INÊS FONSECA 29.10.2017 Começámos há dois anos. Na manhã do dia de Todos os Santos chovia, e, para entretermos as nossas Filhas antes da Missa, propusemos que se mascarassem de Santas. Rimo-nos com elas, disfarçadas de Santa Clara e de Nossa Senhora das Graças por cima dos pijamas do Frozen. No ano seguinte, o Capelão do colégio delas explicou que o Halloween não era uma tradição portuguesa. Ficaram divididas entre o Capelão e tudo o que lhes entrava pelos olhos, nas lojas e na televisão. A antecipação da mascarada e da recolha de gulodice punha o Halloween em vantagem relativamente ao Capelão. Nós também hesitámos, sobretudo por causa do velho elefante que teima em aparecer lá em casa e que se chama "Qual é o mal? No fundo, no fundo, divertem-se e não têm que chegar a saber o sentido daquilo". Mas, levando a sério o repto do Capelão, arriscámos propor uma alternativa. Convidámos os ...