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A mostrar mensagens de Outubro, 2011

Escola de Pais 2011

Vira-casacas

Os últimos tempos têm sido ilustrativos da irresponsabilidade com que muitos opinadores, comentadores e mesmo responsáveis políticos se comportam diante das dificuldades. Raquel Abecasis RR on-line 31-10-2011 7:34 O caminho que temos que trilhar não é fácil, todos o sabíamos há muito tempo. Foi, aliás, por isso que o anterior ciclo político chegou ao fim depois de declarar Portugal incompetente para resolver sozinho os seus problemas.
Nessa altura. o consenso era generalizado sobre a necessidade de mudar de vida, de fazer sacrifícios e de diminuir o célebre “monstro”.
Eis que, agora, alguns dos que mais calorosamente defenderam estas teses, diante da dura realidade, clamam “aqui d’el rei” - os sacrifícios são demais e o Governo é incompetente.
Chegamos à conclusão de que os que emitem opinião se preocupam, sobretudo, em agradar e ser consensuais junto da população, com a irresponsabilidade inerente a quem não tem que tomar decisões, apenas temdo que as comentar.
Acresce que em, Portug…

Armadilha de funcionário

JOÃO CÉSAR DAS NEVES DN 2011-10-31 Os funcionários públicos têm razão para se sentirem perseguidos, sempre chamados à primeira linha dos sacrifícios. É compreensível que imaginem uma conspiração nacional contra eles e é natural o desânimo, indignação, até raiva de tantos trabalhadores honestos, cumpridores e dedicados à causa pública. Nestes momentos não é fácil fazer uma análise serena e profunda da questão, mas é exactamente agora que é mais necessária. Antes de julgar é preciso entender. A simples observação numérica mostra logo algo estranho. Nos indicadores da União Europeia vemos que Portugal em 1995, primeiro ano comparável, era o sexto país com maior peso dos salários de funcionários públicos no PIB, 12,5%. Acima de nós só os três nórdicos, França e Áustria; a média dos então quinze era 10,8%. Dez anos depois, em 2005, apesar do alargamento, subíramos para o impressionante quarto lugar, com 13,9%, apenas ultrapassado por Dinamarca, Suécia e Chipre. Aí começou a alegada perseguiçã…

Exposição e conferência " A fé na arte"

"Europa trocou crucifixos por abóboras"

TODOS OS SANTOS: VIDA COM DEUS! HALLOWEEN: PAGANISMO!"Europa trocou crucifixos por abóboras!"
O Cardeal Tarcisio Bertone, Secretário de Estado do Vaticano, lamentou que a Europa do terceiro milénio troque os seus “símbolos mais queridos” pelas “abóboras” do Halloween. O número dois do Vaticano comentava assim, em 2009, a decisão do Tribunal Europeu de Direitos do Homem, que define a presença do crucifixo nas escolas como uma violação da liberdade religiosa dos alunos e como contrária ao direito dos pais em educarem os filhos segundo as suas convicções.
Claro que, subjacente à expansão do Halloween, está o tentar ofuscar a celebração de “Todos os Santos”: o ofuscar da Luz, da Vida, da Ressurreição, de Deus!
Celebrar o Halloween é celebrar a morte; Celebrar Todos os Santos é celebrar a Vida!
No contexto de campanhas publicitárias da promoção da festa de Halloween, de cada vez mais agressivas, a Conferência Episcopal da França, já no distante ano de 2003, publicou um comunicado par…

Frase do dia

Apetite, com a intuição de o poder satisfazer, chama-se esperança; o mesmo, sem essa intuição, é desespero.
Thomas Hobbes (1588 - 1679) Filósofo político inglês

Frase do dia

Mais vale parecer estúpido e estar calado do que abrir a boca e confirmar as expectativas A. Lincoln

A Esperança

Relembrei, ouvindo dizer – maravilhosamente – estas palavras de Péguy pelos actores do Teatro do Ourives na celebração do meio século de uma grande amiga. Parece-me apropriado lembrar que a Esperança não é um estado psicológico, mas uma condição estrutural do homem, porque, como virtude teologal, foi inscrita por Deus no coração do homem. Nestes tempos de desalento, é útil procurarmos dentro de nós o ânimo que nasce da certeza de um futuro bom.
Mas a esperança, diz Deus, cá está o que me espanta A mim mesmo. Isso é que é espantoso.
Que essas pobres crianças vejam como tudo isso corre e creiam que amanhã as coisas irão melhor. Que elas vejam como as coisas corrrem hoje e ceiam que irão melhor amanhã de manhã. Isso é que é espantoso e é decerto a maior maravilha da nossa graça. E eu próprio estou espantado. E é preciso que a minha graça seja efectivamente de uma força incrível. E corra de uma fonte e como um rio inesgotável. Desde essa primeira vez que ela correu e desde sempre que ela corre. Na mi…

Evitar a decadência

Aura Miguel 28-10-2011 7:52 A decadência do homem contemporâneo foi ontem definida pelo Papa, em Assis: resulta da ausência e negação de Deus e realiza-se silenciosamente, de modo subtil e, por isso, perigoso. Gradualmente, o Homem, em vez de adorar a Deus, passa a adorar o dinheiro, o ter e o poder. Passa a sobrepor o interesse pessoal a tudo o resto, tornando-se cada vez mais violento. E assim se destrói a paz. E, ao destruir a paz, o Homem destrói-se a si mesmo.
É um terrível retrato, perante o qual nenhum de nós está imune, pois, mesmo que teoricamente nos afirmemos do lado de Deus, a Sua ausência no concreto da nossa vida é uma triste possibilidade. Como aqueles que dizem ter de uma religião, mas não praticam...
Está, pois, nas nossas mãos evitar a nossa própria decadência!

O que Deus tem a ver com a Universidade

A Universidade é um lugar onde se ensina o conhecimento universal. Se uma universidade exclui Deus é porque nada se sabe de Deus ou porque concluiu que nada se pode saber acerca de Deus. Porém, o conhecimento de Deus faz parte da necessidade de conhecimento do homem.

Ver "The Idea of a University"

Vale d'Acor

Símbolo de confusão, ruína e caos. No Livro de Josué (Jos 7, 1-26) é o lugar da perdição de Acan sob um monte de pedras Mas é também, lugar de reconstrução (Is 65, 8-10) e porta da esperança (Os 2, 16-17). Aquele que disse “Eu sou a porta. Se alguém entrar por mim estará salvo” venceu a morte. No Vale d’Acor está a primeira fila onde podemos testemunhar este milagre da ressurreição.
http://www.a-valedeacor.pt/

The Idea of a University

Peregrinos da verdade, peregrinos da paz - discurso do papa Bento XVI em Assis

Discurso do Papa Bento XVI em Assis no DIA DE REFLEXÃO, DIÁLOGO E ORAÇÃO PELA PAZ E A JUSTIÇA NO MUNDO "PEREGRINOS DA VERDADE, PEREGRINOS DA PAZ"

O valor do mal

DESTAK | 26 | 10 | 2011   19.40H
João César das Neves | naohaalmocosgratis@ucp.pt Esta crise, como todas, provoca muitas reacções. O pior tem sido a escassez de reacções positivas. Mais dramático que o sofrimento, são as pessoas que deixam a crise tomar conta da sua vida. Talvez por já sermos um país rico, desta vez há demasiada gente a levar a crise a sério. Ela é mais grave que as anteriores, não por estamos a perder mais, mas por ainda não terem começado as anedotas.
A raiva de tantos, o desespero e desânimo de outros, os «indignados» que enchem as nossas ruas, orgulhosos da sua indignação, todas essas atitudes são compreensíveis, até razoáveis. Mas todas assumem a situação como está, aceitando descer ao seu nível. Não a agarram como caminho e instrumento para algo melhor.
O importante na nossa existência não é o que nos acontece, mas o que fazemos com o que nos acontece. O que faz de nós seres humanos é a capacidade de nos elevar acima dos acontecimentos até ao sentido dos aconte…

A literatura não revela a verdade - Análise ao romance "O último segredo", de José Rodrigues dos Santos

Apresentação do Vale d'Acor

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O esplendor da presença das coisas

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«A coisa mais antiga de que me lembro é dum quarto em frente do mar dentro do qual estava, poisada em cima de uma mesa, uma maçã enorme e vermelha. Do brilho do mar e do vermelho da maçã erguia-se uma felicidade irrecusável, nua e inteira. Não era nada de fantástico, não era nada de imaginário: era a própria presença do real que eu descobria. Mais tarde a obra de outros  artistas veio confirmar a objectividade do meu próprio olhar. Em Homero reconheci essa felicidade nua e inteira, esse esplendor da presença das coisas. E também a reconheci intensa, atenta e acesa na pintura de Amadeo de Souza-Cardoso. Dizer que a obra de arte faz parte da cultura é uma coisa um pouco escolar e artificial. A obra de arte faz parte do real e é destino, realização, salvação e vida.
Sempre a poesia foi para mim uma perseguição do real. Um poema foi sempre um círculo traçado à roda duma coisa, um círculo onde o pássaro do real fica preso. E se a minha poesia, tendo partido do ar, do amor e da luz, evoluiu…

Acerca do livro do José Rodrigues dos Santos

Uma imitação requentada - O romance "O último segredo", de José Rodrigues dos Santosnuma nota do Secretariado Nacional a Pastoral da Cultura O romance de José Rodrigues dos Santos, intitulado “O último segredo”, é formalmente uma obra literária. Nesse sentido, a discussão sobre a sua qualidade literária cabe à crítica especializada e aos leitores. Mas como este romance do autor tem a pretensão de entrar, com um tom de intolerância desabrida, numa outra área, a história da formação da Bíblia por um lado, e a fiabilidade das verdades de Fé em que os católicos acreditam por outro, pensamos que pode ser útil aos leitores exigentes (sejam eles crentes ou não) esclarecer alguns pontos de arbitrariedade em que o dito romance incorre. 1. Em relação à formação da Bíblia e ao debate em torno aos manuscritos, José Rodrigues dos Santos propõe-se, com grande estrondo, arrombar uma porta que há muito está aberta. A questão não se coloca apenas com a Bíblia, mas genericamente com toda a Lite…

Sem vergonha

Está na moda discutir sobre a responsabilidade criminal de políticos que por causa das suas acções tenham prejudicado gravemente o país. Raquel Abecasis RR on-line 24-10-2011 6:17 É discutível se isso deve ou não acontecer, até porque será difícil fazer prova sobre as acções e as intenções.
Mas o mais absurdo é que o país que se anima com esta discussão é o mesmo que convive, pacificamente, com o facto de uma faculdade, a Faculdade de Economia do Porto, escolher como estrela maior do seu firmamento o ex-ministro das Finanças para fazer o discurso de sapiência que assinala o início oficial do ano lectivo.
Mais espantoso é que Teixeira dos Santos aceite e decida falar de cátedra, precisamente sobre a situação caótica em que deixou as finanças do país, nunca reconhecendo isso, obviamente, deixando conselhos para o futuro e avisando que o actual ministro está a fazer o que deve ser feito.
Perante isto, talvez fosse de aconselhar que, em vez de se discutir o tema exotérico da responsabilid…

A vergonha

DN 20111024 JOÃO CÉSAR DAS NEVES Cada época vive valores que considera supremos, descurando os complementares. A França da revolução dedicou-se à liberdade e igualdade, cometendo atrocidades em seu nome, como os imperialistas de Oitocentos deixaram o amor pela glória e honra cair na opressão. As gerações seguintes costumam condenar as tristes consequências das omissões, esquecendo a grandiosidade dos objectivos. Uma sociedade deve sempre envergonhar-se de tudo o que faz de mal, mesmo se o sacrificou a belos ideais. A pior vergonha cultural não está, porém, nos crimes cometidos em nomes de grandes princípios. A degradação máxima é ser infiel àquilo mesmo que se erigiu como supremo. Robespierre, que assassinou centenas em nome da liberdade, é menos vil que Napoleão, que assassinou a liberdade em nome da liberdade. A maior baixeza é trair o próprio ideal.
A geração actual é herdeira de outras que cometeram terríveis violações dos direitos humanos. A nossa marca de dignidade é ter proclama…

Pensamento do dia

"Sê todo em cada coisa.  Põe quanto és no mínimo que fazes.   Para ser grande, sê inteiro. Assim em cada lago a lua toda brilha, porque alta vive".... Fernando Pessoa

22 de Outubro - Beato João Paulo II

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Comemorar, sem medo!

Pela primeira vez, amanhã, a Igreja assinala a festa do beato João Paulo II. RR on-line 21-10-2011 9:23 Aura Miguel A data escolhida tem a ver com o início oficial do seu Pontificado. De facto, a 22 de Outubro de 1978, o mundo ficou suspenso quando o primeiro Papa polaco da História nos pediu para não termos medo de acolher Cristo e aceitar o seu poder.
Ora aí está uma boa sugestão para comemorar, amanhã, esta festa em sua honra: escancarar, sem medo, as portas a Cristo!
Peçamos-lhe ajuda para Portugal e os portugueses, para a própria Europa e os outros continentes, para que o poder salvador de Cristo penetre os sistemas económicos e políticos, os vastos campos da cultura, da civilização e progresso. Peçamos-lhe, também, por nós, para não termos medo de abrir o coração a Cristo – única resposta plena ao desejo do Homem.
Tenho a certeza que, no dia da sua festa, o beato João Paulo II estará super-disponível para acolher os nossos pedidos.

Sobre a amizade

Filosofia

DESTAK | 20 | 10 | 2011   10.47H João César das Neves | naohaalmocosgratis@ucp.pt Na quinta-feira passada a declaração do Primeiro-ministro sobre o Orçamento foi um grande choque. Quando acabou parece que o país ficou suspenso alguns segundos, sem saber o que dizer. Logo a seguir recuperou o fôlego e as palavras jorraram. «Estado de emergência social», «choque brutal», «austeridade a sério» foram expressões sucessivamente repetidas.
No sábado o silêncio de quinta-feira explodiu em indignação em várias cidades, aliás seguindo o exemplo de outros países, com tumultos que diziam representar a democracia. As palavras de ordem foram muitas e os espíritos andaram exaltados. Faltou a única coisa que faria sentido aqui: uma alternativa.
Ouviram-se acusações, indignação e insultos, culpados e análises. Muitos explicaram teorias e apontaram os terríveis inconvenientes das medidas na nossa vida: estagnação económica, desemprego, falências, vasto drama social. Todos têm razão. O problema é que n…

Uma geração traída

Público 2011-10-20  Pedro Lomba O meu pai nasceu no dia 18 de Outubro de 1941. Acaba de fazer 70 anos, mais dez do que Cícero tinha quando escreveu De Senectute. Quando penso na geração dele e na idade dele, ocorre-me que não houve nada no século XX português que eles não tivessem visto. A geração do meu pai passou por tudo na rotina frenética destes 70 anos. Foi uma geração imensamente disponível, batalhadora, dividida, na ditadura e na democracia, na guerra e na paz, e hoje talvez continue a ser isso tudo, só que com mais amargura e desencanto.

Quando o meu pai nasceu em 1941, a Europa tinha mergulhado numa guerra planetária a que um Salazar de manhosa filigrana nos poupou. Por isso, e pela idade, talvez não se tenha dado conta lá na província minhota que, quatro anos depois, a contenda diabólica tinha acabado. Mas lembra-se certamente que na mesma província as famílias aprendiam cedo o racionamento. A Europa estava em guerra, o Minho também estava em guerra. Famílias grandes, gigant…

O que tem a ver Deus com a Universidade - O contributo de J. H. Newman

Confiar no desconhecido

Os tempos não estão para certezas. A começar pelo clima que, definitivamente, já não é o que era e a acabar na nossa vida de todos os dias, que cada vez é mais imprevisível.
Raquel Abecasis RR on-line 17-10-2011 7:52  Temos sido confrontados com notícias más sobre o nosso futuro e temos ouvido inúmeras críticas pelo facto de não se ver uma luz ao fundo do túnel.
O mundo manifesta-se pelo facto de os líderes políticos não estarem a ser capazes de enfrentar as circunstâncias e, por isso, não conseguirem pôr fim à crise que se abate, com incidências diferentes, um pouco por todo o mundo - das economias deprimidas às chamadas economias emergentes.
Ninguém vê ou ninguém quer ver o óbvio: o mundo e a economia, por motivos que não conseguimos controlar, está a mudar para uma realidade ainda para nós desconhecida.
Sem aceitar isto, ou seja, que nunca mais vamos viver como antes da crise que começou em 2008, nunca mais acertamos o passo, e o principal erro dos políticos tem sido o de promovere…

A lógica da avestruz

Pe. Gonçalo Portocarrero de Almada Voz da Verdade, 2011.10.16 A LÓGICA DA AVESTRUZ A conspiração da mentira e da morte na muito rendosa indústria do aborto
A muito puritana mulher do bispo anglicano de Worcester reagiu com indignação à hipótese evolucionista: – Descender dos macacos!? Que horror! Esperemos que não seja verdade mas, se for, pelo menos que não se saiba! A reverendíssima dama teve uma reacção digna de uma avestruz: este animal, talvez um dos mais estúpidos do planeta, quando pressente um perigo, em vez de o enfrentar, enterra a cabeça na areia. A julgar pelas novas práticas a seguir no atendimento das candidatas à interrupção voluntária da gravidez, parece que a Inspecção-Geral das Actividades de Saúde pretende que estas mulheres procedam do mesmo modo que a consorte episcopal e as avestruzes. De facto, depois da inspecção realizada, no ano passado, a 22 estabelecimentos que realizam abortos, por opção da mulher, até às 10 semanas de gravidez, essa entidade oficial reco…

A IDEOLOGIA DO GÉNERO

Isilda Pegado Voz da Verdade, 2011.10.16
1 – Confrontados com uma crise que parece não ter solução, importa verificar como vivemos e para onde caminhamos. Há como que uma anestesia em que somos embalados e a realidade perde a sua dimensão. Esta ausência de realismo é hoje mais uma forma de privar o homem da liberdade. E tem um nome – Ideologia do Género. 2 – A ideologia do Género implica uma nova forma de conceber o ser humano e a sociedade. Defende que as diferenças entre homens e mulheres não dependem da natureza sexuada mas foram construídos culturalmente de forma artificial através da história e são a causa da descriminação que a mulher tem sofrido. Propõe-se libertar a mulher e através da eliminação da diferença de género. 3 – Parte de uma antropologia dualista que separa na pessoa a dimensão corporal da psicológica, argumentando que a pessoa é totalmente autónoma e pode construir-se como quiser, segundo o seu desejo. A vontade individual é uma força ilimitada. É a última rebelião da …

Um coração capaz de escutar

Pe. José Jacinto Ferreira de Farias

A recente viagem apostólica de Bento XVI à Alemanha foi seguramente muito importante para reavivar o fervor da fé e o amor à Igreja naquela nação tão importante na história do Ocidente, em grandes momentos da constituição do que hoje designamos como cultura e civilização cristã. Basta pensar-se na formação da Europa, com o Sacro Império Romano Germânico; na constituição dos Estados modernos, a partir da reforma protestante; e no pensamento filosófico e científico a partir do séc. XVIII especialmente. As grandes nações têm evidentemente momentos de luzes e momentos de sombras, e as sombras são correspondentes de certo modo às luzes. Isto acontece com a Alemanha e acontece igualmente com outras nações, inclusive com o nosso pequeno pais, que tem uma grande história atrás de si, e que o mesmo pontífice Bento XVI ainda muito recentemente veio recordar-nos, apelando a que como comunidade nacional e como pessoas cada um de nós faça um esforço de reconcili…

Livres em Deus

RR on-line 14-10-2011 8:48 Aura Miguel O poder deste mundo odeia a religiosidade. E porquê? Porque tudo o que dá glória a Deus incomoda quem tem pretensões de dominar a vida dos outros. A razão é óbvia: é que a raiz da verdadeira liberdade dos homens está na ligação ao Absoluto, ao Mistério de Deus que define o rosto, a memória e identidade daqueles que O seguem.
Por isso, o poder tenta arrancar da nossa vida essa raiz, tenta cortar Deus da nossa consciência, especialmente, quando a dimensão religiosa está ligada à nossa História.
O alerta do Arcebispo de Moscovo, que esteve ontem em Fátima, não se aplica só aos russos, nem perdeu actualidade: também nós, hoje, quanto mais enraizados em Deus estivermos mais livres seremos em tudo na vida. Até mesmo para ir contra-corrente, se for caso disso.

Pensamento do dia

Quando um homem descobre as suas faltas, Deus esconde-as. Quando um homem esconde as suas faltas, Deus revela-as, quando as reconhece, Deus esquece-as. Sto Agostinho
De regresso a casa depois de um tempo de acrescida consciência da misericórdia de Deus, partilho convosco este pensamento do dia, que no-la recorda. Um abraço com amizade do Pedro Aguiar Pinto

"Onde há Deus, há futuro" comentário aos discuros do papa Bento XVI durante a visita à Alemanha

Paz feminina

DESTAK | 12 | 10 | 2011   19.01H João César das Neves | naohaalmocosgratis@ucp.pt
Pela primeira vez o prémio Nobel da paz foi entregue a três mulheres. Nas 111 edições desde o lançamento em 1901, o galardão, que ficou por atribuir 19 vezes, foi concedido a 21 organizações (o Comité Internacional da Cruz Vermelha por três vezes) e 101 pessoas, das quais apenas 15 mulheres. Ellen Johnson Sirleaf, Leymah Gbowee e Tawakkul Karman foram distinguidas ‘pela sua luta não violenta pela segurança das mulheres e pelo direito das mulheres em participarem plenamente no trabalho de construção da paz’. Karman do Yemen teve certamente o prémio mais marcante, como activista dos direitos femininos num país muçulmano. No ano da «primavera árabe», onde tantos gostariam de ver premiados os líderes da mudança, o Comité Nobel preferiu distinguir essa questão particular, nem sempre lembrada. A ‘dama de ferro’ Ellen Sirleaf, economista de Harvard, é já figura histórica, primeira mulher eleita democraticament…

2011.10.13 Homilia de Dom Paolo Pezzi na Peregrinação Internacional de Outubro ao Santuário de Fátima

2011.10.13 Homilia – Peregrinação ao Santuário de Fátima Excelência reverendíssima Dom António [Augusto dos Santos] Marto, bispo de Leiria-Fatima!
Excelências reverendíssimas!
Caros irmãos no sacerdócio!
Caros irmãos e irmãs! Na primeira leitura de hoje, ouvimos novamente a narração da vocação de Samuel, o grande vidente de Israel, chamado por Deus para vigiar sobre a delicada passagem do povo de Deus a um novo período da sua história: a época dos grandes Reis. O trecho que ouvimos inicia com uma nota de tristeza, de profunda saudade: “O Senhor, naquele tempo – escreve o autor sagrado – falava raras vezes”. Isto significa, na linguagem bíblica, que havia falta de profetas, porque a profecia era a maneira habitual com que Deus continuava a falar ao seu povo: pela voz dos profetas, o Senhor permanecia uma Presença Viva, capaz de intervir e dialogar  com o seu povo sobre os acontecimentos presentes, concretos, da vida do povo. Graças aos profetas a Aliança com Deus não se reduzia à observânci…