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Quer mudar a sociedade de forma ilegítima? Comece por mudar o sentido das palavras.

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Manifestação ‘Toda a Vida tem Dignidade" Pedro Morrumba 29.05.2018
Boa tarde, 
Se eu dissesse que há tempos atrás eu prestei assistência a um suicida, o que é que vocês entenderiam? Certamente nenhum de vocês pensaria que eu teria reunido os meios e disponibilizado os meios para essa pessoa se matar. 
Uma das coisas que se faz quando se quer mudar uma sociedade de forma ilegítima, é começar por mudar o sentido das palavras e das expressões. E prestar assistência a alguém que está em sofrimento não é, de todo, provocar a morte dessa pessoa e apressar a morte dessa pessoa. 
Todas as vezes que nós quisemos ouvir uma pessoa dizer: “Eu prestei assistência a alguém que estava em sofrimento”. O significado que nós sabemos que essa expressão tem é que ele esteve ao lado de quem estava a sofrer, é que ele apoiou quem estava a sofrer, é que ele ajudou quem estava a sofrer. 
Não significa certamente que essa pessoa antecipou, que essa pessoa apressou a morte de quem estava em sofrimento. 
Por isso, …

As petrolíferas no Vaticano

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José Maria C.S. André         17.06.2018
Correio dos Açores,Verdadeiro Olhar,ABC Portuguese Canadian Newspaper,Spe Deus, Clarim, O Alcoa, Notícias da Covilhã, O Progresso
1.Quando o Papa João Paulo II publicou a Encíclica «Laborem exercens» (14 de Setembro de 1981) e depois a «Centesimus annus» (1 de Maio de 1991), várias multinacionais reconheceram que aqueles problemas mereciam ser vistos com atenção. A maioria dos dirigentes de topo daquelas empresas não eram católicos, mas reconheceram na Igreja uma autoridade única para falar em nome da dignidade humana. Por um lado, os argumentos pareciam razoáveis e intelectualmente estimulantes; por outro, quem cumprisse aquele ideal corria o risco de ir à falência. Assim, parecia-lhes arriscado que a Igreja pusesse o indivíduo e a sua família no centro, em vez de dar a primazia aos accionistas da empresa. O Papa João Paulo II falava do capital como um instrumento útil — «que nasceu do trabalho e é portador das marcas do trabalho humano» —, de mo…

D. Regina, a viral

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Eutanásia

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Nota prévia da Redação: 
Este relato de como o debate e votação parlamentar sobre a legalização da eutanásia foi vivida numa casa de família é expressivo de duas coisas que se pretendem salientar: 

"É interessante ver um filho com 16 anos a defender a sua posição, distinta da dos pais, tentando argumentar com inteligência. Mostra que sente abertura para pensar pela sua própria cabeça, o que é algo que nos enche de felicidade. Ainda que, por vezes, algumas das suas opiniões nos inquietem, o facto de pensar nas coisas, de nos ler em voz alta artigos com os quais concordou, de relatar discussões que teve com amigos e professores, deixam-nos a certeza de estarmos a criar alguém com liberdade de pensamento e raciocínio."
1) A intuição dos jovens perante os valores absolutos, como a vida e a sua defesa em qualquer circunstância, pode ser mais clara, que a dos adultos, particularmente aqueles que têm visibilidade social, e que procuram agradar a todos. Na verdade, o exemplo que esta m…

O que podemos aprender com um suicida

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O rescaldo da eutanásia: arranjemos um psicólogo!

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JOSÉ MARIA SEABRA DUQUE      OBSERVADOR    07.05.2018
Louçã, Isabel Moreira, as manas Mortáguas e seguidores são como adolescentes revoltados com os pais. Os pais podem fazer o que quiserem que serão sempre contra. Não se trata de razão, mas de revolta.
As reacções à derrota da legalização da eutanásia são bastante demonstrativas do que realmente faz mover os defensores profissionais das causas fracturantes. Não falo evidentemente daqueles que, nos últimos dois anos, fizeram uma campanha honesta e séria para defender o que entendiam ser melhor para Portugal. Falo dos que constroem a sua carreira política, jornalística, artística baseados apenas num contínuo defender da última causa fracturante que for lançada para o espaço público. Mais importante do que as reacções de falsa vitória a que se assistiu no parlamento (com direito a grande cobertura da comunicação social) onde os paladinos da morte a pedido proclamavam que voltariam a propor a lei as vezes que fossem precisas até ganhar (de…

Porque é que eles nunca perdem?

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RUI RAMOS         OBSERVADOR       01.06.2018 É notável como os argumentos e as apreensões que levaram a maioria dos deputados a votar contra a legalização não inspiraram aos promotores da eutanásia um segundo sequer de pausa e de meditação. Ao ouvir os promotores da chamada eutanásia, fica-nos esta dúvida: para quê debater? Para quê votar? Porque é que a eutanásia não foi imediatamente legalizada na terça-feira? Só porque a maioria dos deputados votou contra? Mas que importa? Não foi desta, será da próxima, como nos referendos do aborto. Para quê então perder tempo com debates e votações, se o resultado final já está decidido? Teremos tantas votações quantas as necessárias até o parlamento acertar na resposta certa É óbvio que tudo seria diferente se a eutanásia tivesse ganho, mesmo que por um voto. Nesse caso, o processo teria sido encerrado definitivamente, e quem, por acaso, propusesse nova votação, seria universalmente desprezado como alguém que não sabe aceitar a vontade da maior…