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"Pai e mãe, ou mãe e pai, leiam com atenção"

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RUTE AGULHAS   PÚBLICO   4.05.2018 Carta de uma adolescente, filha de pais divorciados. "Pai e mãe, ou mãe e pai (para não se chatearem de quem ponho primeiro), decidi escrever esta carta para que percebam o que vos quero dizer. Já tentei dizer, já tentei gritar, já tive mau comportamento na escola e até já faltei às aulas... já fiz de tudo, mas vocês não entendem... ou não querem entender... Um Diário rasgado que desenha o quotidiano e critica o que está mal Separaram-se porque já não gostavam um do outro 'como namorados', disseram. Mas também me disseram que 'vamos continuar a ser amigos e vamos continuar sempre a ser teus pais e a estar contigo'. Lembram-se? Ou já se esqueceram? Parece que se esqueceram. A vossa separação fez com que deixasse de estar com os dois ao mesmo tempo. E com os avós, os tios e os primos passa-se a mesma coisa. Mas no meu coração são todos a minha família. Detesto quando dizem que passei a ter duas famílias! ...

Eu, separado, mas fiel à minha mulher. Assim experimento o amor conjugal e não sou um herói.

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Testemunho com origem na experiência feirta na fraternidade 'Sposi per sempre ' guiada pelo  Mons. Renzo Bonetti    05.04.2017 “ Aprendi que o Sacramento torna a Comunhão eterna”;  “Encontro a minha mulher na Eucaristia”;  “Amar é dar e perdoar sem esperar nada em troca”;  “Não há liberdade fora da fidelidade ao pacto conjugal;”  "mesmo que a doutrina seja posta em discussão, Cristo é claro no Seu ensinamento e a santidade nã o é só para alguns”.  Estas são apenas algumas das afirmações do testemunho potente de Emmanuelle Scott, um cristão normal (pelo contrario, antes da separação era um “tépido fiel”), que se separou da mulher quando tinha trinta e tal anos e com um filho pequeno. E que nesta entrevista a Nuova BQ conta como depois de alguns anos tenha descoberto que Cristo mantém a promessa de ser a via do Sacramento do amor divino para amar como Ele ama. Emmanuele, como é que aconteceu a separação da tua mulher? ...

Um país onde a justiça trai as crianças

ISABEL STILWELL | isabelstilwell@gmail.com | Jornal de Negócios 15 Fevereiro 2016, 20:40 Uma criança confia numa juíza, que lhe garante sigilo. A conversa é capa de revistas. Que País é este onde a Justiça trai e ataca, sem que ninguém diga nada? Esqueça que a criança se chama Dinis e que tem por apelido Carrilho. Deixe de lado a opinião que tem sobre Bárbara Guimarães ou Manuel Maria Carrilho. Por momentos, feche os olhos e imagine que é seu filho. Tem 12 anos e é seu filho. Vá lá, não faça batota, não comece a distrair a sua angústia com um "Ah, mas se a criança fosse minha, não estava numa situação daquelas", e muito menos se escude atrás do "Estes meninos não são como aos nossos!". Concentrou-se de novo? Obrigada. Então passe à fase seguinte. Imagine que está num processo de regulação de responsabilidades parentais, e o juiz decide que quer ouvir o seu filho. Hesita, pergunta se será boa ideia, tem medo de que se sinta dividido, a trair o pai ou a mãe...

Incompatibilidade

Se os americanos se podem divorciar por "incompatibilidade de temperamento", não consigo perceber como é que não estão todos divorciados. Conheci muitos casamentos felizes, mas nunca um casamento compatível. O objetivo do casamento é lutar e sobreviver o instante em que a incompatibilidade se torna inquestionável. Porque, um homem e uma mulher, como tal, são incompatíveis G.K. Chesterton: "What's Wrong with the World."

O casamento acabou. Ficou a amizade e o amor platónico

Cole Kazdin | DN 2015.10.18 Gosta-se ainda. Fica o sentimento de família Os meus pais entraram conscientemente num processo de desacasalamento antes de o desacasalamento consciente ser uma realidade e não esperaram pelo divórcio para o fazer. Ao longo dos 21 anos de casamento, eles nunca discutiram, pelo menos à frente das filhas. A nossa casa dava-nos uma sensação de segurança e de estabilidade. No entanto, em criança nunca vi romance ou afeto entre eles a não ser um roçar de lábios quando o meu pai chegava a casa vindo do trabalho. Nunca vi o meu pai aproximar-se da minha mãe pelas costas enquanto ela estava a fazer o jantar no fogão, abraçá-la e beijá-la no pescoço como os maridos faziam às vezes nos filmes. Eles eram mais como dois amigos que criavam duas filhas juntos... Eles adoravam ser pais e eram ótimos nisso. A minha mãe passava horas a ler para mim, a cantar, a participar nos meus jogos de faz-de- -conta. Depois do trabalho, o meu pai e eu víamos o Star Trek jun...

NÃO HÁ DIVÓRCIOS BONS

Pedro Vaz Patto, Voz da Verdade, 2015.10.04 Tem agora início a assembleia do sínodo dos bispos dedicada à família. Espera-se que nela seja dado um enfoque especial às famílias feridas, designadamente as marcadas pelo divórcio. A propósito desta questão, já várias vezes sublinhei a importância de, mais do que tentar remediar o que, sob certos aspetos, é já irremediável, prevenir e evitar essas feridas. Para tal, são imprescindíveis uma boa preparação para o casamento e a ajuda aos casais com dificuldades no seu relacionamento. E a consciência clara de que o divórcio não é uma fatalidade, o divórcio pode ser evitado. O discurso mais corrente vai, porém, em sentido contrário. Quantas vezes não se ouve dizer: «Mais vale um bom divórcio do que um mau casamento». Maléfico não seria o divórcio em si mesmo, mas a conflitualidade que por vezes lhe está associada. O livro de Elizabeth Marquard Between Two Worlds – The Inner Lfess Of Chlldren of Divorce (Three Rivers Press, Nova Iorque, 20...

Os avós foram esquecidos

Daniel Sampaio | Público 2015.0927 Nos divórcios litigiosos, a decisão dos tribunais sobre a regulação das responsabilidades parentais costuma ser bem difícil. Costumo dizer que todas as crianças deveriam ter sempre um pai e uma mãe, disponíveis para o amor firme, essencial ao seu desenvolvimento. Não se pode educar bem sem afecto, sedimentado numa relação íntima e prolongada que caracteriza as famílias saudáveis. E só se educa com êxito se conseguirmos, através de um relacionamento permanente ao longo do desenvolvimento, traçar limites ao que os filhos nos pedem, tendo sempre em atenção que concordar com tudo acabará, no futuro, por se tornar uma espécie de maus tratos (pelo poder excessivo que uma criança terá na família, ao tornar-se um ser omnipotente). Os avós são a garantia da estabilidade emocional das crianças na situação de divórcio Infelizmente, o divórcio é uma dura realidade dos dias de hoje. A partir da segunda metade do século XX, a instabilidade é uma das car...