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A mostrar mensagens de Setembro, 2014

Mapa histórico dos últimos 3000 anos na Península Ibérica

Mais de 900 médicos já assinaram a Declaração de Dublin contra o aborto

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Mais de 900 médicos já assinaram a Declaração de Dublin contra o aborto Valores inegociáveis: 30 Sep 2014 01:30 AM PDT Pelo menos 900 profissionais da medicina já assinaram a Declaração de Dublin sobre a Saúde Materna. Lançada em 2012, ela declara que o aborto não é necessário para salvar a vida das mulheres, segundo informou a agênciaLifeSiteNews.

O documento foi dado a público no Simpósio Internacional de Saúde Materna de Dublin, Irlanda, e seu promotores esperam reunir 2.000 assinaturas por volta de 2015.

Ele defende: "Enquanto práticos experimentados e pesquisadores nas áreas de obstetrícia e ginecologia, afirmamos que o aborto provocado – a destruição intencional de uma criança não nascida – não é medicamente necessária para salvar a vida de uma mulher.

"Sustentamos que há uma diferença fundamental entre aborto e os tratamentos médicos necessários que visam salvar a vida da mãe, ainda que tais tratamentos resultem na perda da vida da criança não nascida.

"Confirmamo…

Na morte de Alpoim Calvão: Como é que os portugueses (não) souberam da Mar Verde?

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Helena Matos
OBSERVADOR | 30/9/2014
Uma operação que dava um filme. Uma incursão que acabou a ser discutida nas Nações Unidas. Um resgate de prisioneiros realizado com êxito. A história da Mar Verde confunde-se com a de Alpoim Calvão.
Novembro de 1970. Sá Carneiro começa a publicar no "Diário Popular" uma coluna designada "Sétima página" onde chama a atenção para a próxima revisão da Constituição. Na avenida de Ceuta, em Lisboa, abre o primeiro hipermercado português. Gabriel Cardoso era eleito o Rei da Rádio. O Governo de Marcelo Caetano e o Episcopado da Metrópole enfrentam-se por causa da frequência da disciplina de Religião e Moral. O Sporting goleara o Boavista (8-0) e o Farense derrotou o Benfica (1-0). Claro que em matéria de notícias nada concorria com a descoberta do Esquartejador, um afinador de máquinas de costura, de aspecto sorridente e bonacheirão que, segundo os jornais, a mulher deixara "porque tinha defeito", e a quem é imputada a autoria de…

Alpoim Calvão: Homem de guerra e português do Império

Jaime Nogueira PintoOBSERVADOR | 30/9/2014
É difícil para os que vieram após a Guerra e o Império compreender o ethos, a vida e o sentido da vida de homens como Alpoim Calvão. São, somos, de "outro país", o que não significa não gostar deste.
Conheci Guilherme Alpoim Calvão no início dos anos 70, quando ele, no rescaldo do raid sobre Conacri, a chamada operação Mar Verde, estava numa semiclandestinidade burocrática no Porto de Lisboa, na Polícia Marítima, ou coisa que o valha. Quem mo apresentou foi o meu sogro, Luís d'Avillez. Almoçámos numa tasquinha do Parque Mayer, e Calvão desfiou-me a história da expedição a Conacri, da preparação, das confusões, traições e imprevistos dessa madrugada de Novembro de 1970; mas também do sucesso – dos militares portugueses ali presos, que conseguira libertar. Era uma história em que viviam a imaginação e o atrevimento operacionais e outras coisas importantes e apaixonantes para um miúdo como eu, aficionado de romantismos imperiais e de a…

Avisos e pedidos para esta semana

Jogar golfe é um direito humano. Nas Amoreiras

José Manuel Fernandes
OBSERVADOR 30/9/2014
Anos a fio ministros e autarcas andaram a esconder dívidas em centenas de entidades cujas contas não entravam nas do défice público. Já o sabíamos. Não sabíamos é que isso até incluía clubes de golfe.
Não há nada como fazer contas de somar. Ou, para ser mais exacto, juntar tudo e somar tudo, sem deixar nada de fora, sem truques, sem lixo escondido por baixo dos tapetes nem contas omitidas. Sabíamos há muito que, anos a fio, os governos e os autarcas se tinham especializado em disfarçar as contas públicas: tudo o que pudessem tirar do perímetro da consolidação orçamental não contava para o défice e para a dívida, escapava ao cutelo de Bruxelas e iludia a crendice dos eleitores. Sabíamos também que um dia íamos ter de alterar critérios e tirar esses esqueletos dos armários. Nesse dia as contas públicas ficariam ainda mais feias. Foi isso que aconteceu agora. O que descobrimos é pior do que aquilo que imaginávamos. Ver os défices do passado darem sal…

O sistema da carta anónima

Rui RamosOBSERVADOR | 30/9/2014
Há muito tempo que em Portugal, como noutras democracias, o debate de políticas públicas ou de princípios doutrinários conta menos na disputa política do que a esgrima dos escândalos.

O progresso mede-se assim: há cem anos, para derrubar um governo, ia-se a um quartel; agora, vai-se ao tribunal. O golpismo mediático-judicial é a versão democrática do golpismo militar da primeira república. O caso da Tecnoforma lembrou-nos, a semana passada, como estas coisas se fazem. Depois do procedimento judicial, que pode consistir apenas no arquivamento de uma carta anónima, há a fuga de informação, calibrada para que a oposição e a imprensa possam gritar por "esclarecimentos" que, venham quando vierem, já se sabe que serão sempre "tardios" e "incompletos". Ao visado, de nada serve "mostrar tudo". Resta-lhe subir a parada, como Passos Coelho terá feito na sexta-feira, e colocar o caso no plano da conspiração. A partir daqui, ca…

Fé e realismo: com Francisco na Coreia e Albânia

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“Striptease” ou conspiração?

Manuel Villaverde Cabral
OBSERVADOR | 29/9/2014, 13:19
Numa cultura de profunda desconfiança na justiça como a nossa, continua a ser muito forte a tendência para pensar que "não há fumo sem fogo", mesmo quando parte apenas de uma denúncia anónima.
Apesar de todo o impacto da luta pela liderança do PS, justifica-se ainda um comentário ao ataque desencadeado na última semana contra alegadas impropriedades cometidas pelo actual primeiro-ministro quando era deputado há perto de 20 anos. Se é verdade que as questões de falta de ética têm sido permanentes na vida portuguesa desde que o sistema político entrou em fase de estabilização com a adesão à União Europeia, não é menos certo que tais questões desaguaram na esmagadora maioria dos casos em "águas de bacalhau"… Um tema correlato deste é o das campanhas albergadas ou promovidas pela comunicação social, sobretudo depois de esta ter sido parcialmente privatizada (a televisão ainda é em princípio governamentalizada, mas o go…

Privilégios

João César das Neves DN 2014.09.29
Na quinta-feira, a cidade de Lisboa ficou mais uma vez bloqueada porque os trabalhadores do Metropolitano fizeram uma das suas inúmeras greves deste ano. Se essa enorme perturbação acontecesse por acidente ou atentado, seria considerada calamidade. Assim é aceite como forma de luta. Isto acontece, antes de mais, porque pode acontecer. Em Portugal, a grande maioria das greves são em serviços públicos. O ministro da Saúde notou-o na quarta-feira: "Esta não é uma greve de enfermeiros, mas uma greve dos enfermeiros do Serviço Nacional de Saúde." A razão tem que ver com o risco para quem as declara. Nos sectores privados, os trabalhadores sabem que uma paralisação prejudica a empresa e pode destruir-lhes o emprego. Por isso só a usam em caso extremo, como deve ser. As entidades próximas do Estado, como têm o emprego seguro, não precisam desses cuidados. Apesar de aí afectarem o interesse nacional. Nesses sectores, aliás, a greve está desvirtuada. …

Ajuda à Peregrinação

A Medicina de Santa Hildegarda - Apresentação do livro por Aura Miguel

O que é isto de pôr as famílias com filhos a pagar menos IRS?

Nuno Cardoso Dias, Voz da Verdade, 2014.09.29
Depois da Comissão de Reforma do IRS anunciar a sua proposta de um quociente familiar que permita que o rendimento familiar seja determinado tendo em conta todos os membros desse mesmo agregado, logo vieram algumas vozes verificar que isso provavelmente vai significar um agravamento para os agregados sem filhos e que não é justo penalizar os contribuintes sem filhos, até porque a sua opção é perfeitamente legítima e em alguns casos nem é opção. Transforma-se assim numa questão moral aquela que não é uma questão moral. Não se trata de penalizar ninguém. Nem pelas suas opções nem pela falta delas. Nem se trata aliás de beneficiar ninguém. Trata-se de reconhecer as coisas como elas são. Quando vamos comer um gelado e me trazem a conta do que eu e os meus filhos comemos, não vale a pena eu tentar explicar que me estão a penalizar a mim pelas minhas opções e beneficiar o senhor da mesa ao lado, que comeu o mesmo gelado que eu comi e vai pagar apen…