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A mostrar mensagens com a etiqueta Autor: Sofia Guedes

Uma oportunidade “para falar de Jesus”

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VOZ DA VERDADE    15.12.2019 A comemorar a 20.ª edição, o Presépio na Cidade mantém o objetivo inicial: “Falar de Jesus, da Igreja, deste Deus que é um Deus de todos os tempos e que faz história connosco”. Ao Jornal VOZ DA VERDADE, a responsável do projeto, Sofia Nobre Guedes, lembra algumas das histórias que, devido a esta presença na cidade de Lisboa, mudaram vidas. “É a humanidade que vai passando por aqui”. Podemos estar a falar no T0 mais valioso da cidade. Fica no Chiado, em pleno coração de Lisboa, e é “uma casa” com 9m2, onde cabem todos. “É a humanidade que vai passando por aqui”, descreve Sofia Nobre Guedes, fundadora e responsável pela iniciativa Presépio na Cidade, que este ano assinala as 20 edições. Ao Jornal VOZ DA VERDADE, Sofia conta como a presença deste presépio, na muito movimentada Rua Garrett, não tem passado despercebido. “As pessoas ficam surpreendidas com este presépio e, mais recentemente, com a figura do Papa Francisco e dos Pastorinhos ...

O dia mundial do doente e o erro da eutanásia

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SOFIA ALMEIDA COSTA GUEDES    FACEBOOOK  11.02.2018 Hoje dia 11 de Fevereiro de 2018, gostava de lembrar algumas pessoas que na sua doença me abriram novos horizontes de humanidade. Conheci a Toninha, no ano 2001, numa das várias visitas que fiz no contexto do Presépio na Cidade. Foi no Hospital de São José, quando uma voluntária me pediu para ir junto de uma senhora com 57 anos que estava há 13 anos deitada numa cama, ligado à todas as máquinas possíveis, completamente imóvel, apenas a cabeça movia-se um pouco, mas a sua razão, clareza, memória eram de tal maneira claras que pareciam fazer-nos ultrapassar a sua tão débil condição. Era como podemos imaginar uma pessoa revoltada, zangada, com uma enorme vontade de denunciar coisas terríveis que tinha sofrido, sobretudo quando não conseguia falar. Rejeitava a hipocrisia e por isso foram raras as pessoas que com ela conseguiram um relação. Mas comigo, alguma coisa aconteceu que depois de me gabar uma camisola q...

Quando aquele que "dorme" cria humanidade

SOFIA COSTA GUEDES   FACEBOOK.COM  12.06.17 Ca estou eu a falar do meu irmão Fernando, ou antes do que ele tem feito e tanta gente. É difícil dar notícias concretas dele, porque um dia está aparentemente a dormir e no outro está acordado e consegue conversar connosco. Em todas as situações há sempre algo a aprender com ele e dele. Então, o que gostava de expressar é quando ontem ele "dormia".  Estávamos junto dele no Hospital, eu e o filho Fernandinho, que é outro de quem tenho aprendido. Enquanto conversávamos o filho ia dando festas na testa do pai, com uma enorme serenidade e sem se cansar. E assim estivemos umas horas. A certa altura, nessa conversa, longe dos telemóveis, da televisão, o filho disse-me uma coisa que não me esquecerei jamais: "Tia, estou tranquilo e confiante, não sei que mais o pai vai passar, mas sei que tive e tenho todo este tempo para lhe dizer que o amo, muito! Que agradeço me ter dado mimo em pequeno, ter cuidado de mim. Sinto que a...

Eu acho! A propósito da eutanásia do jovem de 17 anos na Bélgica

Sofia Guedes, Facebook , 20160918 Hoje, neste Sec. XXI, decide-se pelo "eu acho". O verbo achar, também já não significa o que de verdade deveria significar. Achar é procurar a razão. É fundamentar com profundidade. E pelos vistos não ê o que acontece. Em nome de uma falsa compaixão, mata-se. A ciência já nem precisa de "achar" meios para aliviar a dor. O coração do homem não precisa de amar sofrendo com o outro, dando-lhe sempre uma razão para viver.  Hoje sabemos que existem muitos meios para aliviar a dor, sem para isso ter que dizer à pessoa que sofre: "olha, o melhor é morreres, eu mato-te ou mando-te matar!", claro isto sempre com uma linguagem cheia de "paninhos quentes". Devíamos ter vergonha de nos assumirmos uma geração de cobardes, insensíveis, egoístas, irracionais. Eu não alinho neste fútil "achar" e por isso não "acho" porque já me decidi e no próximo domingo dia 25 e no domingo dia 2 de Outubro, est...

Ser feliz é dar-se!

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Sofia Costa Guedes, Facebook , 20160911 Hoje, Domingo, quando estava a fazer a minha caminhada habitual, mesmo à beira do Atlântico, reparei num cena que me interpelou profundamente e quase me deu a resposta para o sentido da vida! Estavam um pai e os seus dois filhos à pesca. Percebi que o pai ensinava com muita calma e paciência, dando atenção ora a um ora o outro. Depois afastava-se um pouco e observava enquanto preparava um outra  coisa. O dia está lindo, e o mar parece que respira, com as ondas a crescerem ao aproximarem-se da terra onde se vão desfazer. É neste ir e vir, neste crescer e morrer que a vida acontece. Desde sempre ouvi a frase “ mais do que lhe dar o peixe, é ensina-lo a pescar”. E sempre achei uma frase bonita, com sentido. Mas hoje que vi ao vivo esta afirmação, fui ainda mais longe... Percebi que o sentido da vida, é o que passamos aos outros, o que ensinamos, ou o que nos é ensinado. Não em termos intelectuais, mas a sabedoria da vida corrente, aquela...

CRÔNICAS DUMA MISSÃO NO MÉDIO ORIENTE...

Sofia Costa Guedes 2016.02.08 Estou num avião a sobrevoar o deserto da Arábia Saudita, depois de ter estado 4 dias no Médio Oriente, nos Emirados Árabes Unidos, onde fui experimentar o que é viver numa comunidade cristã católica, nesse lugar onde aparentemente parece impossível  viver a fé! Já falei disto, mas preciso falar mais... Ao olhar o deserto senti dentro de mim as pegadas de Deus! Aquelas pegadas que tantas vezes cantamos e rezamos, como um sonho... São pegadas tão fortes, tão evidentes que me acordaram, e me fizeram escrever estas linhas. São aquelas pegadas que só reconhecemos, quando nos dispomos a caminhar com Ele. Posso dizer com humildade que foi isso que me trouxe aqui!  Quero muito estar perto de Deus, de Jesus, do Espírito  Santo.  Estou certa de que foi Ele que mandou   percorrer tantos quilómetros, sobre o deserto, sobre o mar... Porque precisava de  sair do meu lugar.... E fé-lo duma forma tão suave... Convidou...

Eu vi o Presepio.... Na Cidade

Sofia Guedes Um Presepio muito simples, muito discreto, muito pobre... Foi este o Presepio que eu vi na Cidade! Quando entrei há 15 anos, não quis mais sair de lá! Entrar neste presepio lembra-me a passagem pela porta estreita.... No primeiro momento não apetece entrar, dá trabalhou subir o degrau, faz frio, é incômodo, falta espaço, temos vergonha .....mas esse é mesmo o que nos é  proposto entrar.... para então percebermos o que está do lado de lá... Este Presepio tem vida. Lá dentro conhece-se Aquele que veio para nos dar a vida. Lá conhecem -se bem aventurados.... Lá confirmamos o quanto é a misericórdia de Deus para connosco.... Lá dentro tocamos o nosso coração, porque nos vemos "despedidos" diante de Deus e reconhecemos  como andamos escondidos... Não vi País Natais, não reparei em luzes artificiais, não entrei em lojas, não me cansei! Descansei nesse frio, nesse incomodo, nesse pouco espaço, e subi esse degrau que tento fazer em cada ano.... E agora, neste ...

O Presépio na Cidade e no Mundo

Sofia Costa Guedes Nunca como hoje o Presépio na Cidade é fundamental na nossa cidade para dar a conhecer claramente  aos homens, mulheres e crianças,  a maior e mais bela mensagem de Deus ao mundo e  que é:  “Todos os homens verão a salvação de Deus” (Lc2,6) . Portugal, este país à beira mar plantado,  tem no seu coração, na sua identidade a marca da Cruz e Ressurreição de Cristo.  Aqui há muitas igrejas, famílias e lugares, mãos que não se cansam de dedilhar ,  Pai-Nossos, Ave- Marias e Glórias. Aguentamos terramotos, “invasões”, revoluções,  Governos comunistas, ideologias anti-humanas, leis terríveis, mas somos sustentados por “muitos”, que sendo poucos sustentam a dignidade de um povo.  Sabemos Quem já venceu, mas também sabemos que o sofrimento, a dor e injustiça fazem parte do ser humano e embora portugueses, somos humanos. O terrorismo e todas as formas de guerra são atentados contra o homem . E em Portugal particularment...

A vida é Bela!

Sofia Guedes,   Facebook , 2015.06.18 Foi ontem que celebramos os 60 anos de um grande amigo, o Pedro Aguiar Pinto, o “pai” do POVO - Jornal de Boas noticias. Acredito verdadeiramente que a nossa felicidade está quando vemos a felicidade dos outros. O nosso tesouro interior constrói-se a partir do horizonte exterior, com as imagens, as vozes, os cheiros que vamos prestando atenção. Tudo nos pode falar e atrair para o Amor de Deus. Passo a passo descobrimos que Ele nos fala no coração, na nossa alma e assim podemos “perfeitamente compreender, com todos os santos, qual seja a largura, e o comprimento, e a altura, e a profundidade desse Amor" (Efésios 3:17,18). Se soubermos olhar para o Belo, ocuparemos a alma de Belo. Se soubermos desejar e acolher o Bem, a nossa alma torna-se boa. Se soubermos escolher ver o que de verdade importa, a nossa alma não descansa enquanto não a encontrar... a felicidade. A vida do Pedro e da sua família, são um daqueles modelos que tem tod...

A Igreja no Mundo e o Mundo na Igreja

Sofia Guedes, 2014.12.03 Estou no  Abu Dabi, nos Emirados Árabes Unidos   Vim visitar uma amiga americana, neta da famosa índia "Pacahontas", que é secretaria da Conferência Episcopal dos países Árabes. Conhecemo-nos no encontro promovido pelo Vaticano, "Evangelli Gaudium" no passado mês de Setembro no Vaticano, que contou com a presença do Papa Francisco. Foi claramente o Espírito Santo que nos fez sentar lado a lado, entre as 2 mil pessoas que participaram. Foi  a chamada amizade à primeira vista. Descobrimos que tínhamos muita coisa em comum, e após 3 dias de intensa reflexão sobre como podemos dar a conhecer este Jesus a tantos e tantos que não o conhecem, veio à conversa o Presépio na Cidade, como uma pequena forma de o fazer. Expliquei-lhe o que fazíamos, como fazíamos e porque fazíamos. Ficou entusiamadíssima e desafiou-me a vir apresentá-lo aqui em Abu Dabi. Foram 3 dias de amizade que pareceram sempre ter havido entre nós! Entretanto fomos mante...

A beleza da vida...

Sofia Guedes, 2014.10.19 Passaram duas semanas sobre a Caminhada pela Vida, o que nela foi proposto e 30 anos sobre a primeira vez que se legalizou o aborto em Portugal. Foi em 1984 que se abriu, escancarou a porta à cultura de morte sem que ninguém estivesse preparado para se defender. Foi como que uma invasão de gás anestesiante que limpou a consciência humana. Um inimigo camuflado, mas muito claro no seu propósito, destruir a humanidade! Mas mais do que falar do horror que tem sido esta guerra, com milhares e milhares de vitimas, quero exprimir um sentimento muito profundo e verdadeiro, que passa também pela razão e que descreve a beleza da vida. Estou envolvida neste combate desde 1997, e embora tenha chegado atrasada, comecei cheia de certeza de que este é o meu combate. E desde esse tempo que sempre me impressionou, evitar-se falar destas formas legais de se matar uma vida caso se detetasse alguma má formação (entre as outras possibilidades, lei 6/84)). Lemb...

Hoje, "Defender o Futuro" dos erros do passado

Sofia Guedes 16 de Março de 2012 Hoje, dia 16 de Março de 2012, em Lisboa,  numa bonita sala de Associação Comercial de Lisboa, deu-se o encontro que talvez mereça ser considerado um dos mais importantes acontecimentos deste ano e não sei mesmo se de  anosanteriores.  O II Congresso da Federação Portuguesa pela Vida, com o tema : “Defender o Futuro”.  Quem assistiu, ouviu e viu o que ali se lembrou ficará com esta mesma certeza.  Mas, e para além daquelas 150 pessoas, onde estavam as outras milhares? Milhões de portugueses?  Como é possível que  se continue indiferente a esta Verdade tão nítida:  a sociedade portuguesa está profundamente doente!!!  Das 14h30 até às 19h30, ouvimos falar das consequências terríveis que as leis “fraturantes” têm causado ao nosso país, à nossa sociedade.  Como é possível que não estivesse gente de todos os quadrantes das áreas: da saúde, da bioética, do direito, da política, da economia, da educa...

Ser humano, quem és?

Ser humano, quem és? ( a propósito das barrigas de aluguer) Ontem dia 19 de Janeiro de 2012, estive com um grupo de mais 3 amigos, a assistir silenciosamente nas galerias da Assembleia da República à apresentação dos projectos lei para as “Barrigas de Aluguer”. Enquanto o resto das bancadas tinham muitas pessoas ligadas aos movimentos de lésbicas, gays, etc, nós éramos aqueles 3...    Foram quatro horas de silêncio, de paciência de compaixão, mas de uma profunda tristeza e preocupação por estar a assistir mais uma vez ao espectáculo decadente, deprimente e desumano. Essas quatro horas, deram-me a possibilidade de olhar de cima.  Lembrei-me então que ainda mais acima, está Aquele que nos deu vida.  Aquele que um dia foi derramado pelo Baptismo à maior parte daqueles que ali estão sentados a desenhar uma estratégia, minuciosa e incisiva para dar cabo do ser humano. É uma operação cirurgicamente pensada, com o objectivo de retirar “sem dor” a alma ao ser huma...