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A ideologia do género é demoníaca?

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in: Actualidade religiosa , 2016.006.26 Pe. Paul Scalia Quando o cardeal Sarah esteve em Washington para um evento, há pouco tempo, referiu-se três vezes à ideologia do género como “demoníaca”. Mais recentemente o arcebispo Coakley, da Cidade de Oklahoma, utilizou o mesmo termo em idêntico contexto e o mesmo fez o bispo Paprocki, de Springfield, em relação ao casamento homossexual. É uma palavra forte, certamente. Mas a maioria das pessoas não percebem bem o alcance. Alguns consideram que se trata meramente de hipérbole para descrever algo que não é apenas mau, mas muito, muito mau. Outros consideram que se trata de um juízo apressado dos adversários, diabolizando-os. E depois há aqueles que consideram que se trata de um exagero de fanáticos religiosos, que já não regulam bem de qualquer maneira.  Mas “demoníaco” é na verdade um juízo sóbrio e esclarecedor do pensamento por detrás da ideologia do género. Não é um juízo de intenções. Não significa que as pessoas que ...

O número da Besta

José Maria C.S. André Correio dos Açores, Verdadeiro Olhar, ABC Portuguese Canadian Newspaper, Spe Deus 19-VI-2016 A «Scholas Occurrentes» é uma fundação de direito pontifício dedicada a actividades desportivas e artísticas que fomentem a integração social. Começou na Argentina, mas hoje colabora com 400 mil escolas de uma centena de países. A 29 de Maio, no dia da sessão de encerramento do congresso mundial da Scholas, em Roma, o Governo argentino anunciou um donativo (soube-se depois) de 16.666 mil pesos. Passado pouco tempo, os responsáveis da organização escreviam ao Governo, a devolver a oferta. Que aconteceu? Esta carta do Papa Francisco aos responsáveis de Scholas Occurrentes, que a imprensa argentina acaba de divulgar: «Queridos irmãos, no meio de tanto trabalho, quase não tivemos tempo de nos despedirmos... ao menos, o telefonema compensou. «Agradeço-vos todo o esforço para realizar este Congresso e, como sempre, o conselho: cuidem a saúde, não passem das marcas...

O Insuportável dia de Todos-os-Santos - 4ª Estratégia: OS SANTOS-A-EVITAR-A-TODO-O-CUSTO

Independentemente do sucesso das estratégias anteriores, vale tudo para fazer com que os humanos acreditem em santos irreais, santos que nada tenham a ver com as suas vidas. O pior que nos poderia acontecer era que eles descobrissem os santos que acordam a meio da noite - várias vezes - para acudir um filho e, de manhã, agarram em si e ainda vão trabalhar; os santos que passam o dia sentados à secretária, entregando-se a um trabalho monótono mas que sabem beneficiar tanta gente; os santos que ninguém vê, porque não têm condições físicas para sair de casa, ou do hospital, ou do lar; os santos que adormecem no autocarro, apertados e aquecidos pelo respirar de todos, em dia de chuva, e ainda oferecem o lugar; os santos que sujam as mãos no mundo da droga, da miséria ou da política, para limpar a alma da sociedade; os santos, enfim, que arriscam a vida na luta pela justiça e pelo bem comum. Todos esses são os mais ameaçadores para a nossa missão.  Neste ponto, é impreterível que p...

O Insuportável dia de Todos-os-Santos - 3ª Estratégia: OS SUPER SANTOS

Sempre que os humanos - com as suas projecções - idealizam os santos, isso deve deixar-nos verdadeiramente satisfeitos. Sempre que, em pinturas ou esculturas, em filmes ou biografias, exageram as qualidades humanas e espirituais dos santos e omitem todo o tipo de sombras, lutas e dificuldades que tiveram, isso dá um efeito espantoso! A ingenuidade dos humanos é tal que, ao representar os santos dessa maneira, não percebem que, em vez de embelezar e oferecer um modelo a si próprios, estão a inventar alguém que nunca existiu; e essa é a melhor forma de criar dois mundos aparentemente afastados: o dos santos e o dos humanos.  Não é preciso um esforço imenso para que os humanos se convençam de que nada têm a ver com aquela gente. Aliás, o supra-sumo disto é quando os mantemos na ilusão de que os santos nasceram santos, ou tiveram uma conversão repentina e nunca tiveram que subir a longa escada da santidade! Isso é hilariante; e tem efeitos admiráveis. Qualquer humano fica esmagado...

O Insuportável dia de Todos-os-Santos - 2ª Estratégia: OS SANTOS PÁLIDOS

Algo que me diverte é constatar como alguns humanos representam os santos. Uns, num estilo excessivo cheio de dourados e brilhantes. Outros, no estilo muito despojado, de cabeça caída, cara pálida e olhar ausente. Uns e outros, fazendo uma muito pálida ideia do que seriam os próprios santos, como pessoas, no dia-a-dia. Quando os humanos, através das imagens, são induzidos a crer que os santos pertencem a um tempo muito antigo – ou melhor ainda, mítico - ou que, simplesmente, não parecem deste mundo, e que, se passaram por cá, foi quase por acaso, esse é um grande contributo para a nossa missão.  Um outro extremo com o qual me regozijo é quando eles representam os santos nos materiais e na dimensão dos brinquedos das crianças. Não há nada mais agradável que ver os humanos a acreditar em talismãs que levam na carteira ou no carro. Os que nos dão verdadeiras dores de cabeça são aqueles que param a rezar nas igrejas e sabem que aquela imagem é apenas uma representação; ou aqueles ...

O Insuportável dia de Todos-os-Santos - 1ª Estratégia: OS SANTOS MILAGREIROS

O Insuportável dia de Todos-os-Santos - 1ª Estratégia: OS SANTOS MILAGREIROS Esta estratégia talvez seja das mais fáceis de aplicar uma vez que, mesmo sem a nossa ajuda, já toma proporções escabrosamente saborosas. Há humanos cuja formação cristã é tão rudimentar que tomam os santos como uma espécie de deuses aos quais devem adorar. Levam consigo dinheiro, fotografias, velas, papelinhos, depositando neles a secreta esperança de que tudo mude no dia seguinte.  É bom acalentar essa esperança e fazer-lhes crer que podem ficar à espera de braços cruzados. É que, conforme constatam que, uma e outra vez, nada muda, acabam por ganhar uma tal frustração que, mudarão de santo em santo até à exaustão; e, se tudo correr em nosso favor, irritar-se-ão com as coisas de Deus e acabarão por se afastar definitivamente do caminho de fé. Os que me preocupam são aqueles que, fazendo exactamente os mesmos gestos, se limitam a pedir a intercessão desses santos para que Deus lhes dê a luz e a forç...

O insuportável Dia de Todos-os-Santos

C. S. Lewis (Vorazmente teu) Caro sobrinho:  Colocas-me diante de uma questão essencial do combate à fé cristã.  De facto, há que evitar por todos os meios possíveis que os humanos tomem para si o exemplo de outros que passaram, antes deles, por esta terra.  Não há nada mais abominável que um santo que ilumina essa gentalha, ajudando-a a atravessar as dificuldades da vida.  Por isso gostava de partilhar contigo quatro estratégias para destruir a imagem de todos os santos. Se as aplicares bem, terás resultados imediatos e duradouros. Aliás, basta aproveitar os exageros desses miseráveis humanos para os afastar do nosso grande Inimigo. ª estratégia - Os Santos Milagreiros  ª estratégia - Os Santos Pálidos ª estratégia - Os Super-Santos ª estratégia -

Halloween: mera diversão? Pois quem se diverte mesmo é o diabo!

ALETEIA ,29 DE OUTUBRO DE 2015 Pe. Aldo Buonaiuto, exorcista italiano: “Por trás das brincadeiras, a obra do diabo”  Das brincadeiras do Halloween para o ocultismo há só um pequeno passo, afirma o pe. Aldo Buonaiuto, da Comunidade Papa João XXIII. Ele é exorcista e coordenador de um serviço de ajuda a vítimas do ocultismo. Todo mês de outubro, a linha 0800 desse serviço toca sem parar.  Este é um relato de poucos dias atrás: “Ligou uma mãe desesperada, que tinha descoberto as mentiras do filho, um rapaz excelente, sincero, que, de repente, mudou de círculo de amizades. Ela descobriu que o rapaz tinha profanado um cemitério… Eu falei com o rapaz. Por que você fez isso? E a primeira palavra foi Halloween. Chorando, ele me falou da forte persuasão dos novos amigos. No começo parecia tudo uma brincadeira, um jogo. Depois, ele descobriu que eles estavam agindo a sério; que todos eles acreditavam mesmo naquilo que estavam fazendo. E ele não conseguia se livrar deles”. O epis...

Oito coisas que você deve saber sobre o Halloween antes de fantasiar seu filho

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Abel Camasca REDAÇÃO CENTRAL, 16 Out. 15 / 07:00 pm ( ACI ).- “O que o demônio faz para afastar-nos do caminho de Jesus? A tentação começa de forma sutil, mas cresce: sempre cresce. Esta cresce e contagia o outro, é transmitida e tenta ser comunitária. E, finalmente, para tranquilizar a alma, justifica-se. Cresce, contagia e se justifica”, advertiu o Papa Francisco em abril de 2014. Próximos à noite de Halloween, celebrada a cada 31 de outubro, compartilhamos oito coisas que todo cristão deve saber acerca desta festa pagã que pouco a pouco foi difundida no mundo inteiro. A origem do nome A Solenidade de todos os Santos é comemorada no dia 1º de novembro e é celebrada na Igreja desde às vésperas. Halloween significa "All hallow's eve", palavra que provém do inglês antigo, e que significa "véspera de todos os santos". As raízes celtas No século VI a.C., os celtas do norte da Europa celebravam o fim de ano com a festa do “Samhein” (ou Samon), f...

Job

Paulo Tunhas Observador 27/8/2015 O que o Livro de Job diz já chega para muito no que respeita ao sofrimento. E à estupidez. O Livro de Job é mesmo um grande escrito sobre a estupidez humana. Há escritos que parecem conter tudo o que se pode dizer de essencial sobre uma determinada matéria. Tome-se, por exemplo, o sofrimento. Conhecemos directamente o sofrimento ao longo das nossas vidas, e desde o princípio, de múltiplas maneiras. E conhecemo-lo indirectamente através dos outros. As duas formas de conhecimento encontram-se, é claro, tão ligadas em tantos casos, quando o sofrimento dos outros vem de nós, e o nosso dos outros, que é difícil separá-las absolutamente.  Para além disso, a arte – a poesia, a música, o romance, a pintura, os filmes, tudo – fala-nos do sofrimento. E a televisão expõem-no, devida ou indevidamente, mais indevida do que devidamente, várias vezes ao dia. Estamos, literalmente, rodeados de sofrimento. Mas, na medida em que há algo de essencial que se ...

Coisas do diabo

P. Gonçalo Portocarrero de Almada |  Observador 30/5/2015 Os demónios existem e actuam, mesmo que neles não se acredite. Seja ele um Charlie mexicano, ou francês, o melhor é não lhe dar troco. É “assassino desde o princípio”, alguém em quem “não há verdade". O princípio do mal é um absurdo, porque o mal absoluto é o nada e o nada não é. O príncipe do mal, pelo contrário, existe e – espantem-se! – é bom. De todos os modos, o melhor é mesmo não acreditar nele … O diabo está na moda: não só uma reportagem do Observador deu conta de um jogo que está a fazer furor no Twitter e que alegadamente permite contactar Charlie, um espírito mexicano do mal, mas também o i fez recentemente uma grande entrevista a um exorcista português. Que o demónio existe, não é pacífico. Muitas pessoas o negam, remetendo a sua existência para o imaginário de antigas fábulas ou de inverosímeis mitos religiosos. Aliás, ele próprio, o maligno, também afirma o mesmo, ou seja, que não existe, por uma ra...

Pe. Sousa Lara. O maior exorcista português era um menino da Linha e recusou um alto cargo na banca

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ROSA RAMOS ionline 16/05/2015 19:10:00 Aprendeu com o exorcista oficial do Vaticano. Durante dez anos seguiu-o para toda a parte, em Roma. Desde 2008 faz exorcismos todas as sextas-feiras em Lamego e já lhe passaram pelas mãos mais de 200 casos graves, alguns enviados por psiquiatras Quando conseguiu encontrar--se com o exorcista oficial de Roma, encheu-se de coragem. “Não me pode ensinar?”, perguntou-lhe. O padre Gabriele Amorth, que é de poucas conversas, olhou-o com estranheza. “Ó rapaz, tu és seminarista. Para te ensinar terias de ser, no mínimo, diácono.” Duarte Sousa Lara, acabado de chegar para estudar Teologia na Universidade de Santa Croce, da Opus Dei, insistiu. “Posso então ir consigo ver um exorcismo?” Amorth, o mais famoso exorcista do mundo e que atendia 12 casos graves por semana, consentiu. E foi assim que o seminarista se juntou ao grupo de leigos que o acompanhavam e apoiavam nas sessões de expulsão do demónio. Sousa Lara passou a segui-lo para toda a parte...

Auto da Barca da Morte

P. Gonçalo Portocarrero de Almada | OBSERVADOR 25/4/2015 Em Portugal convivem, pacificamente, judeus, cristãos, muçulmanos e muitas outras pessoas dos cinco continentes e não há, graças a Deus, forças políticas significativas que sejam racistas ou xenófobas Os números são aterradores: 800 pessoas do norte de África, entre as quais meia centena de crianças, afogaram-se, no passado dia 19, no Mediterrâneo, algures entre as costas da Líbia e a ilha de Lampedusa. Procuravam um mundo melhor e encontraram a morte, no que foi o maior naufrágio de migrantes no mare nostrum. O elevado número de pessoas em causa não constitui, contudo, uma novidade. Segundo dados oficiais italianos, só nestes últimos dias foram resgatadas, por navios da marinha mercante, cerca de dez mil pessoas em situação análoga. Mas, nem todos os que partem das costas mediterrânicas, conseguem chegar ao destino. Muitos ficam pelo caminho, vítimas de naufrágios devidos à sobrelotação das embarcações, à falta de condi...