P. GONÇALO PORTOCARRERO 29.11.16 OBSERVADOR Esta nova tradução da Bíblia de modo nenhum é a última e definitiva versão: não é “a” tradução, mas mais uma, a juntar a muitas outras, piores e melhores, anteriores e posteriores. Foi com alguma pompa e circunstância que foi publicitada uma nova tradução da Bíblia, para português, da autoria de Frederico Lourenço e com a chancela da Quetzal. Pela forma como o projecto editorial foi apresentado pela comunicação social, mas não pelo tradutor nem pelo editor, que foram bastante mais comedidos, quase parecia que se tratava da primeira verdadeira tradução da versão grega da Sagrada Escritura, em oposição à Bíblia católica que, precisamente por sê-lo, não seria inteiramente fiel ao texto original. Não obstante o exagero, é certo que esta nova versão dos livros sagrados apresenta-se como assumidamente “não-doutrinária, não-confessional e não apologética” (pág. 18), ou seja, pretende ser, pura e simplesmente, a ...