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Frase do dia

A espera alimenta-se da intensidade com que se vive o presente.  Se se vive intensamente o presente, percebe-se o que falta e assim, o que é preciso esperar.  Giancarlo Cesana

Um ditador dos bons, ou dos nossos?

RUI TAVARES   28.11.16   PUBLICO A Biblioteca do Congresso dos EUA guarda uma carta escrita por um Fidel Castro de 12 anos ao então presidente Franklin Delano Roosevelt. O autor da carta é um rapaz inteligente e curioso, que escreve em inglês pedindo uma nota de dez dólares ao presidente e promete mostrar-lhe, se ele vier a Cuba, “as maiores minas de ferro do mundo”. Sendo já um patriota cubano é também um amigo do grande país vizinho, que se tinha tornado recentemente na super-potência que ainda é hoje. E no entanto, este menino,  falecido há três dias com 90 anos , ficará na história como o mais persistente e resistente inimigo dos EUA entre dois séculos. Não é feito menor. A história de como isto foi acontecer é tanto uma história pessoal de Fidel como uma história coletiva de Cuba e, sem escapatória, uma história da arrogância dos EUA. O apoio à ditadura de Fulgencio Batista e a utilização de Cuba como traseiras do quintal estado-unidense terão justificadame...

Traduções há muitas

P. GONÇALO PORTOCARRERO   29.11.16    OBSERVADOR   Esta nova tradução da Bíblia de modo nenhum é a última e definitiva versão: não é “a” tradução, mas mais uma, a juntar a muitas outras, piores e melhores, anteriores e posteriores. Foi com alguma pompa e circunstância que foi publicitada uma nova tradução da Bíblia, para português, da autoria de Frederico Lourenço e com a chancela da Quetzal. Pela forma como o projecto editorial foi apresentado pela comunicação social, mas não pelo tradutor nem pelo editor, que foram bastante mais comedidos, quase parecia que se tratava da primeira verdadeira tradução da versão grega da Sagrada Escritura, em oposição à Bíblia católica que, precisamente por sê-lo, não seria inteiramente fiel ao texto original. Não obstante o exagero, é certo que esta nova versão dos livros sagrados apresenta-se como assumidamente “não-doutrinária, não-confessional e não apologética” (pág. 18), ou seja, pretende ser, pura e simplesmente, a ...

Vigiai

POVO  27.11.16 Vigiai, porque não sabeis em que dia virá o vosso Senhor.  S. Mateus, 24 I Domingo do Advento A imprevisibilidade do resultado das eleições americanas deve-se muito à ficção em que vivemos nas redes sociais onde deixamos que critérios como relevância e popularidade definam  a bolha de informação em que preferimos viver.  Em França, tenta-se  filtrar na televisão imagens de filhos nascidos com anomalias , criando uma imagem enganadora da sociedade ao mesmo tempo que no Brasil se  avança na tecnologia de ecografia  assumindo que o que se passa in-utero é virtual e pode ser manipulado. E recebemos esta semana a visita da Irmã Guadalupe que nos provocou afirmando que da guerra na Síria  sabemos apenas aquilo que nos querem fazer crer.  Com muita facilidade aceitamos aquilo e aqueles que nos são agradáveis em detrimento do que é real. O pai já alertava de como se  constrói uma bolha narrativa ....

Que(m) esperamos?

Pe VíTOR GONÇALVES    27.11.16 DOMINGO I DO ADVENTO Ano A “Vigiai, porque não sabeis  em que dia virá o vosso Senhor.” Mt 24, 42 Sabemos que há diferentes tipos de espera. A espera do autocarro que nunca mais vem e a de um amigo que começamos a preparar horas antes; a espera por um exame a fazer e a de um bebé ansiosamente aguardada. Esperamos com paciência e gozo antecipado, ou com nervosismo e indignação pelo mais pequeno atraso. E como a sabedoria popular gosta de contemplar todas as hipóteses, lá nos dividimos entre o que “ quem espera, desespera ” e o “ quem espera, sempre alcança ”! Mas existe uma diferença entre a espera passiva de quem cruza os braços para receber o futuro e a de quem tudo prepara e caminha para ir ao seu encontro. É a esta que podemos dar o nome de esperança! Escutando alguns professores meus amigos, sofro com eles a falta de esperança que testemunham em muitos dos seus adolescentes e jovens alunos. Aumenta nos mais novos a...

Não será bem assim

  HENRIQUE PEREIRA DOS SANTOS   24.11.16    corta-fitas.blog.sapo.pt " Sim, nós jornalistas poderíamos ter investigado todas as consequências daquela mudança da lei. Era o que se teria feito num tempo em que os cidadãos em geral estavam dispostos a pagar pela informação. Este é um exemplo de como a falta de dinheiro e, por causa dele, a falta de tempo no jornalismo deixa que algumas notícias só cheguem à luz do dia pela voz de quem não é jornalista o que está longe de garantir a defesa dos cidadãos" Esta parágrafo de Helena Garrido é muito interessante por ilustrar bem o corporativismo de grande parte do jornalismo. Aparentemente, Helena Garrido entende que o facto dos jornalistas não terem feito o seu trabalho numa matéria sensível não é uma responsabilidade dos jornalistas, mas uma responsabilidade dos leitores que não querem pagar para ter melhor jornalismo. E no entanto... 1) Se os recursos são escassos nas redacções (tal como são escassos...

Oração e Difusão

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A visita e testemunho da irmã Guadalupe não deixou ninguém indiferente, mas depois da sua visita, voltámos para a nossa casa, ligámos o interruptor e a luz acendeu-se, abrimos a torneira e saiu água e a nossa vida é igual. E a dos cristão perseguidos também... O que podemos fazer? A irmã Guadalupe pediu: ORAÇÃO e DIFUSÃO. ORAÇÃO: Impressionou-me que os encontros não tivessem sido apenas testemunhos, mas noites de oração. Como se fosse um desperdício reunir tantos cristãos e não rezar pelos nossos irmãos perseguidos. Na mesma lógica poderão ver na coluna do lado direito uma chamada de atenção para rezar pelos nazarenos. Se cada um que entrando nesta página veja o destaque rezar um Pai Nosso, Avé Maria e Glória, as centenas de visitas diárias convertem-se assim em bênçãos para os amigos da Irmã Guadalupe. Nós como membros deste Povo, podemos pedir esta intenção ao pai, Pedro Aguiar Pinto. DIFUSÃO:   Listo aqui as páginas referidas pela Irmã Guadalupe que pode...