E as pessoas, pá?
André Macedo DN 2016.05.14 Catarina Martins quer acabar com as parcerias público-privadas na saúde. É uma posição que não espanta. A líder do Bloco desconfia das empresas e dos bancos, exceto se forem públicos, tem muitas reservas sobre a economia de mercado. Dez por cento dos eleitores deixaram-se convencer por esta retórica em outubro do ano passado, nas eleições legislativas, mas embora a percentagem pareça elevada quando comparada com resultados anteriores do BE e também com os do PCP, especialmente com os do PCP, na realidade os números ficaram muito aquém dos conseguidos em circunstâncias políticas parecidas - recessão profunda, desemprego, austeridade - pelo Podemos (20,7%) e pelo Syriza (35,1%). O grande pormenor de António Costa ter precisado dos votos do Bloco para formar governo acabou por atribuir a Catarina Martins uma importância muito acima dos votos recolhidos e ajudou a esconder esta evidência, um resultado pífio, mas isso, a dinâmica atual que o partido inega...