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A mostrar mensagens com a etiqueta Escritor: Padre António Vieira

O amor é indivisível

A propriedade da quantidade é poder-se sempre dividir e a propriedade do amor é querer-se sempre dar todo. Pe. António Vieira

13 de Junho - Santo António

Pregava Santo António em Itália na cidade de Arimino, contra os hereges, que nela eram muitos; e como erros de entendimento são difíceis de arrancar, não só não fazia fruto o santo, mas chegou o povo a se levantar contra ele e faltou pouco para que lhe não tirassem a vida. Que faria neste caso o ânimo generoso do grande António? Sacudiria o pó dos sapatos, como Cristo aconselha em outro lugar? Mas António com os pés descalços não podia fazer esta protestação; e uns pés a que se não pegou nada da terra não tinham que sacudir. Que faria logo? Retirar-se-ia? Calar-se-ia? Dissimularia? Daria tempo ao tempo? Isso ensinaria porventura a prudência ou a covardia humana; mas o zelo da glória divina, que ardia naquele peito, não se rendeu a semelhantes partidos. Pois que fez? Mudou somente o púlpito e o auditório, mas não desistiu da doutrina." in Sermão de Santo António aos peixes, Capítulo I (Vos estis sal terrae) Pregado na cidade de São Luís do Maranhão no ano de 1654, pelo P...

Querer

Quem quer mais do que lhe convém, perde o que quer e o que tem. Padre António Vieira

Tempo

Não há poder maior no mundo que o do tempo: tudo sujeita, tudo muda, tudo acaba. Pe. António Vieira

Natividade de Nossa Senhora

O dia de hoje é dia de grande festa. Faz memória do nascimento de Nossa Senhora. É o seu dia de anos. Costumamos dizer lá em casa, porque também é um dia cheio de significado na história da nossa família , que há festa no céu. Nunca me canso de recomendar  este sermão em louvor de Nossa Senhora do Padre António Vieira

Frase do dia

Há homens que são como as velas; sacrificam-se queimando-se para dar luz aos outros Padre António Vieira (1608-1697)

Viva Vieira!

Miguel Esteves Cardoso Público 06/04/2013 Tal como Vasco Graça Moura, também eu saúdo, agradeço e aplaudo todos aqueles que nos vão dar, até Setembro do ano que vem, 30 volumes da obra de António Vieira. É a melhor notícia literária de sempre, apetece dizer. Parabéns também à Santa Casa da Misericórdia que faz tanto bem por quem passa mal: os 500 mil euros que ofereceu mostram que tem uma ideia larga, generosa e cultural do nosso bem-estar como portugueses. Pondo de parte os poetas, Vieira é o melhor escritor português. Não fica bem falar de prosa. Vieira não escrevia em versos, mas aquilo que escreveu, quando estava a escrever bem, faz dançar o nosso entendimento. As obras de Vieira - segundo as conheço até agora, parcialmente e à espera de serem ampliadas - são desiguais e inconsistentes. Os melhores sermões são obras-primas - e são muitos. Outros são cumprimentos de tarefas, sem um único brilho, como se preenchessem formulários escondidos. Passei um Verão da minha vida a...

Padre António Vieira - Obras Completas

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 Lançamento da obra completa do Padre António Vieira na aula Magna da Reitoria da Universidade de Lisboa hoje às 18:00 a cargo do Sr. Dom Manuel Clemente e do Prof. João Adolfo Hansen da Universidade de S. Paulo Obra monumental escrita ao abrigo do Acordo Ortográfico já deu azo a polémica pública. De um lado, Vasco Graça Moura qu e "saudando entusiasticamente a iniciativa", lamenta que tenha o grave problema de se "pautar pela norma ortográfica em vigor".; do outro, José Carlos Miranda, coordenador dos Textos Latinos um dos volumes das Obras completas que conclui o seu argumento assim. "A Obra Completa de Vieira ficará. Mas tanto o acordo como o desacordo passarão."

Nefelibata por nefelibata...

José Carlos de Miranda Público, 04/04/2013 É bem conhecido o denodo com que Vasco Graça Moura se tem oposto ao Acordo Ortográfico. Não nos surpreende pois que, no seu entender, os trinta volumes da edição da Obra Completa do Padre António Vieira, posto que "de saudar entusiasticamente" e apesar das "páginas notabilíssimas de introdução que já pôde ler", saiam "manchados" pelo "grave problema" de terem adoptado a respectiva norma (cfr. Público, 3.4.13). Como se pode inferir desta grafia ("adoptado" e "respectiva"), e com a ressalva de diversas medidas pessoais de "gravidade", até aqui, não lhe faltaria um ou outro subscritor entre os responsáveis por "este portentoso empreendimento". É natural que o lamente, ele e, com ele, alguns de nós que gostariam de uma língua portuguesa sem reformas ortográficas a brincar irresponsavelmente às transcrições fonéticas, um português com as marcas genéticas da mãe,...

Vieira queimado em..."esfinge"

Vasco Graça Moura Público, 03/04/2013 O padre António Vieira nunca foi "imperador da língua portuguesa". Essa é apenas uma das muitas mistificações engendradas por Fernando Pessoa, que nem sequer percebeu que a língua não é um império mas sim a principal base identitária de uma comunidade humana. De resto, se fosse realmente reconhecido como "imperador" e o seu império fosse deste mundo, a sua obra não poderia deixar de ser estudada, e muito a sério, nas nossas escolas... Vieira foi, sim, um dos maiores escritores de todos os tempos da nossa língua, num quadro barroco em que soube fazê-la extravasar dos cânones e dos códigos parenéticos, teológicos, humanitários, oratórios, retóricos, argumentativos, políticos, diplomáticos, epistolográficos, proféticos, sociais e tantos outros em que a utilizava, assim como foi um mestre na maneira e no virtuosismo com que tão destramente se servia dela (e a servia) para a interpretação literal, analógica, tropológica e ana...

Sermão de Quarta-Feira de Cinzas do Padre António Vieira

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Sermão do Nascimento da Mãe de Deus

O dia de hoje, dia da natividade de Nossa Senhora é um dia muito especial para a nossa família, como o é também para a grande família humana que tem Nossa Senhora por sua mãe. Quero, por isso, partilhar convosco este lindíssimo excerto do Sermão do Nascimento da Mãe de Deus do Padre António Vieira. Sermão do Nascimento da Mãe de Deus Padre António Vieira "Quereis saber quão feliz, quão alto é e quão digno de ser festejado o Nascimento de Maria?  Vede o para que nasceu.  Nasceu para que dEla nascesse Deus. (...) Perguntai aos enfermos para que nasce esta celestial Menina, dir-vos-ão que nasce para Senhora da Saúde; perguntai aos pobres, dirão que nasce para Senhora dos Remédios; perguntai aos desamparados, dirão que nasce para Senhora do Amparo; perguntai aos desconsolados, dirão que nasce para Senhora da Consolação; perguntai aos tristes, dirão que nasce para Senhora dos Prazeres; perguntai aos desesperados, dirão que nasce para Senhora da Esperança....