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Ricardo Mourinho Félix: “Dívida de 120% do PIB é gerível”

Ricardo Mourinho Félix defende que uma “dívida de 120% do PIB é gerível”. Apesar de reconhecer que o nível ainda é elevado, o secretário de Estado Adjunto e das Finanças afirma que o que as agências de rating querem é que a dívida desça “de forma sustentável”. Assim como o défice, não se regressando aos erros do passado de acelerar o processo de redução. Mourinho Félix nota ainda que o país vai continuar a pagar o que deve ao FMI, mas sem pôr em causa a almofada financeira. Sobre o setor bancário, atribui as culpas do malparado à banca.
“O volume ainda é grande. Claro que seria melhor enfrentar os riscos externos com 60% de dívida do que com 120%. Mas, embora seja um nível elevado, é gerível”, afirma o secretário de Estado. “Depois de 131% do PIB em 2016, o que prevemos no Orçamento é 126,2% este ano e 123,5% no próximo ano (…) este ritmo tem de ser mantido, o que quer dizer que vamos ter de manter saldos primários durante este período”, acrescenta numa entrevista ao Jornal Económico (…

Galiza indemniza famílias de vítimas dos fogos como "vítimas de terrorismo"

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SIC NOTÍCIAS  19.10.2017O governo regional galego decidiu aumentar as indemnizações às famílias das quatro pessoas que morreram na Galiza nos incêndios florestais do passado fim-de-semana, indica um decreto aprovado esta quinta-feira que as considera vítimas de "terrorismo incendiário". 

"São a face mais amarga do terrorismo incendiário" e "vítimas de uma intencionalidade delituosa", considerou o presidente da Xunta [Governo regional], Alberto Núñez Feijóo, que reiterou esta quinta-feira a sua solidariedade e condolências às famílias das duas mulheres que morreram em Nigrán (Pontevedra) e dos dois homens mortos em Vigo e Carballeda de Avia (Ourense). "Foi o que conseguiram os terroristas que puseram em risco centenas de milhares de vidas de galegos na madrugada de segunda-feira", afirmou. O decreto, cuja regulamentação será publicada nos próximos dias, inclui também ajudas destinadas às pessoas que perderam as suas casas ou ficaram com as habita…

¿Por qué los incendios en Portugal son tan letales?

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Ver fotogaleríaEL PAÍS    20.10.2017
43 personas han fallecido en los fuegos desde el domingo, en un país donde la extinción está descoordinada entre ministerios y queda en manos de bomberos voluntarios.
Armando y sus cuatro hermanos han heredado 55.000 hectáreas de monte. “Fuimos a pedir permisos para construir una casa. Nos dijeron que podíamos hacer lo que quisiéramos, pero registrarla no”. Lo habitual en Portugal es construir como sea en medio del bosque, sin observancia de las muchas leyes forestales que rigen el país —sobre franjas de cortafuegos o perímetros de seguridad alrededor de núcleos urbanos— y sin dejar huella en registros oficiales.
Poco a poco, durante cuatro días, Portugal ha ido contando, hasta llegar a 43, los cadáveres localizados bajo la escoria de más de 500 incendios que convirtieron el país en una caldera. Cuatro meses antes habían muerto otras 64 en Pedrógão. Desde junio, los políticos preguntan a expertos forestales qué hay que hacer para acabar con esta pla…

A dignidade não arde

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A nossa porteira adora arranjar soluções! Mas para problemas que não lhe colocámos ou simplesmente que não existem. Tem um certo tipo de proatividade que normalmente resulta em mais atrapalhação e menos ajuda. A nossa porteira sabe de tudo e de todos, mas quando precisamos dela ou de saber mesmo alguma coisa, nunca está e nunca sabe...
Esta semana, senti que o governo estava melhor para porteira. Estamos habituados a vê-lo meter-se na nossa vida com certas soluções e um certo tipo de protecção, mas quando surge um problema sério e urgente, encolhe os ombros e diz - "É a vida". 
Ele é solução para tudo! Para gravidezes indesejadas, para a infertilidade, está a passos largos de legislar uma solução para o medo da morte e do sofrimento. Até tem solução para quem não se sente bem no seu 'género' e queira ter outro. Por isso fico perplexa com este repentino respeito à natureza que nos agora revela: "A natureza comporta riscos", "Temos que nos habituar"…

Viana. Mulher de sapador apanhada a atear fogo junto a lar pelos colegas do marido

SEMANÁRIO VILAVERDE          14.10.2017 Uma mulher de 36 anos foi ontem detida por suspeitas de atear nove incêndios em Carvoeiro, Viana do Castelo.

A mulher ateava os fogos junto a um lar de idosos onde trabalhava e que vinha sendo alvo de sucessivos incêndios nas imeadeações desde setembro.

Aquela zona estava sob vigilância dos Sapadores Florestais de Viana do Castelo que apanharam a mulher em flagrante, enquanto tentava atear novo incêndio.

Os sapadores reconheceram de imediato a incendiária, pois é mulher de um elemento da equipa. O elemento não se encontrava no grupo que encontrou o delito.

A mulher foi ontem presente ao Juiz e saiu em liberdade. http://vilaverde.net/2017/10/14/viana-mulher-de-sapador-apanhada-a-atear-fogo-junto-a-lar-pelos-colegas-do-marido/

Caminhada pela vida: Um desafio aos cristãos

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JOSÉ MARIA DUQUE         12.10.2017
No centro do drama da eutanásia está a ausência de Cristo. Sem Ele o outro só me interessa na medida em que me corresponde sentimentalmente, ou na medida em que me é útil. É Jesus quem nos ensina que não basta amar os nossos amigos (ou seja não basta amar aqueles que nos amam, aqueles que nos são queridos) mas que é preciso também amar os inimigos. É preciso amar o outro, quem quer que esse outro seja.
Numa sociedade da qual Cristo foi banido, ou então reduzido a mais um guia espiritual cheio de bons conselhos, sobra o egoísmo. Por que sem Ele o egoísmo é a posição mais razoável. Porque devo gastar o meu tempo, o meu dinheiro, a minha energia com quem não me pode retribuir? Ou pior ainda, com quem me quer mal?
É Cristo quem introduz em nós a consciência de que o outro é um bem para mim. O outro que Deus coloca na nossa vida é instrumento do desígnio de Deus para nós.
Por isso quando alguém se encontra numa tal dor, de tal maneira destruído pelas circuns…

Vale a pena caminhar pela vida

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D. NUNO BRÁS    VOZ DA VERDADE    15.10.2017
No próximo dia 4 de novembro terá lugar em Lisboa e noutras cidades do país a “Caminhada pela vida”. Em Lisboa a caminhada terá início às 15:00 na Pr. Luís de Camões. A vida humana, qualquer que ela seja, rica ou pobre, forte ou frágil, jovem ou em estado terminal é sempre um bem precioso a defender. Sobre esse bem primeiro não apenas se ergue a nossa civilização ocidental mas também toda e qualquer civilização, todo o viver social, de qualquer cultura, em qualquer tempo.  Por isso, colocar em causa a vida humana (nos seus momentos iniciais ou nos seus instantes finais) é sempre colocar em causa a própria humanidade. A vida é aquela riqueza incomensurável que é colocada à nossa disposição e que nada nem ninguém tem o direito de retirar.  A vida é a realidade que nos torna humanos e iguais. Colocá-la em questão é colocar, por momentos que seja, a insana hipótese de que existem seres humanos que nascem ou que morrem mais iguais que outros. A v…

Destaque de agenda :: 23 Outubro 21h

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Moção de Censura N.º 1/XIII/3ª Pelas falhas do Governo nos Incêndios Trágicos de 2017

CDS PP 19.10.2017 Em junho deste ano, morreram sessenta e cinco pessoas na sequência dos grandes incêndios da zona centro de Portugal. O relatório da Comissão Técnica Independente, que procedeu à análise e apuramento dos factos, conclui que era possível ter evitado a propagação do incêndio e assim impedido ou limitado fortemente a tragédia. Tal não aconteceu por incompetência e descoordenação dos serviços do Estado. No período que sucedeu esta tragédia, os responsáveis do Governo comprometeram-se publicamente a tudo fazer para evitar a sua repetição. Conhecido o relatório da Comissão Técnica, o Primeiro-Ministro resumiu a sua responsabilidade à parte das conclusões que apresenta propostas com eficácia a médio e longo prazo. O Primeiro-Ministro não se mostrou disponível para assumir as responsabilidades políticas pela parte do relatório que demonstra a falha do Estado, no caso em concreto, no cumprimento das suas funções mais básica: a proteção de pessoas e a proteção do seu ter…

Uma tragédia escolhida por nós

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HELENA GARRIDO     OBSERVADOR     19.10.2017 António Costa é responsável por políticas que queremos e por isso a tragédia dos incêndios é também um peso para a nossa consciência. Fomos nós que escolhemos abandonar aquelas pessoas. A realidade é violenta, dolorosa, indisfarçável. Mais de cem portugueses morreram porque não conseguimos ser exigentes com os nossos governantes. Deixamo-nos levar pela propaganda e pelo eleitoralismo, pelo mais dinheiro no bolso sem nos perguntarmos como está isso a ser possível. Aquelas pessoas que vimos entregues a si próprias porque, como já muitos disseram, o Estado falhou na sua função mais básica deviam ser uma vergonha para todos nós. Sim, há uns que têm mais responsabilidade do que outros. Sem dúvida que o Governo de António Costa é o primeiro e mais importante responsável. O primeiro-ministro fez-nos pagar este preço pela sua estratégia política de conquista de eleitorado e mais de cem pessoas pagaram-no com a vida. E o Presidente que há muito perceb…

"Meu Querido Portugal"

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OBSERVADOR     18.10.2017Ao longos dos últimos dias recebemos no Observador textos de leitores que são, simultaneamente, testemunhos, desabafos, apelos. Deixamos aqui três deles, começando pelo de uma leitora de 20 anos. Meu querido Portugal, Venho pedir-te desculpa. A ti me dirijo pois é, unicamente para ti, que se me oferece fazê-lo. Hoje, o silêncio vence-me de uma forma avassaladora. Cito-o, para que entendas como me sinto. (…) Ao longo das últimas horas, os séculos de história que te contemplam choraram desalmadamente a tua tragédia – de mão ao peito, com a vista pregada no teu sofrimento, sussurrando o hino a que soas – no desejo de que o verde ardido não levasse consigo a cor da esperança, que a pátria em ti pintou. A dor é colossal e, ao contrário do fogo, não se extingue; não se apaga; não se esquece; nem se perdoa. O Estado que te governa, não te sabe, primeiramente, salvaguardar – e, quando confrontado com o tema, esquiva-se das suas responsabilidades, enveredando pelo desplan…

Porque razão arde Portugal?

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CLEMENTE PEDRO NUNES              19.08.2017

'A natureza está a reclamar o que é seu'

JOSÉ A. CARVALHO       FACEBOOK    17.10.2017
"Viajei, durante os últimos dias, para apreciar e fotografar as cores das árvores na Nova Inglaterra, nordeste dos EUA. Há anos que planeava e pensava nesta viagem. O esplendor das cores de Outono é o mais bonito e pacificador espetáculo natural que jamais pude ver. Foram as árvores que motivaram a minha viagem. No regresso… as árvores do meu país desapareceram! Aterrei ao fim da madrugada de domingo para segunda. Assim que li e ouvi as primeiras notícias senti que metade do país estava em guerra: sem comunicações, sem energia, sem ajuda. Nasci no distrito de Coimbra onde sempre viveu a minha família. Não consegui contactar os meus pais durante todo o dia; nem eles nem ninguém. Não sabia onde andava o fogo; nem qual o desespero das pessoas que conheço desde miúdo. Nas redes sociais muita gente partilhava a angústia do silêncio em busca de notícias. Ao fim da noite consegui finalmente ouvir os meus pais: deslocaram-se vário quilómetros …