Quem cai? O que teremos primeiro: novas eleições ou nova bancarrota?

João Pereira Coutinho
Correio da manhã 23.01.2016

É a mancha original que não sai: como cumprir os compromissos com Bruxelas no OE para 2016 e, ao mesmo tempo, contentar a extrema-esquerda doméstica? António Costa não sabe. Tenta: depois de atirar à parede um défice de 2,8%, o governo já fala em 2,6% para ‘convencer’ a Europa. Pena que a Europa não se convença. Nem a Europa, nem os analistas, nem os ‘mercados’: o crescimento económico previsto é um delírio; a receita tem limites; os cortes na despesa são o contrário da prática em curso. Não admira que, perante este histórico, as taxas de juro, nossas velhas amigas, já dêem sinais de nervosismo (e subida). Em 2016, o país começa a remar para o passado. E a única pergunta relevante é saber o que teremos primeiro: eleições antecipadas (com a queda de Costa) ou uma nova bancarrota (com a queda do país)? No fundo, a missão do próximo presidente é dar-nos a resposta.
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