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Um país sem droga

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ASSOCIAÇÃO DOS MÉDICOS CATÓLICOS     FACEBOOK     18.01.2019 O Parlamento Português chumbou hoje a legalização da canábis para fins recreativos. A Associação dos Médicos Católicos Portugueses – AMCP congratula o Parlament o pelo resultado da votação, por ser um sinal positivo e de esperança de um maior empenhamento dos organismos públicos com vista a um país sem droga. “Seria agora a ocasião propícia para as entidades e organismos públicos estudarem meios de investir de forma mais assertiva e concertada em campanhas de sensibilização e formação que alertem e avisem os mais jovens para os malefícios das drogas”, sublinha o presidente da AMCP, o psiquiatra Pedro Afonso.

Associação Vale de Acór condecorada pelo Presidente da República

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O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, atribuiu a Ordem de Mérito à Associação Vale de Acór. Fundada em 1994, esta instituição, presidida pelo pároco do Monte de Caparica, Padre Pedro Quintela, assinala em 2019, os seus 25 anos de existência. A cerimónia da condecoração decorreu na passada terça-feira, dia 9 de Outubro, às 18h00, no Palácio de Belém, em Lisboa, e as insígnias foram recebidas pelo Presidente da Direção, Padre Pedro Quintela. A  Associação Vale de Acór  é uma Instituição Particular de Solidariedade Social, sem fins lucrativos, que trabalha no âmbito da recuperação de dependentes. No Vale de Acór acolhem e reinserem os “novos pobres” da sociedade – pessoas sem comunidade que são colocadas face à impotência ou falência de si mesmas e, por isso mesmo, incapazes de activar os seus recursos pessoais para reagir de um modo construtivo, nomeadamente os toxicodependentes e alcoólicos; toxicodependentes com problemas psiquiátricos; e toxicodependentes r...

Salas de Chuto: os guetos higiénicos

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JOSÉ MARIA DUQUE    NÓSOSPOUCOS.BLOGSPOT.COM Vi hoje a notícia de que finalmente, ao fim de mais de um década, vão mesmo avançar as salas de chuto em Lisboa, ou no linguarejo tão do agrado da esquerda, as salas de consumo assistido. Aparentemente esta medida faz parte da geringonçacinha que Medina montou para governar Lisboa a seu bel-prazer. Aliás, já se percebeu que a geringonçacinha vai funcionar como a gerigonça original: o Partido Socialista dá carta-branca ao Bloco em medidas fracturantes para disfarça o apoio que este dá às políticas que sempre combateu. Assim o Bloco continua a parecer revolucionário, em vez de se assumir como o partido burguês de poder em que se transformou, e os socialistas podem governar continuando a fingir que são de esquerda. Voltando às salas de chuto, não é possível deixar de admitir que estas constituem um enorme contributo para a paz social em Lisboa. Em vez de termos toxicodependentes a drogar-se nas ruas, concentramo-los todos...

Johnson, o académico

P. Gonçalo Portocarrero de Almada Observador 27/6/2015 A Igreja católica, a mesma da Inquisição e dos padres pedófilos, é quem sobretudo acolhe os drogados, os mais pobres, os órfãos, os leprosos, os velhos abandonados, etc. Já me tinham falado dele e até o tinha visto e ouvido na excelente entrevista que aqui, no Observador, a Laurinda Alves lhe fez, mas só na semana passada conheci pessoalmente o Johnson Semedo, aliás João Semedo Tavares ou, simplesmente, Johnson. A sua história é parecida à de muitos outros. Nascido em 1972, em São Tomé e Príncipe, numa família muito pobre e numerosa – é o penúltimo de sete irmãos – emigrou, aos dois anos de idade, para Portugal, onde já se encontrava o seu pai, mineiro. Desde então, a sua vida transcorre num bairro problemático da capital: a Cova da Moura. Johnson, ao sentir na pele o estigma da sua condição, rapidamente abandona a vida familiar e escolar pela vadiagem e a prática ocasional de pequenos roubos. No seu testemunho, refere...

Padre que reabilita toxicodependentes diz que "homem é mais do que uma ficha médica"

RRonline 31-03-2015 20:59 por Aura Miguel  "Homem é mais do que uma ficha médica" A Associação Vale de Acór dedica-se há 21 anos a recuperar toxicodependentes. Em todos eles, pobres ou ricos, há uma coisa em comum: "querem fugir à dor e ao sofrimento", diz o fundador da associação, Pedro Quintela. É um padre com uma vasta experiência de acompanhamento de casos difíceis, de gente esmagada pelo consumo de drogas e outras atribulações da vida. Pedro Quintela fundou há 21 anos a Associação Vale de Ácor, em Almada. Diz que o ambiente de uma comunidade é regenerativo: "O homem ultrapassa muito o que diz o boletim clínico do próprio homem."  A Associação Vale de Acór é uma instituição particular de solidariedade social, sem fins lucrativos, que trabalha desde 1994 no âmbito da recuperação de dependentes.  "Todos temos dentro de nós uma capacidade regeneradora", diz o padre da diocese de Setúbal em entrevista ao programa "Terça à Noit...

A DROGA NÃO SE VENCE COM A DROGA

Pedro Vaz Patto Voz da Verdade, 2015.03.01          De tempos a tempos, reacende-se a polémica sobre a legalização da droga. Agora foram declarações da ministra da Justiça a favor da venda em farmácias das chamadas "drogas leves" a desencadear a discussão entre nós, que recentes alterações legislativas no Uruguai e em vários Estados norte-americanos também tornam atual.             Há quem invoque, para justificar essa legalização, um princípio de respeito pela autonomia individual (segundo a conhecida tese de Stuart Mill: «sobre si próprio e sobre o seu corpo, o indivíduo é soberano»). E há quem invoque razões pragmáticas: o fornecimento de droga pelo Estado, ou de forma controlada, evitaria a criminalidade associada à toxicodependência, fazendo baixar os preços (e, desse modo, a prática de crimes para adquirir estupefacientes) e desviando deste âmbito a ação da criminal...

Legalização das drogas leves: uma irresponsabilidade política

Pedro Afonso Público 17.02.2015 A ministra da Justiça, Paula Teixeira da Cruz, defendeu recentemente, numa entrevista à TSF, a legalização da venda de drogas leves em Portugal e a sua venda nas farmácias. De acordo com a sua argumentação, os ganhos para os cidadãos seriam alcançados graças à diminuição de outros crimes.   Infelizmente,  a sra. ministra parece desconhecer que  as designadas "drogas leves" não são, na realidade, assim tão leves, já que podem provocar danos gravíssimos a quem as consome. Tomemos como exemplo o cannabis. Esta droga muito popularizada e consumida na nossa sociedade, inclusivamente por jovens, pode contribuir para o aparecimento de várias doenças psiquiátricas.     O consumo de cannabis (excluindo, obviamente, a utilização restrita dos seus derivados para alguns fins terapêuticos) aumenta o risco do aparecimento de psicoses, que impedem uma pessoa de pensar adequadamente e interfere...

Carta aberta ao ministro da Saúde

MANUEL PINTO COELHO E CARLOS FUGAS   Público, 02/10/2013 Exmo. senhor ministro Paulo Macedo Foi recentemente submetido a consulta pública o novo Plano Nacional para a Redução dos Comportamentos Aditivos e das Dependências 2013-2020. O documento contém importantes omissões e imprecisões que, a nosso ver, podem confundir os decisores políticos e que por isso importa denunciar. Refere o plano que "a política portuguesa de luta contra a droga e toxicodependência foi objeto de diversas avaliações nacionais e internacionais, tendo sido globalmente apontada como um exemplo a considerar". Tal constatação é totalmente desprovida de sustentabilidade. De acordo com o Observatório Europeu da Droga e da Toxicodependência, "a política da droga em Portugal, tal como acontece com outras políticas nacionais, não é nenhuma   magic bullet . O país tem altos níveis de uso de drogas e de infeção pelo HIV, e não mostra desenvolvimentos que o diferenciem de outros países euro...

Três mitos sobre a marijuana

Manuel Pinto Coelho Público 15/12/2012 "Não há nada mais terrível que a ignorância ativa" Goethe Continua a ler-se com inusitada frequência na imprensa nacional declarações de pessoas que, embora habitualmente responsáveis, desde há muito, de forma mais ou menos declarada, se vêm batendo pela legalização da marijuana. A bem da verdade e da saúde mental do leitor, esclarece-se: Mito 1 - A marijuana fumada pode ter um aproveitamento médico. Verdade - Pela impossibilidade de controlar a dose, os ingredientes e a potência, o fumo nunca poderá ser um modo seguro de administrar uma droga. Entre os seus 483 compostos químicos, o THC é fortemente psicoativo, a sua potência não pára de aumentar - no espaço de 40 anos, passou de 1% para 35% - sendo que as concentrações desconhecidas deste composto químico tornam impossível a criação de uma dose uniforme com aplicação médica. Acresce ainda que a já há muito suspeitada ligação entre cannabis e a esquizofrenia vem sido rep...

A liberdade de perder a liberdade

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João Távora Corta-fitas , 2012-08-13 A liberalização do cultivo e venda de cannabis , não sendo um "assunto tolo", emerge curiosamente nas notícias em Agosto , reconhecido mês de leviandades e imprudências. Certo me parece que a dinâmica adolescentocrática dominante é imparável, e que mais tarde ou mais cedo teremos os tais “clubes sociais” do Bloco de Esquerda para fruição dumas boas “pedradas” em “quantidades controladas”. Nos anos setenta também simpatizei com a ideia. Orgulhava-me até da autoria dum belo graffity sobre o assunto na Avenida Infante Santo. Já então pessoa de convicções, deixei de ir às aulas para me passear pelas margens, crente de que o Mundo se moveria pela força dos meus desejos e expectativas. A coisa não podia acabar bem. Não foi tarde de mais que entendi que assim como uma família até consegue suportar um “excêntrico” no seu seio, demasiados excêntricos arruínam uma família. Suspeito que o mesmo suceda com uma cidade ou com uma civilização. Pr...