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A mostrar mensagens com a etiqueta Informação

Pouca-vergonha

João César das Neves DN 20161007 A sociedade da informação trouxe-nos grandes vantagens, mas também grandes perdas. Uma das mais preciosas é a vergonha. Bisbilhotice e coscuvilhice são velhos vícios boçais. Contar segredos alheios é uma forma de voyeurismo metediço que, em casos escabrosos, chega à sórdida luxúria. A sua origem última é o orgulho. O abelhudo sente prazer pela ascendência que exerce, o que torna a patologia mais frequente nos que não têm poder ou o perderam. Um chantagista suscita repugnância generalizada por torturar e espremer a vítima com uma inconfidência. Publicar os podres alheios é, em certa dimensão, bastante pior, fazendo sem apelo aquilo que muitos pagariam muito para evitar. Julian Assange anunciou revelações no site WikiLeaks com alegados efeitos na eleição norte-americana. Significativamente, a ameaça é não para Donald Trump, mas para Hillary Clinton. Isto confirma algo que há muito devia ser evidente: o projecto WikiLeaks é ataque aberto contra a...

Cultivar a reflexão na era digital

Pe. Rodrigo Lynce de Faria Se até há uns anos atrás a dificuldade de muitas pessoas era a falta de informação, hoje em dia o problema é o seu excesso. Vivemos saturados de notícias por todos os lados. Podemos ter oitenta canais de televisão, mas isso não nos dá a capacidade de ver de modo ponderado mais do que um por vez. Nem parece ser verdade que o  zapping  constante torne as pessoas mais bem informadas. A televisão é o reino dos sentimentos, não, em geral, do convite ao pensamento perspicaz. A abundância de canais de informação também não nos permitem tirar a conclusão de que devemos dedicar mais tempo às novas tecnologias para estarmos verdadeiramente informados. Isso significa que necessitamos cultivar com empenho uma atitude que, se sempre foi essencial, hoje em dia é imprescindível para não cair no perigo do pensamento único e politicamente correcto: a reflexão.  Foi o pensamento débil que deu à luz o pensamento único. E o pensamento débil germi...

TVI não se arrepende do mal que fez

Eduardo Cintra Torres | Correio da manhã 22.05.2016 00:30  O escrutínio deve ser maior quando o jornalista sabe que uma informação pode ter consequências graves.  Na noite de 13 de Dezembro, a TVI noticiou: "Está tudo preparado para o fecho" do Banif. Naquele dia e àquela hora, a informação era falsa. Acresce que a frase "está tudo preparado" tinha sujeito e objecto indefinidos: quem preparou? "Tudo" quer dizer o quê? Sérgio Figueiredo afirmou que essa e as notícias seguintes foram sendo "afinadas" nos rodapés (na verdade, foram contraditadas), mas o mal estava feito: contribuiu decisivamente para o descalabro do banco. Figueiredo disse que "era apenas um rodapé", quando um rodapé é uma notícia como outra qualquer. Sendo escrita, exige enorme rigor; não tendo desenvolvimento descritivo e analítico, deve ser pensada palavra a palavra. Também disse que "quando chega uma notícia, dá-se". É falso. Primeiro: o que chega é um...

Informações práticas - Jubileu da Misericórdia

Confissões (horários) Lisboa Igreja de São Nicolau   Portas da Misericórdia Algarve Porta da Misericórdia da diocese: Sé de Faro Outras Portas da Misericórdia Santuário de Nossa Senhora da Piedade, popularmente conhecida como Mãe Soberana, em Loulé Sé de Silves, Igreja matriz de Portimão Igreja de Santa Maria de Tavira Angra do Heroísmo Porta da Misericórdia da diocese: Sé de Aveiro Outras Portas da Misericórdia Catedral de Angra Santuário do Santo Cristo em Ponta Delgada Santuário do Bom Jesus no Pico Santuário do Nossa Senhora da Conceição em Angra Santuário do Santo Cristo da Caldeira em São Jorge Santuário do Nossa Senhora dos Milagres da Serreta na Terceira Serão meta da «peregrinação sagrada», segundo o espírito jubilar, para além da já enunciadas, as seguintes igrejas em cada ilha: Santa Maria Igreja de Nossa Senhora da Assunção de Vila do Porto São Miguel Ribeira Grande: Igreja de Nossa Senhora da Estrela Fenais da Ajuda: Igrej...

El peligro de ponerse la foto de perfil con el filtro de la bandera francesa

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Èric Lluent , My way , 20151114 A raíz del atentado de este viernes en París, Facebook ha impulsado un filtro opcional para todos los usuarios de la red. En esta ocasión, el filtro pretende solidarizarse con las víctimas del atentado convirtiendo tu foto de perfil en una imagen que funde la original con los colores de la bandera de Francia. Por supuesto, minuto tras minuto los usuarios van utilizando la herramienta, llevados por el choque emocional que suponen los ataques en la capital francesa. Es evidente (aunque no creo que sea deseable) que en el mundo hay muertos de primera y muertos de segunda, incluso de tercera y cuarta. Es hasta cierto punto entendible que a un ciudadano europeo le aflija más un atentado en París que otro en Beirut. De hecho, si tenemos en cuenta la cobertura mediática que se hace de uno y de otro sería de extrañar que a un ciudadano del Estado español, por ejemplo, le afectara más un ataque terrorista en Líbano que uno en Francia. La manipulación c...

Mais outra manhosice do Público

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Não está a ver onde? Se a ideia é avaliar a solução de governo como sugere o título da fotografia de 1ª página, a percentagem da PaF deveria conter a percentagem do PSD e CDS que concorreram separados nas ilhas. Deste modo, o nº que é comparável com as restantes percentagens é 38,5% em vez de 36,8%.

Infografia do Público

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Insurgente  Outubro 5, 2015   by  Ricardo Campelo de Magalhães O que é uma infografia? Uma representação visual para ajudar à compreensão? Nope. Um instrumento para outros fins. Reparem nesta ( Público.pt ) ( referido aqui ) Onde estão os deputados insulares do PSD? Na direita não, na esquerda. Onde estão os deputados da emigração? No centro não, na esquerda. O que representa a linha a cinzento no meio? Assim, nada. Curiosidades…

Consulta dos cadernos de recenseamento

Com a sua data de nascimento e nº de CC ou BI descubra aqui  o seu nº de eleitor e local e mesa de voto

António Costa e a liberdade de informação

JOSÉ ANTÓNIO CEREJO Público 23/06/2012 O país assistiu em Março a uma bem montada operação de marketing político com o objectivo de lançar a corrida de António Costa a São Bento. O pretexto escolhido pelo presidente da Câmara de Lisboa para apontar ao mundo o destino com que sonha foi a publicação de uma colectânea de discursos intitulada "Caminho aberto". Explicou então, nas entrevistas e declarações que encheram os media, que era um homem de acção, com gosto pelas tarefas executivas, e que o livro servia para "prestar contas" aos cidadãos sobre o que tem andado a fazer. Como jornalista que acompanha regularmente a actividade da Câmara de Lisboa, a minha primeira reacção foi de satisfação. António Costa falava em prestar contas e isso poderia significar o reconhecimento, embora tardio, de que devia explicações, muitas explicações, em primeiro lugar a quem vive e trabalha em Lisboa, sobre as únicas funções executivas que desempenha presentemente. Os meses que...

As mensagens dão-me cabo das relações

Ana Rita Guerra | 29/04/2014 | 00:00 | Dinheiro Vivo No outro dia, estava a explicar a uma amiga porque é que me afastei de uma pessoa com quem tinha combinado ir jantar – antes de ir jantar. Pessoalmente, dava-me bastante atenção; mas depois, o seu "comportamento digital" não era coerente. Não só demorava um ou dois dias a responder a uma mensagem, como o fazia muito depois de a ler. Sendo verdade que nem toda a gente anda agarrada ao smartphone 24 horas por dia, também é verdade que a maioria das pessoas não o perde de vista em 90% do tempo (está estudado). E sendo que essa pessoa tem um iPhone, a hipótese de passar dois dias sem ver uma mensagem é um pouco remota. Estamos a falar de mensagens de Facebook e iMessage: ambas as plataformas revelam exactamente a que horas a mensagem foi lida. Ora, esperar um ou dois dias para responder pode ter várias explicações, mas sinaliza falta de interesse em manter a comunicação a fluir. E, nesse caso, será que vale a pena insist...

A propósito dos votos de Portugal nas resoluções da ONU

O melhor mesmo é ver os projectos de resolução e coo foram os votos. Foi o que fez David Crisóstomo no blog 365 forte. Um exemplo a seguir: antes de antes de saltar para dizer mal (ou bem) o melhor é informar-me! Resolúvel 365 forte , 2013-12-06 David Crisóstomo Desde a morte de Nelson Mandela que há para aí um grande aparato por tudo quanto é sítio sobre uma alegada posição portuguesa nas Nações Unidas durante o governo de Cavaco Silva e uma consequente grande confusão sobre as votações de então. Pois bem, a 20 de Novembro de 1987 foram apresentados 8 projectos de resolução na Assembleia Geral das Nações Unidas relativos à situação da África do Sul. Contudo, só 7 é que foram votados, tendo a resolução A/RES/42/23H, que apelava a um aumento das contribuições para o Fundo das Nações Unidas para a África do Sul, sido adoptada sem votação. Nas restantes, Portugal aprovou uma, a  A/RES/42/23G , absteve-se em 3 e votou contra outras 3: a  A/RES/42/23A , a  A/RES/42/2...

Informação

António Câmara RR 17-05-2013 14:11 Aprender a optimizar a utilização das infra-estruturas de informação, a nível individual e colectivo, vai determinar o nosso sucesso. A melhor solução para quem perde uma carteira em Londres é ir à esquadra mais próxima. A polícia londrina tem acesso a uma rede inigualável de câmaras de vídeo cobrindo espaços públicos. Os holandeses descobriram que tinham que alterar rotas de aviões que descolavam de Schipol, avaliando as vendas de aspirinas em farmácias localizadas na área de influência do aeroporto. Essas vendas eram muito superiores à média nacional devido ao ruído e as resultantes dores de cabeça em milhares de residentes. Analisando as pesquisas no Google podemos inferir o número aproximado de mulheres que suspeitam estar grávidas a nível local, nacional e global. Estes casos ilustram o potencial das infra-estruturas de informação que estão a ser desenvolvidas internacionalmente. Aprender a optimizar a sua utilização, a nível individual...

Ficção científica

JOÃO CÉSAR DAS NEVES DN 2013-04-29 No meio do sofrimento económico tivemos uma notícia inacreditável: "Um dos ensaios académicos que têm servido de suporte para boa parte das políticas de austeridade na Europa contém um erro na fórmula do programa informático Excel" (Rádio Renascença, 18/4). Depois de tantos custos, cortes e despedimentos, afinal está tudo errado? Como é possível? Parece mentira! Parece mentira porque é mesmo mentira. Trata-se de mais uma onda de sobre-excitação mediática sem qualquer significado. Vejamos brevemente os factos que suportam todo o aparato. Kenneth Rogoff e Carmen Reinhart, professores de Harvard, dedicaram a sua vasta investigação à questão das crises financeiras e dívida excessiva. O seu livro de 2009, This time is different, em vias de sair por cá em tradução, foi um clássico instantâneo. Mas ele é apenas um de muitos estudos destes autores, como o artigo "Growth in a Time of Debt", publicado em Maio de 2010 na American Econom...

Tanta informação, tão pouca educação

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José Luís Nunes Martins, i-online 29 Dez 2012 Os homens de hoje são escravos da tecnologia, mais do que senhores dela Uma explosão de conhecimentos, detonada por volta do século XVII, parece ter atingido dimensões que ultrapassam os limites da imaginação nos últimos 25 anos. Todas as tradicionais áreas do conhecimento se têm expandido. Há cada vez mais especialistas, que por sua vez percebem que cada vez melhor que os saberes se entrecruzam. Num futuro muito próximo, talvez se retorne ao saber único. Mais profundo e rico do que até agora... ou isso, ou outro modelo tão genial quanto simples. A informação deve ser recolhida e armazenada. Depois, filtrada e organizada. Mas aqui reside um problema fundamental: ainda estamos a aprender a ver o imenso mar de dados. Andamos, mais ou menos, maravilhados com os prodígios da técnica, brincamos e fingimos não se tratar de nada de relevante. Quando, em boa verdade, nos cumpre adequar, tão rapidamente quanto possível, a nossa inteligência às ...