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17 de Outubro - Santo Inácio de Antioquia

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PAPA BENTO XVI AUDIÊNCIA GERAL Quarta-feira, 14 de Março 2007 Santo Inácio de Antioquia Queridos irmãos e irmãs ! Como já fizemos na quarta-feira passada, falamos das personalidades da Igreja nascente. Na semana passada falámos do Papa Clemente I, terceiro Sucessor de São Pedro. Hoje falamos de Santo Inácio, que foi o terceiro Bispo de Antioquia, entre os anos 70 e 107, data do seu martírio. Naquele tempo Roma, Alexandria e Antioquia eram as três grandes metrópoles do império romano. O Concílio de Niceia fala de três "primados": o de Roma, mas também Alexandria e Antioquia participam, num certo sentido, a um "primado". Santo Inácio era Bispo de Antioquia, que hoje se encontra na Turquia. Aqui, em Antioquia, como sabemos dos Actos dos Apóstolos, surgiu uma comunidade cristã florescente: primeiro Bispo foi o apóstolo Pedro assim nos diz a tradição e ali "pela primeira vez, os discípulos começaram a ser tratados pelo nome de "cristãos...

Nobelmania

DESTAK 15 | 10 | 2009 08.20H João César das Neves | naohaalmocosgratis@fcee.ucp.pt O prémio Nobel da Paz de 2009 foi atribuído a Barack Obama «pelos seus esforços extraordinários para reforçar a diplomacia internacional e a cooperação entre os povos». É um disparate evidente, não por razões políticas ou ideológicas, mas cronológicas: recebe-o ao fim de apenas 10 meses no poder. É altamente discutível se, como diz o comunicado, Obama conseguiu «um novo clima na política internacional» e «uma visão e um trabalho por um mundo sem armas nucleares». O que não há dúvida é que, não só não teve tempo para fazer nada de concreto, mas ainda lhe faltam mais de 3 anos neste mandato e talvez um segundo. O comité Nobel arrisca-se a perder a face se daqui a uns tempos Obama tomar posições semelhantes às dos seus antecessores, de que esses juízes tanto discordaram. Mas já lhe deram o diploma antes mesmo de ele enfrentar os primeiros testes. Esta imprudência é inaudita pois, ao contrário ...

Os indulgentes

Público, 20091015 Helena Matos Convirá que não esqueçamos que a propaganda passa e os factos ficam. E tendem a confrontar-nos muito mais tarde Cena 1. O cineasta Roman Polanski foi preso na Suíça sob a acusação de ter mantido relações sexuais com uma menor de 13 anos, nos EUA, em 1977. Cena 2. Frédéric Mitterrand, ministro francês da Cultura, mostrou-se indignado pela detenção de Polanski que diz motivada por "uma antiga história que não tem realmente sentido". Face às críticas daqueles que recordavam que a dita história sem sentido incluía sexo e consumo de drogas com uma criança Frédéric Mitterrand respondeu que "o trabalho de um ministro da Cultura é defender os artistas na França". Cabe perguntar: e se fosse camionista, o ministro dos Transportes defendê-lo-ia? Cena 3. Com quatro anos e meio de atraso sobre a data de publicação da obra, jornalistas e políticos lêem a autobiografia de Frédéric Mitterrand. Nesse livro o agora ministro francês da Cultur...

Peregrinação

Caros amigos: De regresso da Peregrinação anual de Comunhão e Libertação a Fátima, retomo a vida (de trabalho, familiar, de negócios, etc.); mas a vida é só uma, a vida que é a soma de todas estas vidinhas parcelares é a vida de que falamos quando lhe procuramos o sentido e é a vida que dá sentido às vidinhas da nossa vida. Ao longo destes cinco dias procurámos perceber que a fé é a origem do método com que podemos enfrentar a vida em todas as circunstâncias, certos de que Aquele que disse que estaria connosco até ao fim dos tempos, está ao nosso lado e do nosso lado. Que isto nos encha de uma certeza confiante em todos os dias da peregrinação que é a vida. Um abraço amigo Pedro Aguiar Pinto

O MATRIMÓNIO NATURAL, PATRIMÓNIO MUNDIAL

Gonçalo Portocarrero de Almada PÚBLICO, 20091013 O casamento é, na actualidade, objecto de discussão nos fóruns políticos, onde se reclama, em nome da liberdade, o direito ao que alguns entendem como novas formas de matrimónio. Para os que defendem tal equiparação, o casamento monogâmico, ordenado à procriação e educação dos filhos, seria apenas um modelo de matrimónio, sendo de admitir outros, nomeadamente o que institucionalizaria a união afectiva entre duas pessoas do mesmo sexo, mesmo que, por este motivo, ficasse excluída a priori a eventualidade da geração. É razoável que o matrimónio conheça, no ordenamento jurídico positivo, outros contornos que não os da família tradicional, mas importa não esquecer que, em termos conceptuais, o casamento é, de per si , uma instituição que obedece necessariamente a certos requisitos essenciais. O matrimónio tradicional corresponde a um modelo histórico de casamento e, como tal, é discutível, mas há certamente alguma coisa que caract...

A face da mediocridade

João César das Neves DN 20091012 As legislativas confirmaram o que já se sabia: vivemos uma era de mediocridade. Depois da luta pela liberdade nos anos 70, do esforço para entrar na Europa nos anos 80 e das facilidades dos anos 90, caímos na actual apatia tonta que nos embaraça há dez anos. Sabemos ainda, com a vitória eleitoral, que esta inferioridade tem uma personificação. Se Mário Soares foi o rosto da liberdade, Cavaco a figura da modernidade e Guterres a cara da facilidade, José Sócrates é a face da mediocridade. Será culpa dele? Não. Essa é precisamente a primeira dimensão da tacanhez actual. Todos acusam outros, sem assumir as próprias responsabilidades. As campanhas eleitorais mostraram que, sem ninguém saber a solução, todos conhecem o culpado e todos são acusados de o serem. Perde-se o tempo em críticas e certezas sem resposta. É verdade que o primeiro-ministro tem mais influência que os demais, mas, como os anteriores, está longe de ser o réu principal da era que nã...

Um Prémio Nobel com cada vez menos valor ?

José Pacheco Pereira Público, 20091010 O que é que fez Obama a favor da paz, ou melhor, da Paz com letra grande? Nada A atribuição do Prémio Nobel da Paz a um presidente americano muito em voga, mas desprovido de qualquer obra significativa quer a favor da paz, quer a favor de qualquer outra grande palavra daquelas que usou na sua retórica para ser eleito, mostra até que ponto a atribuição destes prémios está cada vez menos valorizada, quando não é contraditória. Esta decadência do valor simbólico dos prémios Nobel, muito evidente nos prémios mais politizados, ou dito de outro modo, mais subservientes ao politicamente correcto, como o da Literatura e da Paz, não é novidade, mas este ano exagerou-se até ao limite do absurdo. Obama recebe o Prémio Nobel porque é Obama, nada mais. O que é que fez Obama a favor da paz, ou melhor, da Paz com letra grande? Nada. Pode-se até argumentar que exactamente a sua retórica pode ter feito mais mal à paz do que bem e é por ela, por essa ret...