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A mostrar mensagens com a etiqueta Autor: Bernardo Castro

“Quid Veritas?”

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BERNARDO DO VALLE DE CASTRO     20.04.2018 Cara Catarina Marcelino, O meu nome é Bernardo do Valle de Castro, casado, pai de três filhos. Como a Catarina, quero ser feliz. Tenho tido a sorte de encontrar pessoas que me deram algumas ideias e, seguindo-as, posso dizer-lhe - reconhecendo o privilégio - que tenho sido profundamente feliz. Não tenho a certeza de muitas coisas, mas vivendo de certa forma, o tempo tem confirmado que alguns caminhos que arrisco percorrer me deixam verdadeiramente feliz.  Tenho tido a experiência de que há coisas assim na vida: só arriscando vivê-las profundamente as conhecemos bem. Tão bem que essa experiência nos dá a certeza acerca delas. Através dessa experiência, vivida no tempo, posso dizer, sem qualquer pretensão, que conheço a verdade em relação a alguns assuntos. Gostava de partilhar consigo algumas ideias acerca das questões que tem defendido, particularmente nas relativas ao género. Possivelmente não concor...

Carta aberta ao Canal Panda

BERNARDO VALLE DE  CASTRO    10.12.16 Exmo. Sr. Dr. Pedro Mota Carmo, CEO da Dreamia,  Produtora dos canais temáticos Panda e Panda Biggs Caro Pedro, (Desculpe o tratamento pelo primeiro nome, não o tome como falta de respeito. Não é. Se um dia me responder a este e-mail, terei todo o gosto em ser tratado apenas como Bernardo.) O meu nome é Bernardo do Valle de Castro, tenho 34 anos, casado e pai de três filhos. Muitas vezes vou a casa de amigos e, para poder estar à conversa com eles, os filhos deles ficam a ver televisão. É um alívio, um sossego! Sempre que passo os olhos pelos bonecos que estão a dar, no entanto, dá-me aquela sensação de nostalgia: “Os desenhos animados que eu via em pequeno é que eram bons! Desenhos bem-feitos, histórias calmas, giras.”. Mas enfim, como não sou dado a nostalgias, não me interesso em continuo à conversa. Uma vez por outra, quando tenho um bocadinho mais de paciência, fico a ver um bo...

Carta aos amigos do Bloco de Esquerda

Caros amigos, Sim, amigos. Bem sei que ainda vamos no início, mas explico já esta primeira parte: considero amigos aqueles a quem quero o bem. E, sinceramente, quero-vos bem. Não ponho a hipótese de, como eu, vocês não procurarem a vossa felicidade; não ponho a hipótese de vocês não quererem o bem para os vossos filhos, exactamente como eu quero o bem para os meus. Naquilo que é o essencial da vida, nós somos iguais, irmãos, os mesmos. Temos o mesmo coração, o mesmo mais profundo desejo pulsa-nos exactamente com a mesma intensidade. Além disto, vocês ajudam-me, como cristão, a tentar e a querer ser melhor todos os dias, porque a vossa postura, as vossas ideias – completamente opostas às minhas, na maioria das vezes – ajudam-me a querer afirmar mais seriamente as minhas, a querer viver mais abertamente as minhas. Se eu considero, experimento e verifico que viver de certa forma me deixa profundamente feliz, inteiramente realizado, então ver, através dos vossos cartazes,...

Nova Ordem Mundial

Bernardo Castro A geração dos trinta é com alguma probabilidade a última herdeira de um legado de cerca de dois mil anos – a Civilização Ocidental como a conhecemos até hoje. O conjunto de valores morais e éticos, as normas sociais, as tradições, as crenças, o valor e a dignidade da pessoa, a verdade e o bem como certezas acessíveis a quem se quer guiar por eixos de conduta seguros, tudo isso tem mudado drasticamente no espaço de uma geração. É certo que esta alteração civilizacional vem sendo preconizada desde há mais de um século, mas nos últimos cerca de quarenta anos tem havido uma urgência voraz de mudança de padrões que, com toda a eficácia, tem alterado tudo o que até agora considerámos como adquirido. Tal tem sido a rapidez e a habilidade com que as mudanças se têm vindo a fazer, que o mais que quem não concorda com elas tem feito para as contrariar são alguns documentos e iniciativas tentatívicas de travar esta marcha arrebatadora. De todas as transformações a que ...

Participação dos leitores Povo

A co-adopção levou vários amigos do Povo a pensar e escrever argumentos. É um resultado positivo e imprevisto. Positivo porque nos ajuda a fazer crescer uma consciência crítica comum. Parabéns ao Bernardo Castro pela sua Co-argumentação Acerca do Crivelligate" recebi este comentário de um amigo leitor do Povo que me parece útil divulgar " o problema é que o quadro foi vendido pelos proprietários, a Pais do Amaral, por um preço "módico" (não se sabe quanto) uma vez que esta obra estava classificada como não podendo sair de Portugal e isso baixava imenso o seu preço. Uma coisa era ter compradores do mundo inteiro; outra é ter apenas os de Portugal. Depois de vendido o quadro, Francisco José Viegas retirou-o da lista dos quadros proibidos de sair de Portugal o que permitiu a Pais do Amaral ganhar imenso dinheiro vendendo-o em França, apenas com essa media administrativa. Além do mais, o quadro poderia ter sido comprado barato à família (que o sugeriu ao Estado) e ...

Co-Argumentação

Bernardo Castro Vêm da "Retórica" de Aristóteles, os ensinamentos acerca do modo como devemos argumentar sobre qualquer assunto. Naquela obra, diz-nos o autor clássico: Os argumentos convincentes fornecidos através do discurso são de três espécies: 1) Alguns fundam-se no carácter de quem fala - ethos; 2) alguns, na condição de quem ouve - pathos; 3) alguns, no próprio discurso, através da prova ou aparência de prova - logos. Nos assuntos mais tipicamente controversos – aborto, casamento de pessoas do mesmo sexo, adopção por pessoas do mesmo sexo, eutanásia, etc…, são normalmente invocados dois destes tipos de argumentação: - Ethos – trata-se do comum "puxar dos galões", da autoridade de uma pessoa ou entidade reconhecida – "O Tribunal Europeu dos Direitos do Homem já condenou a Áustria por não adoptar a co-adopção. Temos que seguir esta jurisprudência, sob pena de ficarmos atrasados"; ou "Nos países A, B C e D isto já se faz há muito tempo...