sexta-feira, 29 de julho de 2016

Fundação AIS junta quase centena e meia de pessoas numa inédita jornada de oração pelos cristãos perseguidos em plena praia alentejana

Quase centena e meia de pessoas reuniram-se ao fim da tarde da passada sexta-feira na Praia do Malhão, em Vila Nova de Milfontes, para uma iniciativa inédita da Fundação AIS: rezar pela paz e pelos Cristãos Perseguidos.

Esta iniciativa inseriu-se na campanha internacional “Seja a Misericórdia de Deus” que a Fundação Ajuda à Igreja que Sofre tem vindo a desenvolver desde Junho e que vai prolongar-se até Outubro com diversas actividades já agendadas de Norte a Sul do país.
Assumindo que “rezar pela paz e pelos Cristãos perseguidos é uma obra de misericórdia”, a Fundação AIS lançou o convite a todos os que se encontravam nesta praia da costa alentejana para rezarem o Terço lembrando em especial o sofrimento dos que vivem em países em guerra, como a Síria, Iraque ou Sudão do Sul, e o drama dos milhões de refugiados em todo o mundo.
Esta jornada de oração, que contou com a colaboração activa do “Presépio da Cidade”, do Patriarcado de Lisboa, procurou ser como que uma “ousadia” junto de todos os que habitualmente escolhem aquela praia como local de descanso.
Sofia Guedes, a principal dinamizadora do “Presépio da Cidade”, considerou esta iniciativa como um “sucesso”, até por se ter tratado de uma acção invulgar. “Temos de ser cristãos onde quer que estejamos”, diz. E acrescenta: “Não devemos ter vergonha nem medo de o assumir”.
De facto, quase centena e meia de cristãos, muitos deles frequentadores habituais da praia do Malhão há mais de duas décadas, aceitaram o repto da Fundação AIS e, “sem medo nem vergonha”, rezaram os Mistérios Dolorosos do Terço, lembrando a desventura de milhões de refugiados e desalojados em todo o mundo, assim como as vítimas do terrorismo e da guerra.
Sofia Guedes não tem dúvidas de que esta jornada de oração em plena praia alentejana foi “uma ousadia” que “ficará na memória” de todos os que a viveram ou presenciaram.
E muitos dos que se juntaram ao grupo que rezou pelos cristãos perseguidos eram jovens. Sofia Guedes destacou a importância desse facto. “Há muita gente nova que se esqueceu de rezar, ou então nunca foi motivada para isso e isto pode ser também um bom exemplo. É bom ter aqui imensa gente nova, pois isso faz com que as pessoas deixem de ter vergonha de rezar em público.”
Se a esmagadora maioria dos que participaram neste evento organizado pela Fundação AIS já se encontravam em férias pelas praias da região de Vila Nova de Milfontes, houve o caso de algumas pessoas que se fizeram à estrada propositadamente para rezarem o Terço. Rita Rego foi uma dessas pessoas e justificou a sua presença “pela importância do testemunho”.
Rita, que fez a viagem “de propósito, desde Lisboa, para chegar a horas do Terço”, faz parte, no entanto, dos que já frequentam a praia do Malhão há vários anos. Ela pertence até a um grupo de amigos que tem por hábito reunir-se em oração mesmo durante as férias. “Mas rezar o Terço em plena praia é a primeira vez”, admite. 
Esta jornada de oração inseriu-se na Campanha da Misericórdia – www.aismisericordia.org – que a Fundação AIS está a promover, a nível internacional, em resposta ao repto lançado pelo Papa Francisco, estando previstas ainda várias iniciativas de Norte a Sul do país.
É o caso da presença da Ajuda à Igreja que Sofre na Torre dos Clérigos, no Porto, nos dias 5, 6 e 7 de Agosto, em que se vai procurar sensibilizar os milhares de turistas que visitam aquele monumento nacional para a Campanha da Misericórdia e o drama dos Cristãos perseguidos no mundo, estando prevista a realização também de uma oração pela paz.
Mais tarde, nos dias 20 e 21 de Agosto, será a vez de Braga acolher a presença da Fundação AIS, no Santuário de São Bento da Porta Aberta.


Félix Lungu
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