa começa normalmente com uma questão séria, défice, educação, pobreza, etc. Ao fim de pouco tempo, porém, o tema desvia-se para uma fútil atribuição de culpas, o...

O estertor moral da geringonça e companhia

Maria João Marques Observador 10/8/2016 O BE, que em tempos também rasgou as vestes pelos efeitos dos fogos de verão, agora só despeja afetos sobre a população da Madeira. Está visto: os incêndios socialistas queimam menos do que os outros. Deixem-me contar uma história de aceitar convites. Não é minha, é de Candace Bushnell (a autora do livro que germinou a ideia da série de televisão icónica O Sexo e a Cidade), em 4 Blondes. Uma modelo nova-iorquina gostava de passar os verões nos Hamptons acima das suas possibilidades. Então, a cada primavera, escolhia um namorado endinheirado (sem intenções de durabilidade) que viesse com anexo de uma casa aceitável nos Hamptons. Vindo o verão, restava-lhe aceitar o convite do namorado para passar as férias na sua casa de veraneio. Finda a temporada estival, o namoro terminava. Esta história tem-se passeado na minha memória desde que começou o caso da viagem do secretário de estado Rocha Andrade paga pela Galp. Sobretudo depois de Ascens...

República de eunucos

João Taborda da Gama DN 20160807 Dei por mim, mal, esta semana, quando abordado por jornalistas, a não comentar dois casos por achar que a minha posição ia ser impopular. Um dos casos é o dos juízes que decidiram os contratos de associação, outro o dos secretários de Estado convidados pela Galp para o Euro. Vamos já tratar de resolver isso. Primeiro a Galp, o que teria eu feito, as razões para isso, e uma possível solução. Se tivesse sido convidado pela Galp para ir ver a final a Paris teria recusado por três razões, e nenhuma delas é a ética republicana. A primeira é que, salvo algumas recaídas pelo Sporting, não gosto o suficiente de bola para perder um dia nisso; outra é o meu pânico de aviões. Mas vamos supor que queria ir ver o jogo e não tinha medo de andar de avião. Não teria ido à mesma pela terceira razão, que é não aceitar viajar a convite de uma empresa privada. Mas esta decisão de não ir não teria sido tomada de olhos semicerrados, em conferência telepática com a alm...

Sabem tudo sobre preços e nada sobre valores

Paulo Ferreira Observador 20160807 Achar que o sentido de Estado se resgata com umas centenas de euros e que com o reembolso o caso fica encerrado é daquelas condutas e declarações que definem um padrão ético, ou a absoluta falta dele. No dia 9 de Março de 2013 Tim Davie foi assitir a um jogo de futebol entre o Manchester City e o Barnsley. Foi a convite do clube da casa. Não sei, nem interessa para o caso, se foi um bom jogo ou qual foi o resultado. Mas sei que Tim foi acompanhado do seu filho. Cerca de um ano depois, no dia 10 de Fevereiro de 2014, o seu colega James Purnell recebeu uma caixa com oito garrafas de “boudeaux”, como agradecimento pela palestra que tinha feito no jantar “Media and Entertainment” organizado por uma sociedade de advogados, a Nick Elverston, Herbert Smith Freehills LLP. Purnell foi o convidado de honra desse jantar, tendo participado sem cobrar qualquer “fee”. O vinho, esse, doou-o para um leilão de caridade. Tim Davie e James Purnell são dois ...

Católicos na praça pública

POVO  21.07.16  Ontem, mais uma vez um enorme desapontamento com os nossos representantes na Assembleia da República.  A louvável tentativa de adiar a votação para permitir a discussão foi chumbada pela diferença de um voto. Vai-se ver e a líder do CDS não estava presente. Se tivesse estado a história seria diferente. Não quero ser injusto com esta apreciação, mas parece-me necessário que a participação dos católicos na coisa pública deve ser mais efectiva. Vale, por isso, a pena participar da conferência de logo à tarde de Sophia Kuby no Centro Cultural Franciscano às 18:30. Como me parece que a votação de ontem é claramente atentatória de uma discussão alargada, característica fundamental das sociedade democráticas, recomendo ainda mais um esforço nas tarefas do Povo. Desta vez esteve quase… Há-de chegar o dia em que teremos uma voz efectiva.

Irrelevância da política

POVO  4.5.16  Nem por acaso, escolhi ontem para assunto da frase do dia a irrelevância em que a política muitas vezes se torna e hoje Rui Ramos identifica a situação portuguesa como tendo chegado a "o ponto… da irrelevância da política" ( Do que não vão ouvir falar no congresso do PS  )

Do que não vão ouvir falar no congresso do PS

Rui Ramos Observador 4/6/2016, 3:11 O ponto onde chegámos é o da irrelevância da política, a não ser como distribuição de posições dentro da oligarquia. A isso, chama-se uma crise. Provavelmente, a maior crise política desde 1976. Parece que o presidente da república terá ensinado aos alemães que o programa de António Costa e o de Pedro Passos Coelho não são muito diferentes. Imagino que nenhum deles tenha apreciado essa comparação, e com alguma razão. O presidente teria sido mais exacto se tivesse dito outra coisa: Costa e Passos Coelho até podem ter programas diferentes, mas a situação do país é tal que não existe margem para as suas diferenças. Como poderia ser de outra maneira, num país envelhecido, deficitário, endividado, cada vez menos competitivo, e cuja economia estagna há quinze anos? Mas não esperem que este seja o tema da discussão no congresso do PS. Pelo menos em público, António Costa faz questão de fazer parte do grande número para quem todas as culpas são ev...

Política

A política é feita, em grande medida, de irrelevâncias Dalton Camp (1920-200 2) jornalista e comentador canadiano

Fascismo é quando a esquerda quiser

Alexandre Franco de Sá Observador 20160601 As afirmações vazias e triviais de Rodrigues dos Santos apenas deviam fazer sorrir. Que suscitem tamanha fúria mostra apenas que Portugal precisa de uma cultura que forme para a discussão e a crítica. A chamada “tese” que José Rodrigues dos Santos resolveu apresentar numa entrevista como “polémica”, segundo a qual o fascismo teria origem no marxismo, não é simplesmente incorrecta. Tal afirmação é certamente muito insuficiente para compreender o que quer que seja, é ingénua e simplificadora, inaceitável no modo como foi formulada, mas não está liminarmente errada. Nas suas intervenções sobre o assunto, depois de promover os seus romances como quem tivesse descoberto um grande segredo, José Rodrigues dos Santos lá argumenta que o fascismo tem origem no movimento socialista italiano após a Primeira Guerra Mundial, que Mussolini tinha sido membro do Partido Socialista e director do jornal Avanti, que ele era – como Lenine – um leitor ...

De Marx a Mussolini

André Azevedo Alves Observador 28/5/2016 Num contexto de hegemonia quase absoluta da esquerda e extrema-esquerda nas redações da comunicação social portuguesa, José Rodrigues dos Santos – goste-se ou não do estilo – é uma presença incómoda. Num artigo intitulado “O fascismo tem mesmo origem no marxismo?”, o jornalista do Público Paulo Pena procura – de forma tão obstinada quanto desastrada – atacar o também jornalista José Rodrigues dos Santos (o que não será indiferente ao incómodo e reacções que suscitou, escritor recordista de vendas) por este ter afirmado que o fascismo é um movimento que tem origem marxista. Não li o mais recente livro de José Rodrigues dos Santos mas, independentemente da sustentação que essa afirmação possa ter (ou não) no livro, a verdade é que está longe de ser um disparate, podendo a ligação entre marxismo e fascismo ser razoavelmente defendida por vários prismas. Dentro das limitações inerentes a um artigo como este, gostaria de realçar duas: as m...