D. Manuel Clemente : Não me convence nada do céu que eu não veja na terra
ANABELA MOTA RIBEIRO e NUNO FERREIRA SANTOS Encontramo-lo menino. Depois com o assombro bruto da adolescência. Em Roma, a visitar santos e igrejas como quem visita um amigo. No trânsito, a orar, para que a Visitação aconteça na vida daqueles que seguem no carro ou no autocarro. Encontramo-lo maduro, reflexivo, a olhar para a família e a sociedade, com plena noção de como soam politicamente as suas palavras. A ver o Evangelho na vida de todos os dias. D. Manuel Clemente, Patriarca de Lisboa. Todos temos uma noite escura? D. Manuel Clemente viveu-a quando era um jovem rapaz. Há 50 anos. Descreu. Experimentou a estranheza de olhar em volta e o mundo ter mudado de lugar. Angústia. Reergueu a sua fé, pedra a pedra, a partir de Jesus. Farol. A confissão é inesperada. O mundo podia ter estancado ali. Um certo mundo. O d'"o verbo de Deus encarnado". O rio seguiu. Primeiro estudou História, depois fez-se padre. Foi prémio Pessoa em 2009. É Patriarca de L...