Semana Santa

Semana Santa
Recordo-me de, quando era adolescente e tinha duas longas semanas de férias de Páscoa, viver com intensidade esta semana.
A vida de trabalho distrai-nos do essencial. Na homilia da missa de ontem, Domingo de Ramos, fui lembrado do significado profundo das imagens cobertas por panos roxos – para que nada nos pudesse distrair da centralidade de Jesus Cristo que dá a vida pelos seus amigos.
Procurarei acompanhar os passos de Jesus ao longo destes cinco dias.
Procurei por isso um mapa dos lugares que foram o cenário destes dias.
Procurarei evitar que apareçam no Povo coisas que nos distraiam desta companhia que gostaria de fazer a Jesus durante esta Semana Santa.
Gostaria que aquilo que for publicando seja ajuda e não distracção. Procurarei fazê-lo usando o critério que sempre tenho procurado usar. Aquilo que me ajuda pode ser de ajuda aos leitores do Povo.
Hoje, segunda-feira é o dia de Betânia, a terra de Lázaro e suas irmãs, Marta e Maria. (Bethany no mapa a 2 milhas, 3 km de Jerusalém)
Evangelho segundo S. João 12,1-11.
Seis dias antes da Páscoa, Jesus foi a Betânia, onde vivia Lázaro, que Ele tinha ressuscitado dos mortos.
Ofereceram-lhe lá um jantar. Marta servia e Lázaro era um dos que estavam com Ele à mesa.
Então, Maria ungiu os pés de Jesus com uma libra de perfume de nardo puro, de alto preço, e enxugou-lhos com os seus cabelos. A casa encheu-se com a fragrância do perfume.
Nessa altura disse um dos discípulos, Judas Iscariotes, aquele que havia de o entregar:
«Porque é que não se vendeu este perfume por trezentos denários, para os dar aos pobres?»
Ele, porém, disse isto, não porque se preocupasse com os pobres, mas porque era ladrão e, como tinha a bolsa do dinheiro, tirava o que nela se deitava.
Então, Jesus disse: «Deixa que ela o tenha guardado para o dia da minha sepultura!
De facto, os pobres sempre os tendes convosco, mas a mim não me tendes sempre.»
Um grande número de judeus, ao saber que Ele estava ali, vieram, não só por causa de Jesus, mas também para verem Lázaro, que Ele tinha ressuscitado dos mortos.
Os sumos sacerdotes decidiram dar a morte também a Lázaro, porque muitos judeus, por causa dele, os abandonavam e passavam a crer em Jesus.

S. João chama a atenção para o moralismo hipócrita de Judas que nos julga a todos.


Lembro para hoje:
Política e Pensamento João Carlos Espada apresenta A Democracia na América de Alexis de Tocqueville 2 de Abril

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