A visita

    DESTAK  | 12 | 05 | 2010   21.29H

    João César das Neves | naohaalmocosgratis@fcee.ucp.pt



    Portugal em grave crise económico-financeira, assustado, desanimado, desorientado. A Igreja perseguida e amordaçada. Grave confusão política e decadência de valores. O País numa guerra mundial. Esta era a nossa situação em Maio de 1917. Essa terrível circunstância valeu-nos uma visita muito especial.

    Passados 93 anos, a crise de então foi ultrapassada e esquecida, a Igreja conseguiu a liberdade e Portugal encontrou o rumo. Desenvolveu-se, democratizou-se, aderiu à Europa. Os terríveis sustos que na altura nos dominavam esfumaram-se. Mas a visita de 13 de Maio de 1917 permaneceu. A sua mensagem ressoou por todo o Mundo e marcou a vida da humanidade.

    Hoje Portugal vive uma crise económico-financeira, menos grave mas igualmente assustadora, desanimante, desorientadora. A Igreja sofre os ataques da legislação contra a família. A confusão política e a decadência de valores são visíveis. Esta situação merece-nos agora uma nova visita, aliás motivada pela primeira.

    No meio de tantos problemas que nos dominam e parecem engolir-nos, esta visita lembra-nos o essencial, aquilo que perdurará ao longo de séculos. Como disse o Papa nas últimas palavras antes de ser Papa: «A única coisa que permanece eternamente é a alma humana, o homem criado por Deus para a eternidade. O fruto que permanece é, portanto, aquilo que semeámos nas almas humanas - o amor, o conhecimento; o gesto capaz de tocar o coração; a palavra que abre a alma à alegria do Senhor» (Homilia do cardeal Ratzinger no início do Conclave, 18 de Abril de 2005).

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