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Quem são os Santos de Portugal?

D. Nuno Álvares Pereira, Nuno de Santa Maria, será a partir de 26 de Abril o novo Santo português, juntando assim o seu nome a uma lista que se estende desde antes do início da nacionalidade. A última canonização de um português aconteceu quando Paulo VI, a 3 de Outubro de 1976, declarou Santa a religiosa Beatriz da Silva. Antes de 1143, há registo de vários Santos (nalguns casos figuras semi-lendárias) que demonstram a implantação que, desde bem cedo, o catolicismo teve no nosso país. Nesta lista incluem-se figuras como São Manços (primeiro Bispo de Évora, séc. I), São Vítor de Braga (mártir do séc. I), São Dâmaso (Papa do séc. IV que alguns afirmam ter nascido em Guimarães), São Sisenando (Diácono e mártir do séc. IX, nascido em Beja), São Rosendo (Bispo do séc. X, nascido em Santo Tirso) e Santa Senhorinha (beneditina do séc. X, de Vieira do Minho). Desta fase há a destacar a vida e obra de três Bispos de Braga, os Santos Martinho de Dume, Frutuoso e Ge...

Cronica du Condestabre (1526)

CRONICADOCONDESTABRE (1526) Publish at Scribd or explore others: Coronica do Condestabre de purtugal Nuno aluarez Pereyra principiador da casa q[ue] agora he do duque de Bragãça sem mudar da antiguidade de suas palauras nem stillo. E deste Condestabre procedem agora o Emperador e em todolos reynos de xpãos de Europa ou os reys ou rainhas delles ou ambos. - Lixboa : Germã Galharde, 6 d`Noue[m]bro 1526. - LXVI, [4] f. : il. ; 2º (31 cm) Exemplar em exposição na Biblioteca Nacional

Pode haver uma deriva totalitária em Portugal?

Público, 25.04.2009, José Pacheco Pereira Neste 25 de Abril, preocupa-me estarmos a construir a perfeita sociedade totalitária em plena democraciaEste artigo será publicado no dia 25 de Abril, trinta e cinco anos depois da revolução que moldou o Portugal contemporâneo. Como existem "donos" putativos do 25 de Abril, na esquerda que desfila na chamada "manifestação popular" e em particular o PCP, é muito comum uma espécie de discurso nostálgico sobre "cumprir Abril".Para esse discurso não dou nada porque "Abril" já está bem "cumprido": temos liberdade política, democracia, descolonizámos e, mesmo no "D" mais difícil, o do "desenvolvimento", Portugal está muito diferente do país herdado de Salazar e Caetano. Não é a altíssima mortalidade infantil, o analfabetismo, a pobreza e a miséria, que faziam centenas de milhares emigrarem com todos os riscos, um país onde em muito do seu território não havia luz, nem água canaliza...

O que poderá haver de mais justo quando se comemoram 35 anos de Liberdade?

PÚBLICO, 25.04.2009, José Manuel Fernandes Aqui há uns tempos, num debate nas instalações da Associação 25 de Abril, perante uma plateia hostil às ideias que estava a defender e que me interrompia a todo o momento, Vasco Lourenço levantou a voz e exigiu silêncio. E justificou: "Não foi para isto que fizemos o 25 de Abril." "Isto" era impedir que me expressasse livremente, como acabei por fazer. No PÚBLICO de hoje, num texto onde foram ouvidos vários militares ligados à revolução do 25 de Abril, o mesmo Vasco Lourenço, apesar de sentir a frustração por muitos dos seus sonhos não se terem cumprido, não deixou de recordar o essencial: "Não se conhece democracia sem partidos e não há sistema menos mau do que a democracia." É certo que nenhuma destas ideias não é original, pois todos recordamos as inúmeras vezes que Mário Soares, por exemplo, teve de defender o papel central dos partidos contra as quimeras do "poder popular", tal como recordamos que f...

25 de Abril - S. Marcos

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Martírio de São Marcos Les Très Riches Heures du duc de Berry, Folio 19v Musée Condé, Chantilly.

Biblioteca Nacional Portuguesa inaugura mostra sobre Nuno Álvares Pereira

Dois quadros renascentistas e primeiras edições de obras sobre a vida de D. Nuno Álvares Pereira vão constar da exposição biblio-iconográfica sobre este líder militar patente na Biblioteca Nacional de Portugal (BNP) a partir desta Sexta-feira. A mostra, que ficará patente até ao próximo dia 13, foi organizada pela Biblioteca a pretexto da canonização do Santo Condestável, marcada para o próximo Domingo, no Vaticano. Os dois quadros, pertencentes à pinacoteca da BNP e sem autor identificável, representam D. Nuno Álvares Pereira na condição de religioso carmelita. Redacção/Lusa

O símbolo de Nuno Álvares

Agência Ecclesia, 24.04.2009 Guilherme d'Oliveira Martins À primeira vista há quem manifeste perplexidade. Porquê falar de Nuno Álvares Pereira em pleno século XXI, e ainda por cima como referência religiosa? Porquê homenageá-lo como referência cristã? A dúvida tem, no entanto, muito menos a ver com a personagem histórica e com o seu significado, do que com a sua escolha em diversos momentos (cuja recordação está viva) em nome de uma relação equívoca entre o Estado e a Igreja ou de uma relação na qual havia quem desejasse que as fronteiras não fossem nítidas – como em tempos da pré-história da liberdade religiosa, distantes de uma laicidade serena e criadora. É, pois, tempo de olhar a figura, em si, para além de equívocos e de aproveitamentos. Não há, assim, razão para associá-la a um nacionalismo desajustado dos sinais dos tempos de hoje, nem para a ligar a um patriotismo fechado e retrógrado, que Nuno Álvares Pereira nunca assumiu. É que aquilo que muit...