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"Un monde en transformation interpelle toute l’Église."

CONFERÊNCIA DO PROF. FABRICE HADJAJ NO III CONGRESSO DOS MOVIMENTOS ECLESIAIS E NOVAS COMUNIDADES A 20 DE NOVEMBRO, 2014   Hadjadj_20Nov2014 by papinto on Scribd

Os sete sinais do nosso tempo, segundo Hadjadj: devemos recordar «as primeiras evidências»

http://www.religionenlibertad.com/ “Nuestro mundo es cada vez más el de la desencarnación. Nos hallamos en la  época del  in vitro veritas , sea el cristal de las pantallas o el vidrio de las probetas”, afirma  Fabrice Hadjadj  (Nanterre, Francia, 1971),  filósofo y escritor  de ascendencia judía y  católico converso  desde 1998. Hadjadj, que dirige el Instituto Europeo de Estudios Antropológicos Philanthropos de Friburgo, considera que, en la actualidad, “la misión más espiritual es  volver a descubrir la carne , desarrollar –como decía Juan Pablo II– una verdadera teología del sexo y, sobre todo, una  teología de la mujer y de la maternidad ”. El pensador francés señala que “los apóstoles ya no deben limitarse a hacer milagros, sino que deben  recordar las evidencias primeras : que la mujer es mujer y el hombre es hombre; que el matrimonio es entre un hombre y una mujer; que las vacas no son carnívoras; que  lo natura...

Fabrice Hadjadj : «É preciso empunhar a espada para difundir o Reino do amor»

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Famille Chretienne| 17/11/2015 | Numéro 1975 | Par Fabrice Hadjadj Tínhamos perdido a guerra. Não estou a falar de um insucesso. Pelo contrário, habituámo-nos a dormitaar no conforto e nos sucessos, até uma doença, um acidente, um fait divers, um mal, sem luta nem inimigo, nos levarem como um computador que pára , a uma falta de significado muito aquém do absurdo.  Tínhamos amolecido, tínhamos perdido toda a virilidade, reduzidos ao estado de crianças mimadas a fazer a sua birra, de maníacos pelo cardio-training, de alheados consumidores de pornografia. Queríamos, não a paz que fazemos, mas a que nos enfiam, sem sequer nos importarmos com o preço das devastações, dos «danos colaterais». Mas «a paz é obra de justiça», diz Isaías, e é normal , quando se recusa este combate pela justiça, que a nossa paz aparente nos salte à cara. E eis que deambular pelas ruas deixou de ser normal, como para pessoas blasés que se passeiam. A guerra ultrapassou-nos. Dentro da ordem do acordar,...

Novo alento

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Anteontem, na sessão de encerramento do Meeting Lisboa conheci o Miguel Araújo, fundador dos Azeitonas. Despertou-me a atenção o facto de procurar nas suas letras cantar a normalidade, o português médio, o José Faria dos Santos. Porém, o que o intrigava era como é que no meio desta banalidade geral todos encontravam como  que por feitiço, sempre um novo alento .  Ontem, ao ler o  artigo do José Manuel Fernandes no Observador  dei-me conta que, na sessão de sábado da manhã em que tinha participado, lhe tinham perguntado "se sabia explicar o contraste entre o país… onde muita gente andava a tentar dar a volta à vida e muitas empresas estavam a reinventar-se para voltarem a crescer, e o país … todos os dias retratado na generalidade da comunicação social, um país sempre a anunciar a catástrofe iminente ou a lamentar mais uma desgraça". O debate que daqui resultou, diz José Manuel Fernandes, "alterou o estado de espírito algo sombrio com que entrara naquela enorme ten...

A ESPERANÇA CONFIA, A PACIÊNCIA DESAFIA

José Luís Nunes Martins,  Facebook , 2015.03.29 A esperança é a confiança no desejo de que um bem futuro se realizará. A paciência é a capacidade de sofrermos os fracassos e os males da existência, sem deixarmos de esperar. A esperança confia no bem, a paciência desafia o mal. A vida de cada um de nós está cheia de promessas. Quase sempre é preciso esperar. Por vezes, muito. E se há promessas que são meras ilusões, outras serão realidade mas apenas para quem as souber esperar. Quem é paciente suporta as imperfeições, as suas, as dos outros e as do mundo… sem grandes queixas. A paciência é uma coragem que, sem pressas ou inquietações, se faz maior do que os desesperos e as angústias. Esperança e paciência são escolhas. Não se nasce assim. A esperança põe-se sempre em algo que não depende apenas da vontade de quem espera, mas de um conjunto alargado de circunstâncias e vontades alheias. Daí que a humildade seja essencial, no sentido de compreender que muito é o que nos...

A loucura da paciência

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J osé Luís Nunes Martins ionline 6 Dez 2014 - 08:00 A impaciência torna impossível a construção de algo que permaneça para além dos sonhos do momento. Só a esperança, quando aliada à paciência, constrói o que permanece Nos sonhos, quase nunca se espera. No mundo irreal, os desejos e vontades concretizam-se de forma quase imediata. Na vida do dia-a-dia, a paciência é essencial a quem pretende alcançar algo de bom. Temos de ter a coragem da esperança, contra a qual podem sempre pouco as maldades do mundo e dos outros, bem como as angústias e os desesperos do nosso coração. Esperar é uma espécie de oração. Um acreditar que se estende no tempo e se renova, vezes sem conta. Uma construção gota a gota. O que é bom… conquista-se.  Há um tempo para tudo e para cada coisa. Para lançar as sementes, depois para esperar, a seguir para colher. Depois, esperar um pouco mais e semear. Esperar. Colher. Esperar. Semear… A impaciência torna impossível a construção de algo que perma...

À espera com esperança

É diferente a espera e a esperança. Se estou à espera do comboio que não chega, digo a mim mesmo: "tem paciência, espera". Mas também oiço uma voz cá dentro que diz: "tem esperança"; isto é, mesmo que o comboio não chegue podes crescer com esta situação, podes tirar partido dela e até inventar outra saída. A espera é de coisas materiais. A esperança abre horizontes e dá sentido ao que nos acontece. Vasco P. Magalhães, sj   NÃO HÁ SOLUÇÕES, HÁ CAMINHOS Edições Tenacitas |  www.tenacitas.pt  |  http://www.facebook.com/ edicoes.tenacitas

Perde-Ganha

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Pe. Gonçalo Portocarrero de Almada ionline 2014.07.12 Foi com grande desgosto que os brasileiros assistiram à derrota da sua selecção de futebol, arredando-a definitivamente do tão cobiçado título de campeão mundial. Antes, o mesmo tinha acontecido já à equipa nacional. Sabia-se que eram remotas as possibilidades do plantel das quinas, por mais que se enfatuasse a presença do melhor jogador do mundo, ou se recordassem as remotas glórias dos magriços. Mas parecia plausível que o país anfitrião do campeonato chegasse à final. Por isso, quando frente à implacável esquadra teutónica,  a selecção canarinha implodiu, foi como se a nação brasileira ficasse mortalmente ferida no seu orgulho nacional. Portugal e o Brasil, bem como as formações de muitas outras nações, não conseguiram vencer, o que não é dramático. Mas sê-lo-ia se também não soubessem perder. O desporto, como a vida, não é feito apenas de retumbantes êxitos, nem tão-só de apocalípticos desastres. Ser homem, em todos ...

A Fé - Fundamento da Esperança

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Como a fé atrai o futuro para dentro do presente

Pe. José Manuel Ferreira, in Ad te levavi , 2013-08-11 No XIX Domingo do tempo Comum, no «Ano C»,  lê-se, na 2ª leitura, uma passagem do Capítulo 11 da Epístola aos Hebreus, que começa assim, segundo a versão do Leccionário em uso em Portugal: " Irmãos: A fé é a garantia dos bens que se esperam e a certeza das realidades que não se vêem " (v. 1). É de notar que se lê a seguir o v. 2, e depois se passa logo para o v. 8, que fala de Abraão.  Ao omitir esses  5 versículos em falta, perdem-se afirmações importantes, como esta: " Ora, sem fé é impossível agradar a Deus; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que Ele existe, e que recompensa os que O procuram " (v. 6). Este versículo, bem como os restantes versículos que foram omitidos na versão litúrgica (talvez para não alongar a leitura) são citados e brevemente comentados pelo Papa Francisco, na Encíclica Lumen Fidei : "A Carta aos Hebreus fala-nos do testemunho dos justos qu...

O factor desespero

João César das Neves DN 2013-06-10 Compreender a reacção dos portugueses na terrível crise é tema de inúmeros debates. Surpreende muitos o facto de, apesar dos pronunciamentos incendiários de políticos e activistas, as populações se manterem serenas. Muitos invocam brandos costumes, comodismo e outros disparates. No entanto o facto é fácil de explicar se abandonarmos a cegueira ideológica e olharmos para a realidade. O elemento central é que os protestos nada resolvem face à inevitabilidade da dívida e tumultos só agravariam a situação. Quando é mesmo preciso cortar, resmungar só estraga. Os militantes fingem ter impacto com a sua fúria, mas mal escondem a própria irrelevância. Existe porém uma discrepância profunda de atitude entre elites e eleitores que surpreendentemente anda alheia à discussão. Como os nossos analistas nunca sobem acima da poeira, perdem de vista o elemento espiritual, sem sequer notar a omissão. O ser humano participa de um profundo drama existencial. N...

Sábado Santo: vivendo no limiar

29 de Março de 2013 Bruce Epperly http://www.patheos.com/blogs/livingaholyadventure/ Sábado Santo é um dia em que nada acontece, nada é garantido e nada se espera. É o dia em que Jesus está morto no túmulo, é um dia enquadrado pela angústia de Sexta-Feira Santa e a celebração da Páscoa. Sábado Santo é um dia entre, um tempo entre o desespero e a esperança quer para os primeiros discípulos de Jesus quer para nós. É claro que nenhum dos discípulos de Jesus esperava a ressurreição. Talvez imaginassem uma restauração divina no fim da história, mas não no meio do tempo. Jesus estava morto e teriam que esperar a revelação do Reino de Deus para o encontrarem outra vez. Sábado Santo é o abismo: é a experiência da negação, se o nada pode ser experimentado, o abismo sem imagens do não conhecer, o vale de lágrimas sem esperança de cura. No Sábado Santo não há garantias de que a vida será melhor, que a doença será curadas, que a criança perdida volte a casa, que a esperança regresse ...

"In hoc signo vinces" - Por este sinal conquistarás

A verdadeira esperança  não é um estado de alma. Ninguém acorda com essa tendência. Não é uma fezada, nem uma aposta de roleta russa. A esperança é a rigorosa substância daquilo que somos e em que acreditamos. A certeza de que a verdade, o bem e a justiça irão acontecer, mesmo quando todos os sinais – grandes e pequenos, próximos e longínquos – são maus, duros e adversos. Ter esperança  de que Portugal e os Portugueses vencerão juntos a actual crise não é uma mera hipótese de resultado incerto. Porque contra toda a aparência formal, o ser, a pessoa e a vida já venceram todo o erro e todo o mal. Filho de todas as promessas, gloriosa Terra de Santa Maria, porto de partida, nunca cais de chegada, aqui e agora, na sombra esparsa e difusa de todas as vitórias falhadas, Portugal renascerá pela força do Espírito. E será Portuguesa a definitiva resposta que há-de abater e ultrapassar toda a decadência moral e civilizacional a que foi agrilhoada a grande Europa (e o l...

Pode haver esperança depois dos tempos sombrios?

Público 2012-10-26 José Manuel Fernandes Estamos num tempo em que o relógio da História começou a rodar ao contrário e não sabemos como lidar com as novas realidades Há dias em que uma pessoa nem acredita no que ouve. Então não é que Jorge Sampaio, numa das muitas entrevistas que deu a propósito do lançamento da sua biografia, decidiu considerar que a sua inoportuna e lamentável frase sobre haver vida para além do défice era hoje mais actual do que nunca? Compreende-se que uma adolescente como a que beijou o polícia no 15 de Setembro faça declarações a lamentar a existência de dinheiro, escusando-se a explicar, por exemplo, sobre que critério seguiria para trocar laranjas por umas sandálias novas. Já se compreende pior que um antigo Presidente da República insista numa boutade politicamente explosiva que muito ajudou a estragar o debate político e a permitir que nos enfiassem no poço negro onde hoje desesperamos. Bem sei que é de bom tom, em certos sectores da esquerda lunática...

Do infinito valor da esperança

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José Luís Nunes   Martins , i-online  21 Jul 2012 ·          Só quem acredita no quase impossível sabe viver. A existência humana quando autêntica paira no intervalo estreito entre a fé e o desgosto, sempre com poucas certezas e muitas dúvidas. A esperança resulta de um acordo entre o pensar e o sentir. Um equilíbrio harmonioso entre a pureza da emoção pura e a lógica da certeza. É a suave esperança de quem acredita num eu melhor, e num mundo   mais   belo, que insufla a vida... Não são os repentes dos que, de súbito, querem fazer tudo; nem os impulsos tão brutos, quanto efémeros, dos que sem paciência ou prudência querem que o mundo se ajoelhe para lhes agradar. O desconforto das dúvidas vai solidificando os desesperos que impelem às pressas, que adiam sempre o que se espera. As boas esperanças são abraçadas pela tristeza. Há lágrimas que caem celebrando a existência de uma sensibilidade, frágil, mas suficientement...