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Creches gratuitas: debater políticas que funcionam

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ALEXANDRE HOMEM CRISTO    OBSERVADOR      Em vez de propinas e gratuitidade do ensino superior, discutir o acesso gratuito às creches é que deveria ser uma prioridade. E existem experiências internacionais de soluções que realmente funcionam. Definir prioridades é uma regra obrigatória na discussão de políticas públicas. Os recursos (dinheiro e tempo) são limitados e, como tal, devem ser investidos onde mais fazem falta. É uma regra de bom-senso que demasiada gente se esquece quando discute as opções políticas do governo ou as propostas partidárias: não há dinheiro para tudo. Ora, com uma inquietante regularidade, a definição de prioridades é feita por conveniência política. Um bom exemplo disso é o recente debate sobre o fim das propinas no ensino superior, porque reúne os três problemas que sempre surgem quando os interesses políticos se sobrepõem aos factos. Primeiro, a ausência de posições sustentadas em evidências: o governo e o presid...

O coração do progresso

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CATARINA ALMEIDA   BLOG FUNDAÇÃO MARIA ULRICH http://fundacaomariaulrich.pt/2018/11/15/o-coracao-do-progresso/?fbclid=IwAR30Y4jTZ1xJ9aXP9y4ANvOoRLwO9-lRjS2nZU-I6Vnw7CxjFa1siSrWq6g «Não chega criar computadores ou atingir os astros, é preciso que saibamos viver essa aventura planetária ao nível da nossa vida quotidiana» (Maria Ulrich, 1970) Na  mouche . Esta semana tive pelo menos três conversas sobre inteligência artificial,  web summit ,  robots  que fazem operações ao cérebro e que a minha irmã engenheira biomédica garante que “têm tudo para ser melhores que os homens porque não falham”.  Sorry  mana, mas não me convences! A mana não me convenceu mas eu não sabia bem explicar porquê… É que realmente o meu incómodo não está na inovação, bem pelo contrário! Sou fascinada pelas potencialidades da tecnologia e deliro com novos  gadgets ,  apps  e i-cenas… Quando li esta frase da Maria Ulrich, no meio dos preparativos para...

Ora dá cá um

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JOÃO TABORDA DA GAMA   21.10.2018   DN Depois do grande holocausto do beijinho, iniciado na década de oitenta pelo jet seis lisboeta, e depois copiado por todos aqueles que almejavam lá chegar, aterrando de copo na mão e pernas entrelaçadas nas páginas da Olá Semanário, quiçá numa festa em tafetá no T-Clube, ou bronzeados no Ancão, temos agora o professor poliamor do Prós e Contras a querer cortar no grande maná de beijinhos que é repenico entre avós e netos. Mas, antes dos netos, vamos aos betos, porque foram eles que começaram com isto tudo de acabar com o beijo. Talvez por quererem criar um traço identitário, talvez para não estragar a maquilhagem, talvez por medida de eficiência de quem frequentava muitos (imeeeensos) eventos sociais com muita gente, perdia-se muito tempo no chuac duplo, talvez porque um se enganou e depois os outros começaram todos a imitar, porque são muito disto de se imitarem uns aos outros. Talvez por isto, talvez por outras c...

Marçal Grilo: “A descida das propinas é um disparate, é irracional”

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Entrevista por Dulce Neto - ler na íntegra aqui: https://magg.pt/2018/10/17/marcal-grilo-a-descida-das-propinas-e-um-disparate-e-irracional/?fbclid=IwAR2mgVi2RuGTwIViGnw0NsEnbdW_YUV4kZgwBR21XLdZQtEhNkbtqgs5kzM Foi um governo socialista, há 20 anos, que estabeleceu o regime de propinas no ensino superior como o conhecemos. E é um governo socialista que agora fragiliza o que criou, reduzindo o valor da propina, de €1.068,47 para €856,  no Orçamento de Estado (OE) para o ano letivo 2019/2020. Marçal Grilo também não concorda com os manuais escolares gratuitos para todos os alunos das escolas pública. Foto: João Porfírio | Observador Eduardo Marçal Grilo foi o ministro da Educação que, independente num governo minoritário liderado por António Guterres, desenhou o modelo atual do Financiamento do Ensino Superior, suportou a luta estudantil anti-propinas e aplicou a lei. E não podia estar mais em desacordo com a decisão inscrita no OE como se vê nesta entrevista em que também ...

“Vivemos uma espécie de Big Brother familiar, todos a vigiarem-se uns aos outros”

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OBSERVADOR     22.05.2018 Pornografia, sexo, álcool, saídas à noite. As maiores preocupações dos pais estão no livro de Daniel Sampaio, no qual pede aos adultos que repensem a forma de comunicar com os filhos adolescentes. “Uma criança com um telemóvel antiquado vai ser alvo de piadas” “Quando os filhos sabem mais do que os pais, o poder na família é abalado” “É utópico pensar que um rapaz de 16 anos não vai beber” “A confiança nas famílias é mais importante do que o diálogo” “Os adolescentes sempre viram pornografia, agora o acesso é mais fácil” “Deixe-me contar-lhe uma história curiosa…” Daniel Sampaio, que já a seguir nos vai falar sobre  O homem que matou Liberty Valance , abriu-nos a porta de sua casa para conversarmos sobre o seu mais recente livro, “Do telemóvel para o mundo: pais e adolescentes no tempo da internet”. O título, como se vê, é auto-explicativo. Ao longo da conversa, vai partilhando vários episódios do seu dia a dia, embora diz...