A banalização da violência
RITA BRUNO 09.01.2017 FAMÍLIA CRISTÃ No que à exibição de imagens diz respeito, posiciono-me no cinzento. Não sou daquelas pessoas que acha que há imagens proibidas, porque na verdade há alturas em que elas são mais do que necessárias, nomeadamente quando o mundo parece andar a dormir ou a ignorar escandalosamente problemas que têm de ser resolvidos, a bem dos direitos humanos e da humanidade. Mas isto não quer dizer que podemos fazer da violência o isco para as audiências subirem. E isto quer ainda menos dizer que podemos repetir, até à exaustão, não só nos diversos telejornais de diferentes horários, mas (completamente ridículo) no mesmo telejornal, imagens sem qualquer edição, ou com um nível de edição que nos faz parecer que ela não existiu. E não, a verdade não fica distorcida quando a edição a que me refiro é a que tem como objetivo respeitar a dignidade da pessoa. O exemplo que mais me chocou nos últimos tempos foi a da morte do embaixador russ...