De novo uma testemunha de Deus
Javier Prades, Reitor da Universidade San Dámaso 12/02/2013 A renúncia de Bento XVI surpreendeu-nos, fazendo transparecer o que trazemos no coração, como sucede com os imprevistos. Aquilo que primeiro despertou a minha atenção na sua intervenção foram as palavras "plena liberdade". O Papa apresenta este gesto, impensável antes de acontecer, como uma expressão plena da sua liberdade diante de Deus, como fruto da sua relação com Deus. Põe-nos diante dos olhos um exemplo do que significa exercer o governo sem calculismos ou estratégias. Não é a primeira vez que o Papa nos desconcerta com as suas decisões, a começar pela escolha do seu próprio nome, passando pela sua primeira encíclica, até tantas das suas intervenções a propósito de problemas controversos. E hoje, uma vez mais, obrigou-nos a perguntarmo-nos: o que é que o induz a tomar semelhante decisão? Por que razão é assim? A primeira ajuda que o Papa nos oferece neste dia é não passar precipitadamente por alto a imp...