sábado, 16 de julho de 2016

Marchar, marchar

João Pereira Coutinho
Correio da manhã, 20160716

Costa quer fazer a Schäuble o mesmo que Éder fez à França. Quem diria: o patriotismo está de volta. Não falo da Selecção Nacional. Falo do único argumento que António Costa tem para justificar os nossos desaires. Bruxelas prepara-se para aplicar sanções? Costa, com grande responsabilidade, avisa que não há medidas excepcionais para este ano; repudia o Pacto Orçamental (‘limita o crescimento’, diz ele); e ignora os conselhos da Dra. Teodora, para quem a reposição de rendimentos, a diminuição do IVA e outras surpresas a caminho (como a recapitalização da Caixa) podem ‘comprometer’ (adoro este verbo) o défice de 2016. Por enquanto, a táctica é afrontar Bruxelas – a apresentação do Orçamento para 2017 em cima do prazo é outra artimanha. Quando a corda romper de vez, lá teremos Costa, pronto para eleições, a pedir aos portugueses que façam ao Sr. Schäuble o mesmo que o Éder fez à França. Quem disse que os cachecóis eram para guardar até 2018?
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