Mensagens

Cuidaste da terra e tornaste-a fértil

Como sabem sou católico, o que para mim não é nada irrelevante. Sou também Agrónomo e a Agronomia é uma das minhas paixões; na maravilha do crescimento das searas e dos animais compreendo o desígnio do Criador. Na Bíblia o mesmo olhar é relatado muitas vezes. O Salmo da missa de hoje é 100% agronómico: Livro de Salmos 65(64),10abcd.10e-11.12-13.14. Cuidaste da terra e tornaste a fértil, cumulando a de riquezas. Enches, a transbordar, os rios caudalosos e fazes brotar o trigo. Assim preparas a terra, Regas os seus sulcos e aplanas as leivas; amoleces a terra com chuvas abundantes e abençoas as suas sementeiras. Coroas o ano com os teus benefícios; por onde passas, brota a abundância. Vicejam as pastagens do deserto, as colinas vestem se de festa. Os campos cobrem se de rebanhos e os vales enchem se de trigais. Tudo aclama e grita de alegria. No Facebook o grupo Agrónomos Católicos é onde ponho com alguns colegas e alunos coisas que têm a ver com Agronomia ...

Evangelização e Comunicação

Voz da Verdade 10 Jul. 2011 Recentemente em Vilnius, na Lituânia, os secretários gerais das Conferências Episcopais da Europa encontraram-se com os responsáveis da comunicação das mesmas conferências. O objectivo era pensar a relação entre evangelização e comunicação.  O tema é, sem dúvida, muito vasto e não pode se pretendia chegar a todos os aspectos. Foram, no entanto tratadas duas questões muito concretas, que têm que ver com o modo como a Igreja se relaciona com os meios de comunicação Social e, por isso, como se dá a conhecer ao mundo e como utiliza os novos instrumentos da tecnologia para comunicar. Em primeiro lugar tratou-se das crises. Como é que a Igreja comunica com a sociedade quando há “crises” ou problemas dentro da Igreja? A conclusão, que poderia ser surpreendente para quem não percebe muito bem o que é a Igreja, foi de que quando há crises, o mais importante não é escondê-las ou disfarçá-las, mas tentar resolver o problema que lhe deu origem. As “crises” não se r...

A Rainha Santa Isabel e as mulheres do séc. XXI

Isilda Pegado Voz da Verdade 10 Jul. 2011 1.  O dia 4 de Julho é o dia de  Santa Isabel de Portugal , a  Rainha Santa . Coimbra presta homenagem a esta Santa Rainha, e recorda a mulher que viveu com uma atenção e tensão que, sete séculos depois é recordada e venerada. 2. Cada tempo tem as suas circunstâncias e, a forma de estar na vida no feminino tem seguramente muito de específico. Os falsos igualitarismos são parte de uma ideologia que esvazia a essência de mulheres e homens. 3. Um grupo de amigas, interpeladas pela situação social, política e económica de há uns meses atrás, levam pela frente uns encontros/almoços com mais de 200 mulheres e é apresentado um tema de interesse, a que chamam – Mulheres do Séc. XXI . Pensam as circunstâncias de vida no feminino, tendo subjacente um conjunto de valores e princípios estruturantes da sociedade como sejam a família como identidade, a conciliação da vida de trabalho com a família, a educação, a liberdade, a defesa da maternid...

Frase do dia

Quanto a vós, até os cabelos da vossa cabeça estão todos contados! Mt 10, 30

"Nada me faltará"

Aura Miguel RR on-line 08-07-2011 08:40 Encontrei a Zezinha Nogueira Pinto pouco depois de ela saber que estava gravemente doente. Ao dizer-lhe que podia contar com as minhas orações, ela agradeceu e sorriu com um ar tão jovial, que até parecia que estávamos a falar de uma coisa boa… Impressionou-me, sobretudo, a certeza serena que ela tinha. E foi, talvez perante o meu silêncio, que então me explicou que não rezava a Deus pela sua cura, mas para que a ajudasse a dizer sempre que sim. “Porque – disse ela – ou tudo isto em que acreditamos é verdade ou então não faz sentido o que andamos a dizer”. Quando nos despedimos, ainda acrescentou: “Sabe o que também me ajuda a abraçar esta cruz? O modo como o nosso João Paulo II viveu o sofrimento!”. Assim foi. Tal como o grande Papa polaco, a Zezinha não se escondeu por estar doente, nem disfarçou a sua fragilidade, ensinando-nos, deste modo, a abraçar todas as circunstâncias que Deus nos dá, “confiando no melhor”. Mas que tipo de confiança ...

Último texto de Maria José Nogueira Pinto, hoje no DN

Nada me faltará MARIA JOSÉ NOGUEIRA PINTO DN 20110707 Acho que descobri a política - como amor da cidade e do seu bem - em casa. Nasci numa família com convicções políticas, com sentido do amor e do serviço de Deus e da Pátria. O meu Avô, Eduardo Pinto da Cunha, adolescente, foi combatente monárquico e depois emigrado, com a família, por causa disso. O meu Pai, Luís, era um patriota que adorava a África portuguesa e aí passava as férias a visitar os filiados do LAG. A minha Mãe, Maria José, lia-nos a mim e às minhas irmãs a Mensagem de Pessoa, quando eu tinha sete anos. A minha Tia e madrinha, a Tia Mimi, quando a guerra de África começou, ofereceu-se para acompanhar pelos sítios mais recônditos de Angola, em teco-tecos, os jornalistas estrangeiros. Aprendi, desde cedo, o dever de não ignorar o que via, ouvia e lia. Aos dezassete anos, no primeiro ano da Faculdade, furei uma greve associativa. Fi-lo mais por rebeldia contra uma ordem imposta arbitrariamente (mesmo que alternativa)...

O outro lado do espelho

MARIA JOSÉ NOGUEIRA PINTO DN2011-06-30 Uma das formas negativas da parentalidade é este reverso do espelho em que pais e mães insistem em se ver, ou apenas se rever numa outra realidade que nunca foram e que agora podem ser através dos filhos, qual procuração passada a menores aptos a beneficiarem geracionalmente de toda uma panóplia de inovação científica e tecnológica. A maior defesa das crianças tem sido as boas práticas dos médicos e o seu bom senso aplicado aos pais. Segundo nos conta o semanário Sol, a obsessão da "boa" parentalidade desperta cedo, e antes dos 16 anos já estão a bater à porta dos consultórios para cirurgias mamárias, lipoaspirações, operações ao nariz, etc. Um dos argumentos é o bullying, um argumento defensivo contra o uso da força, e outros têm a ver, precisamente, com este mesmo tema, o de dotar os filhos de todos os ingredientes do paradigma de sucesso: ser mais bonito, mais alto, mais magro. Sem tudo isto, estes pais vêem-nos condenados a um insu...