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As cabeças do Quaresma

João Taborda da Gama DN 20160725  Duas imagens. Numa, o Quaresma com a cabeça do francês debaixo do braço esquerdo. O francês de cabeça baixa, sem perceber porque é que o português não o larga, porque lhe faz festas com a mão, para onde estão a ir, quando aquilo vai parar, o mundo inteiro a ver. Noutra, o Quaresma de cabeça baixa, braços apoiados sobre os lados da pia, enquanto um homem mais velho lhe despeja água na cabeça, inclinado, o mundo inteiro a ver. Tenho com a cabeça de Quaresma uma grande afinidade, partilhamos o mesmo barbeiro (Domingos Moska, hoje ao Parque das Nações, antes ao Lumiar), mas não é sobre isso. Uma semana separa a final do batizado, mas não é só uma semana que separa a final do batizado. O que terá levado Quaresma a batizar-se? Não faltarão especulações, conjeturas, racionalizações. O cumprimento de uma promessa pela vitória na final? Superstição? Um casamento pela igreja para breve? Talvez tenha sido um pouco de tudo isso, mas não apenas isso. Nã...

A Cândida e o António

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José Maria C.S. André Correio dos Açores, Verdadeiro Olhar, ABC Portuguese Canadian Newspaper, Spe Deus, 17-I-2016 Quando os jornais destes dias noticiaram a morte da Dra. Cândida Ventura, indómita lutadora «anti-fascista», lembrei-me do António. Durante muitos anos, a indómita lutadora defendeu coisas aberrantes, mas é justo lembrar esses excessos no seu contexto. Em Portugal, ainda não havia mecanismos eleitorais livres, de modo que quem queria mudanças sentia-se empurrado para a revolução armada. Pelo menos, assim reagiam alguns. Outros acomodavam-se, temendo que «fosse pior a amêndoa que o cianeto» – como dizia um conhecido meu, que gostava de citar provérbios e autores clássicos. A Dra. Cândida Ventura não era de se ficar. Alistou-se no Partido Comunista e trabalhou na clandestinidade para derrubar o Governo. Chegou a fazer parte do Comité Central. Foi parar à prisão, mas a saúde deteriorou-se, a polícia compadeceu-se e libertou-a antes do tempo previsto....

Quando uma astrofísica ateia se converte a Cristo: "Eu percebi que existe uma ordem no Universo"

Aleteia , 2015.08.18 Uma história turbulenta, que, entre estudos rígidos e sofrimentos profundos, chegou à plenitude em Jesus Repercutiu em sites de todo o planeta, recentemente, o testemunho de Sarah Salviander, pesquisadora do Departamento de Astronomia da Universidade do Texas e professora de Astrofísica na Universidade Southwestern. A incrível história da sua conversão a Cristo começa com os seus estudos científicos e culmina com a morte da filha. Vale a pena investir cinco minutos em ler o depoimento dela. "Eu nasci nos Estados Unidos e fui criada no Canadá. Meus pais eram ateus, embora preferissem se definir como ‘agnósticos’. Eles eram carinhosos e mantinham uma ótima conduta moral, mas a religião não teve papel nenhum na minha infância". "O Canadá já era um país pós-cristão. Olhando em retrospectiva, é incrível que, nos primeiros 25 anos da minha vida, eu só conheci três pessoas que se identificaram como cristãs. A minha visão do cristianismo era inten...

Excelente senhora

P. Gonçalo Portocarrero de Almada Observador, 20150711 Há uma característica especial da Dra. Maria de Jesus Barroso Soares  que merece ser destacada: a sua condição cristã Inúmeros depoimentos evocaram já a Dra. Maria de Jesus Barroso Soares, por ocasião do seu recente passamento. Muitos recordaram a actriz e declamadora, bastantes traçaram o perfil da fundadora e militante do Partido Socialista, quase todos sublinharam o seu empenhamento político e social, nomeadamente como presidente da Fundação Pro Dignitate e vencedora do prémio Fé e Liberdade, do Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica Portuguesa. Lembrada foi ainda na sua qualidade de mulher do ex-presidente da República, Dr. Mário Soares. Particularmente emotiva foi a homenagem que lhe prestaram os alunos e docentes do Colégio Moderno. Todos estes seus predicados ajudam a compreender a riqueza da sua polifacetada personalidade, mas não explicam suficientemente a excelência da sua pessoa, sobretudo n...

Sabe o que aconteceu com a menina desta famosa fotografia?

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O testemunho da menina de Saigon que se tornou símbolo dos horrores da Guerra do Vietnã AFP PHOTO / JIJI PRESS No dia 8 de junho de 1972, um avião bombardeou a aldeia de Trang Bang, no Vietnã do Sul, depois de o piloto confundir um grupo de civis com tropas inimigas. As bombas continham napalm, um combustível altamente inflamável que queimou e matou gravemente as pessoas em terra. A famosa imagem em branco e preto desse evento (foto acima), que imortaliza as crianças fugindo do povoado em chamas, ganhou o Prêmio Pulitzer e foi eleita pelo World Press como a Foto do Ano em 1972. Tornou-se símbolo dos horrores da Guerra do Vietnã, da crueldade de todas as guerras para as crianças e as vítimas civis. A protagonista da foto é uma menina de 9 anos que corre, nua e desesperada, pela estrada, depois de ter sua roupa toda queimada. Seu nome é Kim Phuc Phan Thi, e ela participava de uma cerimônia religios...

Retrato de um jovem que interrogou o mundo

Anabela Mota Ribeiro Público 07/04/2013  Cresceu no Lumiar, é filho do ex-ministro Jaime Gama e da professora Alda Taborda. Nunca teve um blusão de penas. Nenhum dos seus cinco filhos tem um blusão de penas. Acaso está frio para isso? Converteu-se ao catolicismo tarde. Discípulo de Saldanha Sanches, foi consultor de Cavaco Silva até há dois meses. Como integrar estes elementos aparentemente contraditó-rios? Ele poderia dizer como Santo Agostinho: "O amor é o meu peso. Onde eu for, ele me levará" Já a entrevista estava escrita quando saiu fumo branco da chaminé do Vaticano e o Papa Francisco pediu aos fiéis da Praça São Pedro (e do mundo) que rezassem por ele. "O novo Papa percebeu o coração dos tempos e faz-nos a proposta essencial do catolicismo: sair o mais longe possível de si e dos seus para junto dos pobres e dos que mais sofrem. Ser católico não é uma filosofia de spa, de tranquilidade zen. Ser católico é um impulso para ir, fazer e perdoar - agora", ...