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A mostrar mensagens de Junho, 2012

Santos de hoje, santos de sempre

Hoje a Igreja faz memória dos primeiros mártires da Igreja de Roma (os protomártires) que deram a sua vida na perseguição de Nero. A nossa vida almofadada como que nos “protege” da realidade. Acharemos heróico, mas também longínquo o milagre de santidade da vida e morte de Chiara Corbela Petrillo

30 de Junho - Santos proto-mártires da Igreja de Roma

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Hoje a Igreja celebra a memória dos cristãos que sofreram o martírio durante a perseguição de Nero, no ano 64. A culpa do incêndio de Roma recaiu sobre os cristãos, os quais foram cruelmente martirizados.

Do lado Sul da Basílica Vaticana há um recinto pequeno, chamado ainda hoje Praça dos Protomártires (primeiros mártires) Romanos. As iluminações que lá se vêem na noite de 26 de Junho, evocam as fogueiras que, pelos anos 64 e 65 extinguiram, ou sublimaram, humildes e heróicas vidas humanas. Roma ardera seis dias e sete noites. Prendem-se primeiro os que são suspeitos de seguir o cristianismo, e depois, conforme as denúncias que se vão fazendo, prendem-se outros em massa, condenados menos pelo crime de incêndio, do que pelo ódio que outros lhes têm. Aos tormentos juntam-se as mofas, homens envolvidos em peles de animais morrem despedaçados pelos cães, ou são presos a cruzes, ou destinados a ser abrasados e acendidos, à maneira luz nocturna ao anoitecer ... Nero oferece os seus jardins…

Nós e eles

Por Inês Teotónio Pereira , i-online  30 Jun 2012 - 03:00 O não gosto, ou o não quero, são conceitos vagos e de uma abrangência infinita para qualquer criança O maior problema das crianças (além da escola) é o facto de os adultos de hoje tratarem as crianças como se fossem adultos, como se fossemos todos da mesma idade, como se fossemos todos iguais. Nada mais errado. Nós achamos que as crianças têm um sentido de humor normal, que elas sofrem como a maioria das pessoas crescidas, que elas sabem o conceito de “consequências dos seus actos”, que elas se desiludem, que agradecem convenientemente, ou que se ofendem. Enfim, que são como a maioria das pessoas com quem nós lidamos todos os dias. Que são, vá, gente normal. Mas não são: as crianças estão mais perto de serem comparáveis a marcianos do que a pessoas: elas não gostam do mesmo que nós, não sabem o mesmo que nós, não querem o mesmo que nós, não pensam como nós e não se relacionam como nós. Têm, vá, uma cultura completamente diferente…

Responsabilidade

Conversava ontem com um amigo sobre a dificuldade que se vê hoje em exercer a responsabilidade pessoal. Explico-me. Quando faço uma escolha, essa escolha tem consequências. E não é possível fugir delas. Vinha isto a propósito de uma amiga comum, advogada que lida com muitos casos de divórcio, ter comentado, espantada, uma pergunta de alguém que, numa reunião, perguntava se podia ser ressarcido do investimento que tinha feito no namoro. Infelizmente é uma mentalidade cada vez mais geral e que se espalha, como vejo quase diariamente nos meus alunos, incapazes de fazer escolhas com receio das consequências, ou que fazendo-as, acham injusto sofrer as consequências das suas próprias escolhas ou acções. Todas as acções são escolhas e é disso que, muitas vezes, não nos damos conta voluntária ou inconscientemente. José Manuel Fernandes chama decente e honrado ao comportamento nacional que assume a nossa responsabilidade colectiva:
Há, no essencial, duas formas de ultrapassar esta nossa dependênci…

Eles querem um "futuro decente". Mas não lá muito honrado

Público 2012-06-29 José Manuel Fernandes
A origem dos nossos males não é o memorando datroika, é uma economia e um Estado viciados em dívidas
António Hespanha é uma pessoa muito observadora. Soubemo-lo no últimoPrós e Contras. Quando vai a um supermercado e olha para os carrinhos de compras dos outros clientes, acha que as suas escolhas não são racionais. Não sei o que o douto professor conhecerá da vida das outras pessoas para fazer essa avaliação, mas se calhar não necessita de saber muito. Ele faz parte daquela elite que julga conhecer as nossas necessidades mesmo quando são apenas nossas. É também dos que acham que os que pensam diferente sofrem de uma irremediável "impiedade" que faz deles monstros em potência. Até porque é um dos subscritores do manifesto "por um futuro decente", que junta gente que, como ele, só pensa no bem do próximo - desde que o próximo aceite que sejam eles a dizerem o que é o seu bem.

Nesse manifesto defende-se que cabe ao Estado "or…

29 de Junho - S. Pedro

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Martírio de S. Pedro Caravaggio (161) óleo sobre tela (230x175cm) Santa Maria del Popolo, Roma

A Igreja católica festeja hoje S. Pedro, o primeiro papa. O apóstolo a quem Jesus deu a missão de enviar e confirmar outros, de ser referência e sinal de unidade. A missão parece imensa e é! Cristo não lhe perguntou se tinha muitos cursos, um currículo exemplar, nem sequer se era impecável. Só lhe perguntou: "Amas, amas-me?... Então vai!" NÃO HÁ SOLUÇÕES, HÁ CAMINHOS
Vasco P. Magalhães, sj
Edições Tenacitas  - www.tenacitas.pt

Barclays Citizenship Awards 2012

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Banco Alimentar won  the Team Achievement of the Year - European Continent


Podem ver o videoaqui:

Provérbio do dia

O peso e a medida é que governam a vida

Fugir da realidade

Pe. Rodrigo Lynce de Faria Alguém me dizia, recentemente, que os livros mais "consumidos" pela juventude hodierna são aqueles que ajudam a fugir da realidade. Em concreto, os livros cujo público-alvo são as adolescentes possuem uma receita que não falha: transportá-las para mundos imaginários que as ajudem a "emitir" frequentes suspiros cor-de-rosa. E finalizava essa pessoa dizendo: «Basta ajudá-las a refugiarem-se na sua imaginação e elas sentem-se felizes. E, mais importante ainda, recomendam o livro às amigas». É necessário reconhecer, em abono da verdade, que cada um de nós necessita da sua imaginação para viver de um modo humano. Se não fosse assim, Deus não no-la teria dado. Sem imaginação, não haveria projectos na nossa vida. E, sem projectos, a vida tornar-se-ia maçuda, monótona e insonsa. Sem imaginação, faltar-nos-ia criatividade. E, sem criatividade, seria deveras difícil encarar o nosso trabalho quotidiano com um salutar entusiasmo. A imaginação ajuda-nos …

Frase do dia

O pessimista queixa-se do vento, o optimista espera que ele mude e o realista ajusta as velas. Willian George Ward (1812-1882) Matemático e teólogo católico inglês

O que é urgente, raras vezes é importante

Há uma pergunta que me parece essencial: movo-me por prioridades ou por emergências? Isto é: ando a correr atrás de urgências, como tantas vezes nos acontece, ou sou capaz de parar e ver o que é prioritário ser feito? Ser "bombeiro" é simpático, mas será esse o meu papel no mundo, aquela missão que a mais ninguém pertence? Podemos ter que andar a "apagar fogos", mas que o imediato não encubra o essencial e que o contributo específico de cada um não se perca. NÃO HÁ SOLUÇÕES, HÁ CAMINHOS
Vasco P. Magalhães, sj
Edições Tenacitas  - www.tenacitas.pt

Segunda-feira

Procurava um artigo que tinha lido há uns dias. Lembrava-me que tratava do modo como os pais, sobretudo as mães, são sobrecarregadas com os trabalhos de casa dos filhos. Com alguma dificuldade, encontrei-o e recomendo vivamente: Manifesto pela libertação dos pais De caminho, encontrei outros dois, um deles já bem antigo, mas que guardei e não resisto a propor-vos: Será que alguém pode pôr um preservativo no nariz ... O outro era de há uma semana e recorda-nos as mil e uma maneiras insidiosas e sempre para nos proteger, que o Estado usa para se meter na nossa vida: Casa nostra Mais em cima do momento que vivemos, Vasco Pulido Valente desafia-nos a pensar no que verdadeiramente é o patriotismo

Querem os subsídios de férias? Olhem para aqui

Henrique Raposo (www.expresso.pt) 8:00 Segunda feira, 25 de junho de 2012
A reposição dos subsídios de férias/natal não depende da bondade do governo, mas das possibilidades financeiras do país. Como dizia Daniel Bessa, a questão passa por saber se os subsídios "algum dia poderão ser repostos" e, neste sentido, "a única tarefa colectiva" que "deveria interessar os portugueses" é "saber o que deveríamos fazer para que algum dia fossem repostos" (Expresso, 21 de Abril). Ou seja, a reposição dos subsídios não depende dos humores de Vítor Gaspar, mas sim de uma mudança estrutural. É bom lembrar que, até ao advento da troika, o dia-a-dia do Estado (salários, subsídios e afins) foi alimentado por aumentos de impostos e emissões de dívida. Como já se percebeu, esses dois caminhos chegaram ao final da linha. O regresso dos subsídios depende, portanto, de duas mudanças. Primeira: conseguimos ou não uma redução do peso do Estado? Segunda: conseguimos ou não…

Problemas insolúveis

DN 20120625 JOÃO CÉSAR DAS NEVES
Esta crise reforçou um velho defeito nacional. É espantoso o tempo que se perde com problemas irresolúveis. O mal está, não no seu grau de dificuldade, mas na forma de os colocar, que impede a solução. Tudo começa na análise da situação. Surpreende a quantidade de especialistas que, em vez de tentar compreender e explicar, prefere assustar e deprimir. Delineando um diagnóstico, acumulam todos os defeitos, vícios, dilemas e obstáculos que conseguem entrever, tomando o seu pessimismo como visão realista da circunstância. Confundem queixas com avaliação, descrevendo os cenários mais horríveis e as acusações mais gravosas. Não está em causa a veracidade dessas afirmações, mas o seu enviesamento e tacanhez. A realidade, toda a realidade, tem sempre riscos latentes, ameaças potenciais, vícios perigosos. A história só continua através das linhas de abertura, valores positivos, possibilidades criativas que também lá estão. O que somos é resultado daquilo que, atra…

24 de Junho - Nascimento de S. João Baptista

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S. João Baptista no deserto Mestre da Lourinhã  c.1535 óleo sobre madeira 146 x 135 cm Museu da Santa Casa da Misericóridia  Lourinhã, Portugal

Rir ou chorar?

Público 20120623 Vasco Pulido Valente
Agora, a mais de meio caminho, talvez seja a altura para falar das perplexidades que me trouxe o Euro 2012. Não que não tenha visto os jogos de Portugal com um relativo prazer e até com uma certa ansiedade; e não também que não se tenha já escrito centenas de páginas sobre o assunto. Mas fui assistindo com crescente espanto ao entusiasmo geral pela selecção, no meio de uma crise que dia a dia piora ou, pelo menos, dia a dia nos tira qualquer razão de conforto ou confiança. Não vale a pena perder muito tempo com as cenas de Marcelo (principalmente, para quem ainda se lembra das "bandeirinhas" de 2004). Só que, desta vez, reparei que houve dezenas de pessoas sérias que não escaparam ao comentário babado e patriótico e a uma espécie de apropriação "nacionalista" dos resultados do futebol.

Porque, no fundo, o que se festeja, quando se festeja o comportamento, aliás meritório da selecção? O que festeja o Presidente da República num te…

Demoramos 5 anos a executar uma dívida, mas a culpa é da Merkel

Henrique Raposo (www.expresso.pt) 8:00 Sexta feira, 22 de junho de 2012
Vale a pena repetir pela enésima vez:a reformaeconómicamais importante é a reforma da justiça e das instituições.O crescimento não depende apenas doeconomês. Aliás, a agilidade burocrática (sim, eu sei, parece um oxímoro) e o Estado de Direito são as antecâmaras da prosperidade, e, por isso, qualquer reforma estritamente económica vai sempre esbarrar na lentidão exasperante da nossa justiça e na ineficácia corruptora da nossa administração pública. Exemplos? ONegóciosde ontem trazia a história de um magnata francês do vinho, Roger Zannier, que queria muito investir no Douro. Mal ele sabia que iria ter pela frente um conjunto defuncionários que revela um desprezo olímpico pelos "privados" da economia real. O relato é surreal: "eu pedi as autorizações para plantar vinhas e dois anos depois ainda não tinha resposta. Pedi então uma reunião com o responsável máximo, que convocou a pessoa que me devia ter r…

Frase do dia

Trazei aqui os vossos corações feridos, contai aqui a vossa angústia; não há sofrimento na Terra que o Céu não possa curar S. Tomás Moro (1478-1535) Escritor e político inglês Canonizado (1935)

22 de Junho - S. Tomás Moro

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Estudo para um retrato da família de S. Tomás Moro Hans Holbein, o moço c.1527

Unidos num objectivo comum

RR on-line Aura Miguel (22/06/2012) O futebol pode ser uma escola importante: educa para o sentido de respeito pelo outro (inclusive do adversário); para o espírito de sacrifício pessoal, na perspectiva do bem do grupo; e para a valorização dos dotes de cada elemento que forma a equipa.

Este retrato, traçado pelo Papa na mensagem que escreveu no arranque do europeu de futebol, pode ser usado para avaliar a nossa equipa no jogo de ontem. Unidos num objectivo comum, os portugueses superaram a lógica do individualismo e do egoísmo, para dar espaço a uma outra lógica que permitiu a promoção do bem comum a todos os níveis, incluindo a vitória.
Que a tenacidade dos nossos jogadores possa contagiar o resto do país, para que os portugueses saibam exprimir naquilo que fazem as virtudes mais nobres e acções mais humanas, em espírito de paz e sincera colaboração.

Socráticos

DESTAK | 20 | 06 | 2012   17.48H João César das Neves |naohaalmocosgratis@ucp.pt

Um facto aberrante da actualidade é a persistência de um influente grupo de defensores de José Sócrates. Por estranho que pareça, o facto é indiscutível. Notícias insistentes confirmam vários apoios, movimentos e protestos de defesa dedicados ao anterior primeiro-ministro. O próprio, no exílio parisiense, mal esconde ambições futuras. Ora o facto é mesmo insólito. A crise custou o poder a muitos dirigentes. Kostas Karamanlis, George Papandreou, José Luis Zapatero, Silvio Berlusconi, Brian Cowen, até Nicolas Sarkozy, todos saíram em desgraça, sem esperança, mesmo remota, de regresso. De todos, poucos esticaram a corda tanto quanto José Sócrates ou abandonaram o País com um desmentido mais flagrante da sua política. O mais elementar bom senso levaria o PS a enterrar airosamente a triste memória e seguir em frente. Porque razão uma franja relevante insiste em relembrar o triste fantasma do passado?

Frase do dia

A verdade é frequentemente tão simples e elementar que parece incrível
Giovannino Guareschi Escritor italiano (1908-1968)

O que é fazer anos?

Sábado passado fiz anos. Fiquei impressionado com a quantidade de amigos que, usando o Facebook, me deram os parabéns. Felicitar ou dar parabéns no dia em que faz anos que alguém nasceu é uma forma de expressar um desejo – que aquela vida que comemora um aniversário seja para bem – e, também, um reconhecimento, nem sempre consciente, do valor da vida já passada. Como agradecimento a todos os que me lembraram nesse dia, leio a homilia que o Papa Bento XVI fez no dia dos seus anos e partilho alguns trechos convosco: “Em primeiro lugar, há o dom da vida que os meus pais me ofereceram …. e que lhes devo agradecer. Mas não é uma certeza dizer que a vida do homem em si seja um dom. Pode deveras ser um bonito dom? Sabemos o que está sobranceiro sobre o homem nos tempos obscuros que vemos diante de nós — ou nos mais luminosos que possam vir? Sabemos prever a quais aflições, ou eventos terríveis poderá estar exposto? É justo oferecer a vida assim, simplesmente?  É responsável ou demasiado impr…

Consumismo

O consumismo é uma doença. É uma mentalidade subtil, sorrateira, que faz pensar que não se é feliz se não se tem mais isto e aquilo... Está-se sempre insatisfeito. A doença torna-se grave quando se começa a olhar para os outros e a competir para ter mais do que eles. Torna-se mortal quando já não dou valor às coisas, nem às pessoas! O ter mata a convivência.NÃO HÁ SOLUÇÕES, HÁ CAMINHOS
Vasco P. Magalhães, sj
Edições Tenacitas  - www.tenacitas.pt365 vezes por ano não perguntes porquê, mas para quê.

Ciclo "Política e Pensamento": A Utopia de S. Tomás Moro

Na próxima sexta-feira, é o dia de São Tomás Moro (Thomas Morus, no latim em que escreveu), canonizado em 1935 por Pio XI e declarado Padroeiro dos Estadistas e Políticos por João Paulo II, em 2000, na viragem do século e do milénio. Por sinal, olhando ao estado geral da política, não faltará certamente quem, com crença genuína ou só por ironia, comente que bem estamos precisados de um santo padroeiro que olhe e inspire líderes e actores políticos.
Quem não gostou nada dele foi Henrique VIII, o das muitas mulheres. Depois de nomeado por este para Chanceler do Reino de Inglaterra, em 1529, Sir Thomas More enfrentou os caprichos autocráticos do monarca, acabando por demitir-se. Henrique VIII procurou repetidamente vergá-lo ao seu poder político e religioso. Não conseguindo vencer a rectidão de carácter, o sentido de justiça e a imparcialidade exemplar que marcaram a acção de Tomás Moro, o rei fá-lo-ia prender na Torre de Londres e mandou-o decapitar em 1534. A verticalidade que sempre m…

Grandes livros, grandes filmes: Henrique V de William Shakespeare

Apresentado por Padre Pedro Quintela, sacerdote da Diocese de Setúbal. Fundador e Presidente da Direcção da Associação Vale de Acór/Projecto Homem, obra da Igreja que acompanha pessoas toxicodependentes e alcoólicos, é também capelão dos estabelecimentos Prisionais de Setúbal e de Pinheiro da Cruz. É Assistente Religioso do Polo Universitário de Almada e membro da direcção do Banco Alimentar Contra a Fome de Setúbal. No âmbito das suas actividades, impulsionou a criação do grupo de teatro católico "TEO-Teatro do Ourives" e é responsável pelo Ciclo de "Cinema Católico de AlmadaHenrique V

Frase do dia

A consciência é muito bem educada. Deixa logo de falar com aqueles que não querem escutar o que ela tem a dizer.Samuel Butler (1835-1902)Escritor inglês

Chiara Corbela Petrillo: uma nova Gianna Beretta Molla

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Jovem mãe morreu por ter escolhido adiar o tratamento de cancro durante a gravidezSalvatore Cernuzio ROMA, segunda-feira, 18 de junho de 2012 (ZENIT.org) – Sábado passado, na igreja de Santa Francisca Romana, da capital italiana, foi celebrado o funeral da jovem Chiara Petrillo, falecida depois de dois anos de sofrimento provocado por um tumor. A cerimônia não teve nada de fúnebre: foi uma grande festa em que participaram cerca de mil pessoas, lotando a igreja, cantando e aplaudindo desde a entrada do caixão até a saída. A extraordinária história de Chiara se difundiu pela internet com um vídeo no YouTube, que registrou mais de 500 visualizações em apenas um dia. A luminosa jovem romana de 28 anos, com o sorriso sempre nos lábios, morreu porque escolher adiar o tratamento que podia salvá-la. Ela preferiu priorizar a gravidez de Francisco, um menino desejado desde o começo de seu casamento com Enrico. Não era a primeira gravidez de Chiara. As duas anteriores acabaram com a morte dos bebês l…

Coisas do demo

JOÃO CÉSAR DAS NEVES DN 20120618 É sempre interessante escrever sobre temas malditos, ocultados pela nossa imprensa, alegadamente aberta e plural. Este é o maldito dos malditos. Em tempos tão diversos e heterodoxos, é estranho constatar a total ausência de alguém central na cultura ocidental há milénios. A nossa época, que multiplica as personagens e faz regressar velhas lendas e figuras clássicas, nunca fala do diabo. Ao longo da história não houve dúvidas sobre a existência e influência do pai da mentira (Jo 8, 44), tentador (Mt 4, 3), inimigo de toda a justiça (Act 13, 10), ameaçando-nos com as suas malícias e aquele seu lugar maldito - a Geena de fogo (Mt 4, 22), o inferno (Lc 10, 15) - onde podíamos cair. Hoje esses assuntos são totalmente omissos, meras figuras de retórica ou cenas de pantomina. A razão não pode vir de vivermos em tempos secularizados, pela simples razão que não vivemos nesses tempos. Não só os crentes permanecem a esmagadora maioria da população, mas o actual plural…

OS HIPÓCRITAS QUE VÃO À MISSA

P. Gonçalo Portocarrero de Almada A Voz da Verdade , 2012.06.17
OS HIPÓCRITAS QUE VÃO À MISSA A propósito do despropósito dos católicos não praticantes
Foi há já algum tempo que uma pessoa, algo impertinente, disparou contra mim, à queima-roupa, a razão da sua não prática religiosa: - Eu não vou à Missa porque está cheia de hipócritas! Apesar de não ser um argumento propriamente original – na realidade, nem sequer é um argumento – o tópico deu-me que pensar, sobretudo porque é esgrimido, com frequência, pelos fervorosos «católicos não praticantes» que, como é sabido, abundam. São, em geral, fiéis descomprometidos, ou seja, pessoas baptizadas que dispensam a prática religiosa colectiva, com a desculpa de que nem todos os praticantes são cristãos exemplares. Alguns praticantes são, no sumário entendimento dos que o não são, pessoas duplas, porque aparentam uma fé que, na realidade, não vivem, enquanto outros há, como os ditos não praticantes, que mesmo não cumprindo esses preceitos cultua…