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PODCAST #2: Em defesa do direito à vida eterna

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A Eutanásia não se instituiu como direito humano, no nosso país, por uma unha negra. Por isso continuar a falar do assunto e esclarecer sobre o estado actual da cultura dentro do SNS que sofre todos os dias com poucos recursos é mais do que importante. O PODCAST desta semana é, dedicado a este tema, quando expus o meu ponto de vista como cuidadora informal numa sessão de esclarecimento do movimento STOP EUTANÁSIA.

Mulher crítica do suicídio assistido do seu marido

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MERCATORNET    13.11.2018 The journalist wife of a Sky News journalist has written a memoir chronicling her reaction to her husband’s one-way trip to a Swiss suicide clinic. Deborah Binner is bitterly critical of the decision her spouse Simon made to seek assisted suicide after being stricken with a fast-moving form of motor neurone disease. She writes from an unusual perspective in her book  Yet Here I Am , because she had nursed her 18-year-old daughter Chloë who died of cancer three years earlier.  She observed that the two deaths were very different . After her daughter’s death, she found that: “... a certain closure slowly arose in me; I knew I had left no stone unturned in an almighty battle to save her. And in the end, her death was soft, gentle, supported and at home. When she lay dying, I sat with her in my arms, stroking her little head with tiny tufts of hair. “She told me she was happy. Unbelievably, for that moment, I was happy too. I touched...

Quer mudar a sociedade de forma ilegítima? Comece por mudar o sentido das palavras.

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Manifestação ‘Toda a Vida tem Dignidade" Pedro Morrumba 29.05.2018 Boa tarde,  Se eu dissesse que há tempos atrás eu prestei assistência a um suicida, o que é que vocês entenderiam? Certamente nenhum de vocês pensaria que eu teria reunido os meios e disponibilizado os meios para essa pessoa se matar.  Uma das coisas que se faz quando se quer mudar uma sociedade de forma ilegítima, é começar por mudar o sentido das palavras e das expressões. E prestar assistência a alguém que está em sofrimento não é, de todo, provocar a morte dessa pessoa e apressar a morte dessa pessoa.  Todas as vezes que nós quisemos ouvir uma pessoa dizer: “Eu prestei assistência a alguém que estava em sofrimento”. O significado que nós sabemos que essa expressão tem é que ele esteve ao lado de quem estava a sofrer, é que ele apoiou quem estava a sofrer, é que ele ajudou quem estava a sofrer.  Não significa certamente que essa pessoa antecipou, que essa pessoa ...

O rescaldo da eutanásia: arranjemos um psicólogo!

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JOSÉ MARIA SEABRA DUQUE      OBSERVADOR    07.05.2018 Louçã, Isabel Moreira, as manas Mortáguas e seguidores são como adolescentes revoltados com os pais. Os pais podem fazer o que quiserem que serão sempre contra. Não se trata de razão, mas de revolta. As reacções à derrota da legalização da eutanásia são bastante demonstrativas do que realmente faz mover os defensores profissionais das causas fracturantes. Não falo evidentemente daqueles que, nos últimos dois anos, fizeram uma campanha honesta e séria para defender o que entendiam ser melhor para Portugal. Falo dos que constroem a sua carreira política, jornalística, artística baseados apenas num contínuo defender da última causa fracturante que for lançada para o espaço público. Mais importante do que as reacções de falsa vitória a que se assistiu no parlamento (com direito a grande cobertura da comunicação social) onde os paladinos da morte a pedido proclamavam que voltariam a propor a lei...

Porque é que eles nunca perdem?

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RUI RAMOS         OBSERVADOR       01.06.2018 É notável como os argumentos e as apreensões que levaram a maioria dos deputados a votar contra a legalização não inspiraram aos promotores da eutanásia um segundo sequer de pausa e de meditação. Ao ouvir os promotores da chamada eutanásia, fica-nos esta dúvida: para quê debater? Para quê votar? Porque é que a eutanásia não foi imediatamente legalizada na terça-feira? Só porque a maioria dos deputados votou contra? Mas que importa? Não foi desta, será da próxima, como nos referendos do aborto. Para quê então perder tempo com debates e votações, se o resultado final já está decidido? Teremos tantas votações quantas as necessárias até o parlamento acertar na resposta certa É óbvio que tudo seria diferente se a eutanásia tivesse ganho, mesmo que por um voto. Nesse caso, o processo teria sido encerrado definitivamente, e quem, por acaso, propusesse nova votação, seria universalmente desp...

A Tragédia de Rio e a salvação do PCP

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ABEL MATOS SANTOS   PUBLICO   25.05.2018 Dias curiosos estes, em que o PCP tem mais juízo que Rui Rio, Teresa Leal Coelho ou Paula Teixeira da Cruz. Rui Rio, cada vez mais trágico, veio fazer a apologia da eutanásia, talvez pensando no que se pode poupar matando os doentes em vez de deles cuidar. Já o PCP vota em bloco contra a eutanásia, rejeitando a cultura da morte, defendendo a vida e colocando-se do lado certo! A verdade é que o PCP, ao afirmar que a eutanásia representa um retrocesso civilizacional e um ataque aos valores humanistas, mostra uma visão mais positiva e organizada de uma sociedade onde as pessoas importam, tornando-se um partido mais responsável e confiável. De algum modo, com este posicionamento, já não será um partido totalmente comunista, muito menos ortodoxo. Já o PSD com Rui Rio, desastroso e cheio de casos que envergonham, vem revelar-se um líder relativista onde tudo vale e pouco importa, desde o aborto à eutanásia, quer...

Senhor deputado, eu não votei na sua consciência

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INÊS QUADROS   OBSERVADOR   29.05.2018 Nenhuma condição de que a lei possa fazer depender o cumprimento de uma vontade de morrer pode ser considerada como uma posição de compromisso, porque a morte é sempre irreversível. Muito se tem debatido a substância da eutanásia, em geral e na sua concretização pelos projetos de lei que foram apresentados pelo PAN, pelo BE e pelo PS. Julgo ser necessário também chamar a atenção para um aspeto formal do processo de decisão que, não competindo com as questões de substância, todavia ajuda a perceber como estas devem ser debatidas no espaço político. Nos últimos anos, a propósito das chamadas “questões fraturantes”, ouve-se frequentemente dizer que os deputados devem ter liberdade de voto porque as votações respetivas respeitam a uma “questão de consciência”. Esta expressão, que fica bem em parangonas (aludir à consciência pessoal inevitavelmente põe um ponto final a qualquer discussão) corresponde, todavia, na melhor...

Esta rampa não é para mim!

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MAFALDA RIBEIRO    DN   29.05.2018 As pessoas com mobilidade reduzida precisam de rampas em vez de degraus, já que é isso que lhes confere sentido de liberdade. Eu sou uma dessas pessoas que lutam pela extinção dos obstáculos para que as rodas da minha cadeira possam deslizar. Portadora de deficiência motora, com um currículo de quase uma centena de fraturas desde o útero da minha mãe e dores físicas que nunca ficam a zeros. Portadora de óculos, aparelho auditivo e uma cadeira elétrica que nunca vi como uma condenação. Os meus saltos altos equilibram-se, portanto, desde sempre em cima de rodas, mas se não tiver rampas estou sempre a tropeçar. As rampas para mim são como pontes de autonomia. No entanto, há uma rampa que não é para mim. Aquela cuja inclinação, por não obedecer à fórmula correta, passa de bênção a maldição. Que é de tal forma deslizante que passa a ser um perigo para a minha própria vida. Votar a favor da despenalização da eutanásia é, a meu ver, ...

A D. Regina

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A D. Regina é da paróquia da Ericeira e foi filmada pelo seu pároco Pe. Tiago Fonseca no início da semana. No facebook este video já conta com 8.000 visualizações.

Eutanásia, vitória até quando?

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JOSÉ MARIA SEABRA DUQUE   01-06-2018  WWW.NOSOSPOUCOS.BLOGSPOT.COM A eutanásia foi derrotada. Por uma unha negra, mas foi. Foram só cinco os votos que fizeram a diferença (e nem foram bem cinco, porque quatro deputados do PSD votaram a favor da eutanásia, mas em projectos diferentes, de modo a serem a favor mas não puderem ser culpados pela sua aprovação). Mas não nos deixemos sossegar nem por um instante por esta vitória. O assunto vai regressar ao parlamento. E irá regressar as vezes que forem necessárias até ser aprovado. A próxima batalha será já para o ano, com sorte no a seguir. A verdade é quando os temas fracturantes chegam a Assembleia da República, já perdemos. Pode não ser à primeira ou à segunda. Até podemos, fruto do trabalho política e de alguma sorte, ganhar aqui e ali. Mas inevitavelmente acabaremos por perder. O combate político em defesa da vida e da família equivale a por uns quantos paus à frente de um rio a ver se o conseguimos pa...

"Não há acasos na vida nem na morte"

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VANESSA MACHADO     FACEBOOK   30.05.2018 Tive o singular privilégio de cuidar de pessoas em fim de vida. Sim, privilégio, porque é uma honra entrar nas suas vidas, nos seus corações abertos de par em par. Tive o privilégio de diminuir as suas dores físicas com medicação e as suas dores espirituais com carinho, presença, escuta activa e promovendo o contacto com os familiares, vencendo as barreiras da conspiração do silêncio. Sofrimento extremo? Sim, vi muito sofrimento, mas nunca me pediram para acabar com a vida...  Cada momento até ao fim tão carregado de importância. O Pai que espera o filho sair do hospital para partir... A Mãe que espera o filho de Angola e morre quando ele chega. O Marido que viveu mais umas horas para dizer à esposa aquilo que nunca tinha dito... Não há acasos na vida nem na morte. Há quem me ache optimista, há quem me ache ingénua ou ridícula. Não importa. Os meus doentes viveram plenamente até ao fim. Sempre com dignidade....

Uma agressão à vida, à sociedade e à medicina

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HENRIQUE LEITÃO 27 de Maio de 2018 Uma agressão à vida, à sociedade e à medicina Com a possibilidade da eutanásia passaremos, de facto, a viver numa outra sociedade. Introduzida a possibilidade de um médico matar um paciente, todas as restrições da lei não serão mais do que meras inconveniências circunstanciais. Uma clarificação inicial obrigatória, quando falamos de eutanásia: não se está a falar daquelas situações de manutenção da vida em circunstâncias artificiais desproporcionadas, forçando a sobrevivência por meios excessivos e impondo por via tecnológica aquilo que a vida humana e a condição do corpo já dera por terminado. Não se está a falar do chamado “encarniçamento terapêutico”, que é, além de tudo o mais, uma prática condenada e punida pela deontologia médica. Na rejeição desta ideia e desta prática estamos todos de acordo. Eu seguramente não a quereria para mim nem para ninguém. Não é disto que estamos a falar quando falamos de eutanásia. Também me ...

Não somos sozinhos, não morremos sozinhos

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https://pontosj.pt/especial/nao-somos-sozinhos-nao-morremos-sozinhos/ O Parlamento prepara-se para discutir, no dia 29 de maio, quatro Projetos de Lei que pretendem regular a prática não punível da eutanásia. Os Jesuítas em Portugal entendem ser seu dever tomar uma posição pública sobre esta questão. Um debate insuficiente O Parlamento prepara-se para discutir, no dia 29 de maio, quatro Projetos de Lei (PAN, BE, PEV e PS) que pretendem regular a prática não punível da eutanásia em casos de lesão incurável e de doença grave sem perspectiva de cura. Este debate surge na sequência de uma Petição Pública dirigida à Assembleia da República em fevereiro de 2016, assinada por diversas personalidades que pediam a “despenalização da morte assistida”. Era intenção dos seus signatários alertar para o sofrimento e solidão que tantos experimentam na fase terminal da vida. Sofrimento que, em caso algum, podemos julgar. Com a legitimidade que lhe é própria, a Assembleia da República acolheu...

Presidente da República reúne com as várias religiões sobre eutanásia

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MARGARIDA NETO   FACEBOOK     24.05.2018  O PRESIDENTE DA REPÚBLICA REÚNE COM REPRESENTANTES DAS VÁRIAS RELIGIÕES PARA FALAR DO TEMA DA EUTANÁSIA

Vigília civil dia 28 de Maio

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ANTONIO MARIA PINHEIRO TORRES Queridos amigos  Os nossos amigos do Porto decidiram organizar uma Vigília em frente à Câmara Municipal na noite de dia 28 de Maio (vésperas do debate parlamentar). Acabam de me falar de Braga a dizer que estão a pensar fazer a mesma coisa. Vigília no sentido civil da palavra , não vigílias religiosas: as pessoas encontram-se, estão com umas velas (dá impacto de noite e hoje em dia toda a gente o faz por diversos motivos [políticos, sociais, desportivos, etc.]), eventualmente uma ou duas intervenções (exemplo: um medico, um politico local, um dos organizadores), manifestar com a sua presença na rua a oposição a estes projectos, uma hora no máximo mas à noite, em frente à Câmara Municipal respectiva. Já imaginaram a força que teria que isso acontecesse  no mesmo dia  em cada uma das 18 capitais de distrito? Ou em muitas sedes de concelhos? Lanço a ideia a todos os que são de fora de Lisboa ! Organizem-se espontane...

Fórum TSF :: hoje às 20:30

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"Não faz mal, este mês tomas tu os comprimidos. Para o próximo mês tomo eu."

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PATRÍCIA REIS    www.sapo24.pt     10.05.2018 São quase 2,4 milhões de pessoas em risco de pobreza, assim o atesta o Inquérito às Condições de Vida realizado pelo Instituto Nacional de Estatística. Menos 196 mil pessoas que em 2016. Eu nunca gostei de números por não terem, na minha opinião, sensações, caras, olhares. São uma espécie de coro de vozes, mas vozes invisíveis. O ditado diz que olhos que não vêem, coração que não sofre, e a estatística toma esta verdade por boa, quase que nos protege de entendermos a realidade. Este número -  2,4 milhões  - é esmagador e inadmissível e conta histórias reais. Deste número, 18,8% refere-se a crianças ou jovens, menores. Quantos são? 451 mil, diz quem sabe de números. Quase meio milhão de menores que vivem sem o básico. Ninguém se pode orgulhar destes números e tão pouco das histórias envolvidas: pessoas que não conseguem emprego, que perderam o emprego, que abdicaram dos estudos para ajudar os agreg...