A verdade sobre nós próprios
A verdade sobre nós próprios Qualquer criança intui que está neste mundo por algum motivo. Diante da clássica pergunta: «Que queres ser quando fores grande?», não lhe passa pela cabeça responder: «Nada». Se o fizer, como diz H. Azevedo, é conveniente pôr-lhe o termómetro. O mais natural é que a criança pressinta que está chamada a representar o seu papel no teatro desta vida. Um cristão sabe que não há nenhum papel mais maravilhoso para “representar” do que aquele que Deus tem previsto para ele. A este “papel” chamamos vocação. A vocação não é outra coisa que o encontro com a verdade sobre nós próprios. É uma verdade que dá sentido à nossa vida. É uma verdade que responde à pergunta mais radical: porque é que eu existo? A vocação, além disso, é uma verdade que interpela directamente o sentido que possui a liberdade. Sou livre para quê? Tanto faz escolher uma coisa como outra? Será que sou livre apenas para escolher a pasta de dentes num supermercado? Se a liberda...