Quando a fé dá sentido ao sofrimento maior
CHRISTIANA MARTINS EXPRESSO 11.05.17 A primeira peregrinação de Inês a Fátima foi aos 14 anos. Começou a caminhar com o pai, que morreu no ano passado, no percurso do santuário. Este sábado ainda não sabe se consegue voltar. Se for, leva o filho, Pedro, uma criança que “está a morrer há quatro anos”, mas que vive para dar sentido à fé. Tudo depende do ar, o ar que nos permite continuar. Inês tem uma vida marcada por Fátima. Antes mesmo de ser conhecido, o mistério fez-se anunciar na sua vida. Também pela morte. A mais velha de três filhas, de um casal católico pouco praticante, tinha apenas sete anos quando perdeu uma irmã mais nova para uma doença genética que não a tocara. A seguir, perdeu outra e os pais tiveram de encontrar apoio, e foi a fé que lhes deu chão. "Foi com a morte da segunda filha que começou a história de conversão dos meus pais", explica, serena. Na adolescência, Inês quis ir à Fátima e trouxe o pai. "Inesquecível", c...