O meu Natal
DESTAK | 17 | 12 | 2013 18.37H José Luís Seixas O meu Natal era o Presépio. Naquelas figuras de barro que simbolizavam os pastores e os Reis Magos identificava a Humanidade inteira, pobres e ricos, poderosos e plebeus, vivendo, irmanados, a mesma alegria, numa comunhão única de Paz e de concórdia. O meu Natal era tempo de encantamento e de deslumbre. Hoje, o imaginário infantil reconduz o Natal ao estereótipo de um velho divertido, com uma enorme barriga e bochechas rosadas que, transportando-se num trenó puxado por renas, desenha traços de luz no escuro da noite e penetra nas casas pelas chaminés, gritando com voz gutural "ho, ho, ho". As suas réplicas, com barbas de algodão em rama e renas de esferovite, crescem aos magotes nas ruas e nos Centros Comerciais, promovendo produtos, anunciando brinquedos, aliciando ao consumo e à insatisfação permanente. Perdeu-se aquela aura de magia e mistério que seduzia e encantava. É tão grande a diferença entre o Natal do Me...