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Carta aberta à Ordem dos Psicólogos Portugueses

ROSÁRIO BOAVIDA   4.12.16  OBSERVADOR Não me parece crime usar a palavra “toxicodependente” para fazer ver aos pais que se deve acolher uma pessoa seja qual for a sua realidade: toxicodependente, homossexual, heterossexual, empresário... Exmºs Srs, Escrevo a propósito do comunicado da OPP “A propósito das declarações da Dr.ª Maria José Vilaça à revista ‘Família Cristã'”, do passado 13 de novembro. Após reflexão sobre a entrevista original, o esclarecimento da Drª Maria José e o vosso comunicado, estas são as considerações que desejo partilhar. Existem na nossa sociedade pais que, infelizmente, têm dificuldade em aceitar um filho homossexual. Parece-me óbvio que esta não aceitação não contribui para o bem-estar destes filhos – não é fácil não ser aceite pelos próprios pais, que são aqueles de quem esperamos uma aceitação incondicional. Até aqui, parece-me consensual. Não conheço de perto associações como a ILGA ou outras mais ou menos formais que se empe...

Pode um psicólogo ser católico?

JOÃO MIGUEL TAVARES           PÚBLICO  15/11/2016  Guardemos a mordaça e lembremos os ensinamentos do bom e velho Stuart Mill: nunca devemos impedir de falar as pessoas que acreditamos estarem erradas. Indignação da semana:  Maria José Vilaça,  psicóloga e responsável da Associação dos Psicólogos Católicos, disse nas páginas da revista  Família Cristã  que era possível aceitar um filho homossexual sem aceitar a homossexualidade. “Eu aceito o meu filho, amo-o se calhar até mais, porque sei que ele vive de uma forma que eu sei que não é natural e que o faz sofrer.” E acrescentou: “É como ter um filho toxicodependente, não vou dizer que é bom.” Esta frase provocou o habitual incêndio das redes sociais e dezenas de queixas na Ordem dos Psicólogos, que emitiu um comunicado onde recorda que nas suas intervenções públicas os psicólogos estão obrigados a “observar o princípio do rigor e da independência, abstendo-se de fazer ...

Esclarecimento de Maria José Vilaça

MARIA JOSÉ VILAÇA   FACEBOOK   12.11.16 Caros amigos, corre nas redes sociais um burburinho sobre uma entrevista que eu dei a revista Família Cristã sobre o tema Ideologia de Género. Dizem que comparei a homossexualidade à toxicodependência. Por conta disso está uma grande quantidade de pessoas animadamente a insultar-me das mais variadas formas. Partilho convosco o que tenho estado a responder aos que me enviaram mensagens privadas: "Leram o texto original? O que disse é que perante um filho que tem um comportamento com o qual os pais não concordam, devem na mesma acolhê-lo e amá-lo. A toxicodependência é apenas exemplo de comportamento que por vezes leva os pais a rejeitar o filho. Não é uma comparação sobre a homossexualidade mas sobre a atitude diante dela". Aliás a pergunta da jornalista que me entrevistou foi mesmo "O que diria a uns pais com um filho homossexual?"

Rapaz ou rapariga: uma escolha?

FAMÍLIA CRISTÃ            13.11.16 «Já sabem se é menino ou menina?», é a pergunta mais ouvida por casais à espera de bebé. O enxoval, o nome e o quarto do bebé são preparados a partir daí. Mais tarde, começarão as perguntas sobre as diferenças entre meninas e meninos. Agora imagine que não respondia ou que dizia: «Teres pipi não significa que sejas menina. Podes decidir mais tarde.» Diogo Costa Gonçalves é professor auxiliar da Faculdade de Direito de Lisboa. Em 2003, foi consultor da Conferência Episcopal para uma carta pastoral sobre a ideologia de género. À FAMÍLIA CRISTÃ faz questão de dizer que o termo não significa igualdade de direitos entre homens e mulheres. Então o que é? Diogo Costa Gonçalves explica tratar-se de uma estrutura de pensamento antropológica cuja característica fundamental é «entender a masculinidade e a feminilidade como produtos puramente culturais, sendo absolutamente indiferente a realidade genital ou cromossomática com ...