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O Estado Social deve servir os mais fracos, ou os burocratas que o promovem?

O Insurgente , Novembro 3, 2015 by Rodrigo Adão da Fonseca A esquerda portuguesa tem por estes dias vindo a agudizar o clima pós-inquisição que, de alguma forma, caracteriza o ambiente cultural português, escandalizando-se diariamente com as heresias de quem – blasfémia! – pensa um pouco diferente das forças frentistas que, como é sabido, venceram as eleições (mesmo quando os resultados mostram que foram vítimas do sucesso das suas próprias ideias). Ora bem, a histeria de hoje, que justifica a prescrição do Xanax (comparticipado pelo SNS), é dirigida a Isabel Jonet, alguém cuja acção incomoda porque, em vez de ficar em casa a curtir o efeito da dose, opta por levantar o rabo do sofá para cuidar de milhares de famílias pobres. A heresia máxima, porém, é que Isabel Jonet cai na asneira de dizer o que pensa, e fá-lo à sua maneira, sem filtro: e todos sabemos como a esquerda não tolera quem emite opinião nos media e tem problemas graves de comunicaç...

“Com a verdade me enganas”

O Insurgente    Setembro 10, 2015   by  Rodrigo Adão da Fonseca Ora, então, e continuando a recorrer à  sabedoria popular , chegamos ao provérbio “com a verdade me enganas”. António Costa gabou-se ontem à saciedade de ter reduzido em 40% a dívida da Câmara Municipal de Lisboa . Verdade? Verdade. Passos Coelho chamou-lhe a atenção que tal só ocorreu porque no quadro da privatização da ANA, a CML e o Estado resolveram um litígio antigo, que se arrastava desde 1989. Verdade? Verdade. E o imbróglio resolveu-se, porquê? Porque havia dinheiro fresco, a pagar pela ANA. Como se operou o negócio? segundo o JN: “(…) o Estado assumiu o pagamento de 286 milhões de euros da dívida bancária de médio e longo prazo do município de Lisboa, em troca da propriedade dos terrenos do Aeroporto, que opunha em tribunal a autarquia à Tutela, desde 1989. Segundo o (…) António Costa (PS), o Governo paga 43% do montante em dívida – libertando o municípi...

O que é o plafonamento? Ponto de ordem na demagogia socialista

O Insurgente ,  Setembro 6, 2015   by  Rodrigo Adão da Fonseca O que é o plafonamento? O plafonamento, tal como a Coligação o propõe aos portugueses, corresponde à criação de um limite salarial a partir do qual uma categoria de novos contribuintes – os mais novos, que estão agora a entrar no sistema – deixam de estar obrigados a descontar para o sistema público. É pois, um plafonamento horizontal e, como se verá adiante, voluntário. Qual é a proposta da Coligação em relação ao plafonamento? Na futura reforma da Segurança Social, introduzir, e cita-se (pág. 37),  “(…)  para as gerações mais novas, (…) um limite superior para efeitos de contribuição, que em contrapartida também determinará um valor máximo para a futura pensão. Dentro desse limite, a contribuição deve obrigatoriamente destinar-se ao sistema público e, a partir desse limite, garantir a liberdade de escolha entre o sistema público e sistemas mutualistas ou privados. Esta reforma, q...