Fundamentalismos caros, F Sarsfield Cabral, 080701


Fundamentalismos caros

Quando contestam algumas obras, como a construção de barragens, os ambientalistas devem colocar nos pratos da balança os custos e benefícios das chamadas “energias limpas”.

O preço do petróleo continua a subir. Infelizmente, não é uma alta passageira, de origem especulativa. O tempo da energia barata acabou mesmo.

Portugal é um dos países que mais sofrem com a subida do barril. Porque está muito dependente do petróleo como fonte de energia, mais do que quase todos os outros países europeus.

Por isso é urgente desenvolver fontes energéticas alternativas ao petróleo. Como a hidro-electricidade, que ainda se encontra longe de estar plenamente explorada em Portugal.

Ainda quando haja inconvenientes do ponto de vista ambiental, como acontece com a barragem do baixo Sabor, importa colocar no outro prato da balança os benefícios de uma energia limpa e que nada tem a ver com o petróleo, como é a energia hídrica.

Os ambientalistas têm de reparar bem no mundo em que hoje vivemos. A crise energética alterou as tradicionais análises de custos e benefícios aplicadas às barragens. Os fundamentalismos ecológicos saem-nos agora muito caros.

Francisco Sarsfield Cabral

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