Um acto quê?
RAQUEL ABECASSIS RR 04.11.16 Que eu saiba ninguém deu mandato aos deputados para legislarem sobre eutanásia. O Bloco de Esquerda e o deputado José Manuel Pureza, sempre à frente do seu tempo, aproveitaram o debate orçamental para lançar o seu mais recente projecto lei, agora para a legalização do suicídio assistido e da eutanásia. Diz o deputado Pureza, com pura ingenuidade, ou puro desprezo pela classe médica, que estes actos agora propostos pelo BE devem ser despenalizados e considerados actos médicos. Sim, porque o deputado em causa, licenciado sabe-se lá em quê, acha que tem estatuto suficiente para alterar o código deontológico dessa classe menor e conservadora que são os médicos. Suponho que à expressão “GUARDAREI RESPEITO ABSOLUTO PELA VIDA HUMANA DESDE O INÍCIO, MESMO SOB AMEAÇA", contida no juramento de Hipócrates a que todos os médicos estão obrigados, o Bloco de Esquerda proponha um acrescento: “A NÃO SER QUE ISSO SEJA CONVENIENTE À AGENDA DE COSTUMES...