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"Tecnoxicação"

ALEXANDRE REAL | Jornal de Negócios | 30 Junho 2016 A praga da tecnologia impregnou-se na nossa vida… a hiperconectividade está a provocar nas pessoas o chamado "tecnostress". Além do impacto na saúde o excesso de tecnologia tem grandes impactos socioprofissionais. Hoje sofremos de "tecnoxicação", ou seja, estamos intoxicados de tecnologia! Já vai sendo raro procurar uma palavra no motor de busca mais popular do mundo e a resposta ser: "A sua pesquisa - 'tecnoxicação' - não encontrou nenhum documento. Sugestões: • Certifique-se de que nenhuma palavra contém erros ortográficos. • Tente utilizar outras palavras-chave. • Tente palavras-chave mais gerais." Procurando o termo em inglês, "tecnoxication" o resultado foi o mesmo… Não, Google, eu não me enganei e a partir de hoje os dois termos enriquecerão o teu glossário dos multimilhões de palavras. A praga da tecnologia impregnou-se na nossa vida… a hiperconectividade es...

Educar para o mundo digital

É absolutamente inegável que o ambiente digital forma parte da vida quotidiana de muitas pessoas, especialmente dos mais jovens. Também é evidente que esta nova cultura de comunicação possui muitos benefícios. E que contribuiu para o desenvolvimento de inúmeras capacidades até um nível que era simplesmente inimaginável no passado. As novas tecnologias não são um simples acessório para muitíssimas pessoas: são uma autêntica extensão da vida do dia-a-dia. Por este motivo, é indispensável que os pais percebam que educar nas novas tecnologias é essencial nos dias de hoje. Não é nenhuma opção. É uma obrigação ― e das grandes! Porque o mundo digital ― quer queiram quer não ― influirá muitíssimo na vida e na felicidade dos seus filhos. O ideal é que o uso das novas tecnologias redunde numa melhora integral da pessoa. É preciso ajudar os filhos a usarem estes meios com liberdade, responsabilidade e temperança. Seria absurdo, por exemplo, que os filhos não dormissem as...

When families disconnect, they connect

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Tecnologia e regulação

JOSÉ MIGUEL PINTO DOS SANTOS Público, 07/04/2015 Nos depoimentos prestados no âmbito de inquéritos a escândalos financeiros, onde quer que seja, nota-se uma constante: todos estavam a cumprir regulamentos ou ordens dos reguladores, e a culpa ou é do sistema ou dos computadores. A tecnologia afeta o comportamento humano. Não é aditiva: é modificadora. Não sou eu mais capacidades adicionais que a máquina ou a app me proporcionam. Sou um eu diferente. E a diferença nem sempre é para melhor. Todos conhecemos pessoas compostas e cordatas que, numa porta, dão sempre passagem, mas que num cruzamento, e com um volante na mão, fazem valer os seus direitos de passagem até ao milímetro. E a gravidade dos acidentes que daqui resultam é relação direta entre esta intolerância legalista multiplicada pela potência da tecnologia. Da observação desta relação, Hans Monderman (1945-2008), um engenheiro de tráfego, tirou uma conclusão revolucionária: dado que a tecnologia não irá desaparecer, pa...

ARQUEOLOGIA INDUSTRIAL

Jorge Calado Expresso, 2014.12.20 O passado é, de facto, um país estrangeiro, isto é, território fadado para turismo. Desde miúdo que ando fascinado pela arqueologia industrial.  O meu ramo científico, termodinâmica, é um produto da Revolução Industrial, cujo ícone, a máquina a vapor, opera a transformação de uma forma de energia noutra. Entre os meus locais de estimação por esse mundo fora estão a Ponte de Ferro (1779) no berço da Revolução Industrial em Coalbrookdale (Inglaterra), o Ruhrgebiet (Alemanha), os moinhos de pólvora de Eleuthère Irénée Du Pont em Wilmington, Delaware (EUA).  Com história curta, sem castelos, palácios e catedrais à moda europeia, a América sabe valorizar o seu passado industrial.  Em Nova Iorque, o sucesso do restauro da High Line — a linha de caminho de ferro elevada construída nos anos 30 para tirar os comboios de mercadorias da rua — e sua transformação num passeio público excedeu todas as expectativas.  Chegou agora a ve...

A lição de Steve Jobs aos pais: “Os meus filhos não usam iPad”

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Hugo Tavares da Silva |  12/9/2014, OBSERVADOR O antigo CEO da Apple disse ao New York Times, em 2010, que o uso de tecnologia por parte dos filhos era limitado. Mas há mais casos de CEOs de empresas de tecnologias com regras apertadas. É inevitável: quando pensamos na casa de Steve Jobs, o génio criador da Apple, imaginamos iPads e iPods a perder de vista. Uns para usar, outros como meros objetos de decoração e ainda uns quantos a correr pela casa num desvario total — ok, esta última foi exagero. A verdade é que nunca foi assim, conta o New York Times. Porquê? "Limitamos a tecnologia que os nossos filhos usam em casa", disse Jobs, em 2010. O antigo CEO da Apple tinha o hábito de ligar para os jornalistas, fosse para elogiar ou para "morder os calcanhares" por alguma crítica. E foi assim que se ficou a saber que a tecnologia era limitada para a criançada. O jornalista criticou num texto o facto de o iPad não suportar vídeos com Flash. Jobs ligou-l...

Tecnologia e relações humanas na era do Facebook

Na próxima  quinta-feira , dia 15 de Maio às 17h00, Sala 231, na Universidade Católica o padre Jonah Lynch da Fraternidade de S. Carlos Borromeu fará uma conferência sobre  Tecnologia e Relações Humanas na era do Facebook . O Pe. Jonah  Lynch tem aprofundado este tema, escreveu também um livro sobre o uso das novas tecnologias em que trata deste assunto através de uma posição que valoriza tudo o que há de bom e desafia concretamente, dando pistas possíveis e levantando perguntas sobre um uso saudável e humano. É uma posição revolucionária e útil que nos é dada para nos confrontamos com o uso das tecnologias, pessoalmente e também através dos nossos filhos.  Tecnologia e Relações Humanas by papinto

Fascínio tecnológico

JOÃO CÉSAR DAS NEVES, DN, 2014.03.10 A nossa era tem um amor apaixonado pela tecnologia. Andamos mesmo cativados com aquilo que as nossas máquinas conseguem fazer. A cada passo vemos alguém embevecido mostrando feitos do seu telefone ou computador, como se tivesse mérito nisso. São indiscutíveis os avanços e benefícios da informática e comunicação nos últimos tempos, mas a atitude de benevolência babada que daí resulta pode ter efeitos negativos, colocando os instrumentos acima das finalidades. Dada a alucinante evolução, aquilo que hoje nos maravilha será muito em breve irremediavelmente obsoleto e ridículo. É muito difícil compreender a admiração dos nossos pais pelas calculadoras a cartões ou cassetes ronceiras. Por isso deveríamos relativizar a última moda tecnológica, que para mais só vigorará meses até à próxima. Afinal os nossos aparelhos, tão novos, são ainda realmente primitivos. O facto é tão evidente que as próprias empresas manifestam...

Destruição criativa?

Sara Balonas Público, 06/04/2013 Inspirada pelo tema de uma conferência internacional que faz parte dos meus planos, passei a ver o conceito de destruição criativa com outros olhos. Proposta por Schumpeter, a expressão data de 1942 mas parece ganhar todo o sentido agora, que os modelos com que nos regemos parecem desajustados. "Destruição criativa" sintetiza os constrangimentos relacionados como a evolução da actividade económica. Segundo esta teoria, um modo de fazer, um produto ou uma tecnologia, substitui o anterior, tornado obsoleto. Por conseguinte, para que o "novo" seja incorporado no mundo empresarial ou na sociedade, há sistemas ou processos que têm que ser substituídos. Para que uma inovação ocorra, algo tem que deixar de existir. O exemplo mais simples que me ocorre é o fax, tornado um sistema de comunicação tão residual que, só de o mencionar, parece que falamos português arcaico. O seu sucessor, o correio electrónico, "destruiu" um me...

Eu não quero um RingDing

Carlos Fiolhais Público, 23/01/2013 Neste mundo comandado por máquinas, torna-se cada vez mais difícil ser humano. Vivemos em liberdade condicional, vigiados em todo o lado por essas pulseiras electrónicas que são os telemóveis. Somos inopinadamente dados como culpados de qualquer coisa e a pulseira lá está para não fugirmos. Fui no outro dia interpelado por um SMS da minha operadora de telecomunicações que me avisava de uma suposta dívida para com ela: [P/ evitar suspensao da conta v devera liquidar o valor vencido de x ate ao dia y . MB/Ent w /Ref z /Imp. x ] Reproduzo como recebi, com abreviaturas e sem acentos (este é que é o verdadeiro acordo ortográfico que nos estão a impor!), apenas com as letras v a z a substituir números. Ignorei a mensagem, uma vez que tinha dado autorização para cobrança automática pelo banco. Mas, quando a intimidação reapareceu, não me fiquei. Embora ciente de que era uma máquina e esta é incapaz de uma conversa, resolvi tentar uma aproximaçã...

Mails menos maus

Público 2012-11-02 Miguel Esteves Cardoso Se quiser ler uma defesa da caligrafia que lhe dará logo vontade de pegar numa caneta, tente reaver a revista 2 do PÚBLICO de 21 de Outubro onde se publicou um belo excerto do mais recente livro do romancista e crítico Philip Hensher. Ou gugle o nome dele e handwriting. É pena que já quase ninguém tenha paciência de escrever cartas à mão, levá-las ao correio e comprar selos. Por outro lado, pode-se ter cuidado com os mails e escrevê-los bem, parando para pensar e tentando ser interessante. Nem tão-pouco é preciso escolher entre a carta manuscrita e o mail . Porque não escrever um bilhete ou uma carta à mão, digitalizá-la ou fotografá-la e mandá-la por mail ? A velocidade e o preço são iguais. O destinatário não terá o prazer de receber o peso duma carta e ver a sua caligrafia ali no papel que segura mas sentir-se-á mais próximo de si e fará uma ideia da presença da sua personalidade. Também pode escrever numa máquina, manual ou eléctric...

Morreu Steve Jobs (1955-2011)

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“A morte é muito provavelmente a melhor invenção da vida”, afirmou Steve Jobs, em 2005, frente a uma plateia de estudantes da Universidade de Stanford , nos EUA. “Lembrar-me de que todos estaremos mortos em breve é a ferramenta mais importante que encontrei para me ajudar a fazer as grandes escolhas na vida”. O icónico fundador da Apple morreu no dia 5 de Outubro, com 56 anos, depois de anos com vários problemas de saúde, entre os quais um tipo raro de cancro do pâncreas.

Progresso e bom senso

PROGRESSO E BOM SENSO Diário de Notícias, 20081020 João César das Neves Professor universitário naohaalmocosgratis@fcee.ucp.pt O progresso humano põe em acção forças poderosas. Mas o fascínio com a novidade faz esquecer que essas energias podem ser terrivelmente devastadoras. Não é apenas na crise financeira que este paradoxo é evidente. A Internet é indiscutivelmente um dos instrumentos mais benéficos e produtivos da nossa era. Mas, vendo o trabalho impressionante em sites , blogs , mensagens, circulares e apresentações de powerpoint , temos de perguntar se tudo isso será feito apenas nas horas vagas. Pelo contrário, múltiplos sinais indicam que, numa miríade de escritórios e repartições, grande quantidade de funcionários passa o tempo a brincar na Net em vez de trabalhar. Tudo na máquina do patrão e com electricidade paga por ele. Empenhados em causas de direitos humanos ou simplesmente divulgando anedotas, distribuindo fotografias de arte, insultando políticos ou conversando nas r...

O 'MAGALHÃES'

Diário de Notícias, 080809 João Miranda investigador em biotecnologia jmirandadn@gmail.com O choque tecnológico está a chegar às escolas portuguesas. Os alunos portugueses vão ter direito ao Magalhães , um computador produzido pela Intel e subsidiado pelo Governo português. Os governantes acreditam que se juntarmos boa tecnologia (concebida nos Estados Unidos, produzida no Extremo Oriente e embalada em Portugal) a maus alunos, más escolas e maus professores vamos obter génios da física e da matemática. Alguém anda a confundir as causas com as consequências. A tecnologia não produz físicos e matemáticos. Os físicos e os matemáticos é que produzem tecnologia. Os alunos portugueses têm hoje acesso a computadores baratos porque alguns dos melhores alunos americanos andaram durante décadas a estudar Física e Matemática. A tecnologia é o resultado de bons alunos. Não são os bons alunos que resultam da tecnologia. E, de qualquer das formas, é um pouco tarde. Bill Gates e Paul Allen (fundado...

A sonda Phoenix capta imagens de deserto pedregoso em Marte

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In: Público, 080601, Luís Afons0

A sonda Phoenix "amartou" em Marte

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NASA's Phoenix spacecraft landed in the northern polar region of Mars Sunday, May 25, 2008, to begin three months of examining a site chosen for its likelihood of having frozen water within reach of the lander's robotic arm. This black-and-white self-portrait shows Phoenix's leg nestled in the Martian soil. Radio signals received at 7:53 p.m. EDT confirmed the Phoenix Mars Lander had survived its difficult final descent and touchdown 15 minutes earlier. The signals took that long to travel from Mars to Earth at the speed of light. For more information on Phoenix, visit www.nasa.gov/phoenix

Buigle: Motor de busca para ajudar Igreja

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http://diario.iol.pt/tecnologia/internet-busca-igreja-espanha-mortor-de-busca-buigle/949399-4069.html 08-05-2008 - 08:47h Motor de busca para ajudar Igreja Informático espanhol lança o Buigle e lucros da publicidade serão doados Um informático espanhol criou um motor de busca na Internet, baptizado de Buigle, destinado a ajudar financeiramente a Igreja Católica espanhola. O motor de busca « funciona como o Google mas os lucros provenientes da publicidade serão doados à Igreja católica », segundo informa o sítio. O jornalista e informático Carlos Mencos decidiu criar o Buigle após a modificação da lei espanhola sobre o financiamento da Igreja. O novo sistema de financiamento, decidido em Setembro de 2006, suprimiu a doação anual do Estado de 30 milhões de euros e aumentou de 0,52 a 0,70 por cento a taxa de imposto sobre os lucros que os contribuintes espanhóis podem doar à Igreja de forma voluntária. Os lucros anuais provenientes destas contribuições v...