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Assembleias do MFA: dez meses de contradições e rupturas a caminho da democracia

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NUNO RIBEIRO   28/04/2014 - Público Ameaçaram, ponderaram, insultaram, reconciliaram-se, estiveram à beira da agressão e tiveram gestos de paz. Não há rasto das gravações das reuniões plenárias do Verão Quente, quando Portugal esteve à beira do confronto. Este é o relato do que aconteceu, recordado por alguns dos seus protagonistas. Não estavam previstas quando, em 25 de Abril de 1974, a acção do Movimento das Forças Armadas (MFA) derrubou a ditadura, entre aplausos e regozijo popular. As Assembleias do MFA foram criadas já no fim desse ano, para dar corpo político aos militares quando o país exigia soluções, os partidos ainda se instalavam e os executivos provisórios faziam jus à sua condição de provisoriedade. A partir daí foram meses de intensos debates, cenários de contradições impensáveis e os seus resultados eram fruto de conjunturas tão voláteis como incertas. Dez meses quentes, com o Verão escaldante pelo meio. Discutia-se tudo: do mais provável, o que implic...

Decálogo da Quotidianeidade

Ângelo Giuseppe Roncalli SÃO JOÃO XXIII i - Procurarei viver pensando apenas no dia de hoje, exclusivamente neste dia, sem querer resolver todos os problemas da minha vida de uma só vez.  ii - Hoje, apenas hoje, procurarei ter o máximo cuidado na minha convivência, cortês nas minhas maneiras, a ninguém criticarei, nem pretenderei melhorar ou corrigir à força ninguém, senão a mim mesmo. iii - Hoje, apenas hoje, serei feliz. Na certeza de que fui criado para a felicidade, não só no outro mundo, mas também já neste. iv - Hoje, apenas hoje, adaptar-me-ei às circunstâncias, sem pretender que sejam todas as circunstâncias a se adaptarem aos meus desejos. v - Hoje, apenas hoje, dedicarei 10 minutos do meu tempo a uma boa leitura, recordando que assim como o alimento é necessário para a vida do corpo, a boa leitura é necessária para a vida da alma. vi - Hoje, apenas hoje, farei uma boa acção, e não direi a ninguém. vii - Hoje, apenas hoje, farei ao menos uma coisa que me custe faze...

Mais e menos

No amor, regras que contem, Há uma só que não é vã: Amar hoje mais do que ontem Mas bem menos que amanhã E eu num fado que isso guarde Também acrescentaria Amo-te mais cada tarde Do que amei nascendo o dia E cada vez muito mais Do que antes, mas tais requintes São muito menos, ver vais Do que nos dias seguintes Com resultados tão plenos Como somar dois e dois: Muito mais e muito menos Conforme "antes" e "depois" No amor, regras que contem Há uma só que não é vã: Amar hoje mais do que ontem Mas bem menos que amanhã Vasco G. Moura

quando eu morrer segura a minha mão

  quando eu morrer segura a minha mão Vasco Graça Moura Soneto do amor e da morte Vasco Graça Moura Em memória do Vasco Graça Moura recordo este texto que é talvez o melhor que dele o Povo publicou.

Soneto do amor e da morte

quando eu morrer murmura esta canção   que escrevo para ti. quando eu morrer  fica junto de mim, não queiras ver  as aves pardas do anoitecer  a revoar na minha solidão.  quando eu morrer segura a minha mão,  põe os olhos nos meus se puder ser,  se inda neles a luz esmorecer,  e diz do nosso amor como se não  tivesse de acabar, sempre a doer,  sempre a doer de tanta perfeição  que ao deixar de bater-me o coração  fique por nós o teu inda a bater,  quando eu morrer segura a minha mão.  Vasco Graça Moura, in "Antologia dos Sessenta Anos"

Apresentação pública do documento "É possível um novo início? O contributo de uma experiência"

Em vista das  eleições europeias  de  25 de Maio de 2014  para o  Parlamento Europeu  o Movimento Comunhão e Libertação publicou um folheto de juízo com o título. " É possível um novo início? O contributo de uma experiência. " Na próxima  terça-feira  dia  29 de Abril , às  19:00  na  Câmara de Comércio e Industria Portuguesa , (R. das Portas de St. Antão, nº 89), o Movimento Comunhão e Libertação em Portugal promove em Encontro Público de apresentação do documento, contando com a presença de:  – Dr. MIGUEL GORJÃO-HENRIQUES Advogado especialista em Direito Europeu e da Concorrência, Assistente Convidado da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra – Padre JOÃO SEABRA Diretor do Instituto Superior de Direito Canónico da Universidade Cat ólica de Lisboa

Liberdade é liberdade, ponto final

JOÃO CARLOS ESPADA 28/04/2014 - Público Afinal, a famosa ditadura que se estava a instalar em Portugal e a destruir o "25 de Abril" -- a ponto de tornar leg í timos apelos a uma nova revolu çã o -- acabou por permitir uma larga variedade de celebra çõ es pac í ficas dos quarenta anos do 25 de Abril. Boa parte dessas celebra çõ es foi ali á s cr í tica do governo em fun çõ es, o que evidentemente n ã o poderia ter acontecido se viv ê ssemos em ditadura. Caiu assim por terra a sect á ria tentativa de apagar as diferen ç as entre o regime constitucional que temos hoje e a ditadura que tivemos at é ao 25 de Abril. Essa tentativa j á tinha tido lugar logo a seguir ao 25 de Abril de 1974, com a reclama çã o dos "donos do 25 de Abril" que n ã o queriam submeter-se a elei çõ es livres e ao jogo leal entre partidos rivais. Foi o 25 de Novembro de 1975 que restabeleceu o respeito pelas regras imparciais da liberdade que o 25 de Abril permitira criar. Nestas celebra ...