Famille Chretienne| 17/11/2015 | Numéro 1975 | Par Fabrice Hadjadj Tínhamos perdido a guerra. Não estou a falar de um insucesso. Pelo contrário, habituámo-nos a dormitaar no conforto e nos sucessos, até uma doença, um acidente, um fait divers, um mal, sem luta nem inimigo, nos levarem como um computador que pára , a uma falta de significado muito aquém do absurdo. Tínhamos amolecido, tínhamos perdido toda a virilidade, reduzidos ao estado de crianças mimadas a fazer a sua birra, de maníacos pelo cardio-training, de alheados consumidores de pornografia. Queríamos, não a paz que fazemos, mas a que nos enfiam, sem sequer nos importarmos com o preço das devastações, dos «danos colaterais». Mas «a paz é obra de justiça», diz Isaías, e é normal , quando se recusa este combate pela justiça, que a nossa paz aparente nos salte à cara. E eis que deambular pelas ruas deixou de ser normal, como para pessoas blasés que se passeiam. A guerra ultrapassou-nos. Dentro da ordem do acordar,...