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Balança de Pagamentos com excedente de € 750 milhões até Agosto, quem diria?!

Quarta república, 2012-10-25 Tavares Moreira 1. Segundo o Boletim Estatístico do BdeP, esta semana divulgado, a Balança de Pagamentos com o exterior apresentou, no período Jan-Agosto, um EXCEDENTE de € 750 milhões. 2. Este excedente é o resultado de um défice da Balança Corrente (- € 1.733 milhões) e de um superavit na Balança de Capital (+ € 2.483 milhões), este último proveniente de transferências de capital da EU. 3. Note-se que o défice da Balança Corrente é consequência da elevada factura de juros pagos ao exterior, causados pelo endividamento da economia portuguesa e que pesam na rubrica de Rendimentos, a qual apresenta um défice elevado (- € 4.770 milhões) – enquanto que as rubricas de Bens e de Serviços, em conjunto, apresentam já um superavit de € 315 milhões, pela 1ª vez desde há mais de 15 anos! 4. Esta evolução é tanto mais notável quanto é certo que o mesmo saldo da Balança de Pagamentos, agora positivo como referido em 1, apresentou no último triénio...

O dia D

DESTAK | 24 | 10 | 2012   19.17H João César das Neves | naohaalmocosgratis@ucp.pt Quando se fizer a história deste período um dia será marcado como data decisiva: 5 de Julho de 2012. Trata-se da pronúncia do Acórdão n.º 353/12 do Tribunal Constitucional acerca do Orçamento do Estado para 2012, o qual mudou o rumo do País. A decisão foi obviamente jurídica, e tem nesse campo técnico a sua justificação. No entanto, o facto de quatro dos doze juízes, incluindo o Presidente, terem votado vencidos permite aos leigos terem opinião crítica. Nesse orçamento os funcionários públicos e pensionistas sofriam os maiores sacrifícios, o que o Tribunal rejeitou, invocando a violação do princípio da igualdade. Mas igualdade exige que se considerem todos os elementos da questão. Desde o início da crise em 2008 até 2012, enquanto o desemprego disparava, o produto caía violentamente e as falências se multiplicavam, foram precisamente os funcionários e pensionistas os mais favorecidos por ...

A era do homem nervoso

Público 2012-10-25 Pedro Lomba A arte de aconselhar é das mais antigas e solenes ocupações da vida. Em rigor, começou por ser uma ciência, não uma arte. Imaginem os reis antigos rodeados de estrategas, de astrónomos, de vetustos cardeais. Estes conselheiros precisavam de dons infalíveis para dizer a verdade ao soberano, para o conduzir pelo melhor caminho. Por vezes podiam falhar ou atraiçoar. "Lá vai o ser da dupla face", comentava Luís XIII sobre Richelieu. Digamos que foram eles os primeiros representantes de uma espécie que posteriormente inundou o mundo: os consultores. Até aquele que designamos hoje como primeiro-ministro começou por ser o primeiro dos consultores. Desde o advento da democracia que o poder deixou de estar localizado num ceptro visível ou invisível. Os dois corpos do rei deram lugar a um só: o nosso. O poder foi transferido para cada um de nós. O fardo do poder. O fardo de ter de usar o poder. O domínio sobre si mesmo tornou-se a mais pura reali...

Ser avô

Há quatro anos, quando fui avô pela primeira vez, escrevi aqui no Povo o impacto que a condição de Avô tinha tido em mim. Era o princípio, o primeiro impacto de uma experiência que apenas começara a fazer. Terminava prometendo continuar a tentar perceber o que fazia em mim a condição de avô. Hoje, com o nascimento do Pedro Maria , uma enorme honra a escolha que os pais fizeram, volto a ajuizar a experiência de avô. O primeiro movimento é de gratidão perante o milagre espantoso da vida. Aquilo que pode parecer banal, porque acontece todos os dias e a muita gente, quando nos é próximo adquire a sua verdadeira proporção de milagre. A ansiedade dos últimos meses acabou por ter esta função educativa de nos despertar para a grandeza do milagre. Ser avô é, também, poder como Maria ficar com a melhor parte; o pai tem mais de Marta, porque tem de acudir às necessidades urgentes. Não quer dizer que o avô (os avós) não tenha (m) também esta função. Graças a Deus nestes últimos ...

2ª Catequese do Ano da Fé - O que é a Fé?

02 Cate Que Se 20121024

Nasceu hoje o Pedro Maria (nosso terceiro neto)

Pedro Maria

Catequeses do ano da Fé

Novidades Já está disponível a primeira da série de catequeses do ano da Fé. À medida que forem acontecendo (nas audiências gerais de quarta-feira) serão arrumadas na nova página dedicada ao Ano da Fé. Descubra aqui, na história que este meu amigo nos conta , quem é S. Frei Gonçalo Coelho, um santo desconhecido venerado no Alto Minho junto à raia com a Galiza.. Hoje, às 18:30 no Palácio da Independência: apresentação do livro Auto-de-fé A iniciativa Terço por Portugal que terá lugar em Évora no dia 25, tem já companhia em Lisboa no mesmo dia e hora, na Igreja da Lapa A democracia e a despesa Público 2011-10-23 Pedro Lomba O verdadeiro poder que a democracia nos trouxe não foi o voto. Foi o poder bem distribuído, tanto em "cima" como em "baixo", de acesso ao Estado. Foi o poder de reivindicação. Acedemos ao Estado como consumidores de bens, como utentes, como clientes, como amigos políticos, como parceiros, como titulares de um poder mais formalizad...