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Compromisso para sempre

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Pe. Rodrigo   Lynce  de Faria     20.11.2017 O casamento é sempre um chamamento a uma entrega incondicional ao outro por amor. Para o amor ser genuíno, o desejo de entrega tem de ser para sempre: “na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, todos os dias da nossa vida”. Por esse motivo, é muito importante a preparação prévia para esse compromisso: o namoro. O que está em jogo é tão grande e afecta tanto a felicidade das pessoas que o namoro nunca pode ser uma simples brincadeira sentimental. Isso seria brincar com o fogo e “ter cá uma  fezada  de que, no meu caso, ele é capaz de não me queimar”. Néscia ilusão que sempre passou factura! Desde o primeiro momento, é preciso que o namoro seja um verdadeiro caminho de fé. Necessito conhecer as convicções profundas do outro. Para isso, é necessário muito diálogo e não ter medo de discordar, quando for o caso. Não temos de concordar em tudo. Mas temos de concordar no que é essencial. Senão, a casa v...

Amizade improvável numa sala de espera

Amar pelos dois

LETRA: LUÍSA SOBRAL INTERPRETAÇÃO: SALVADOR SOBRAL CANÇÃO PORTUGUESA, VENCEDORA DO FESTIVAL EUROVISÃO 2017 Se um dia alguém Perguntar por mim Diz que vivi Para te amar Antes de ti Só existi Cansado e sem nada p’ra dar Meu bem Ouve as minhas preces Peço que regresses Que me voltes a querer Eu sei Que não se ama sozinho Talvez devagarinho Possas voltar a aprender Se o teu coração Não quiser ceder Não sentir paixão Não quiser sofrer Sem fazer planos Do que virá depois O meu coração Pode amar pelos dois

Papa Francisco :: Revolução da ternura II

CARTA DO PAPA FRANCISCO A JULIÁN CARRÓN (CL) D.S.M., 30 de novembro de 2016 Reverendo Padre Julián, agradeço-lhe e a toda a Fraternidade de Comunhão e Libertação os donativos, recolhidos durante as peregrinações, que generosamente quiseram enviar-me para as Obras de Caridade. Faz bem ao meu coração e consola-me muito saber que, de mais de duzentos Santuários marianos na Itália e no mundo, tantas pessoas tomaram o caminho da misericórdia no espírito da partilha com os necessitados. Os pobres, com efeito, remetem-nos para o essencial da vida cristã. Santo Agostinho ensina-nos: “Há pessoas que mais facilmente distribuem todos os seus bens pelos pobres, em vez de tornarem-se elas mesmas pobres em Deus”. Esta pobreza é necessária porque descreve o que temos verdadeiramente no coração: a necessidade d’Ele. Por isso vamos ter com os pobres, não porque já sabemos que o pobre é Jesus, mas para voltar a descobrir que aquele pobre é Jesus . Santo Inácio de Loyola, por sua vez, acrescenta que:...

MEETING LISBOA :: Do amor ninguém foge

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Isto é o amor: uma maravilhosa injustiça

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TESTEMUNHO  DE ENRICO PETRILLO NO JUBILEU DOS DOENTES   12.11.16 Chamo-me Enrico, sou o pai de Francesco e de outros dois filhos que estão no céu e que nasceram antes dele, Maria e Davide.  A minha mulher Chiara, está no céu junto deles. Sou, por isso, viúvo há quatro anos. O Francesco tinha completado há pouco um ano. No entanto a minha história é belíssima. Porque a doença e a morte não tiveram a última palavra. Não tiveram o poder de nos fazer crer que o que estava a acontecer fosse uma desgraça. Vivemos a experiência do calvário com o Senhor. Fomos consolados por um Deus que esteve sempre connosco. S entimo-nos sempre amados. O Senhor deu-nos dois filhos especiais para acompanhar à porta do paraíso. E vimo-los adormecer e passar dos nossos braços para o colo do Pai. Pensámos: Onde está a desgraça? Nasceram prontos!  Tínhamos a santa certeza no coração que fosse uma graça, tudo o que estava a acontecer.  Vislumbrámos o Senhor na lógi...

Autodeterminação, Liberdade e amor 

P. DUARTE DA CUNHA Voz da Verdade 11.09.2016 Há tempos alguém pedia ajuda a fazer algo que não era bom para ela. Diante de um pedido destes ficamos sempre na dúvida do que fazer. Sobretudo quando nos é claro que o que nos pede está errado. Se nos pede para lhe partir o braço, ou para lhe dar veneno, é evidente que não vamos ajudar, mas se nos pede para beber mais um copo de vinho e já está bêbado? E se nos pede para ajudar a roubar nos impostos? Somos amigos e queremos ajudar, mas ajudar a fazer mal a uma pessoa de quem gostamos parece uma coisa estranha. Será mesmo em certo sentido, inconcebível, a não ser que uma pessoa não se interesse realmente pelo bem da outra. Se gostamos do outro, ajudar tem sempre em vista o bem dele. São João Paulo II propunha constantemente a cultura da vida e do amor, o Papa Francisco luta contra a generalização da indiferença: não será porque ambos querem o bem das pessoas e nos dizem que amar é o contrário de ser indiferente? Há quem argumente ...

Amor

POVO  31.07.16  O amor é um juízo da inteligência que arrasta consigo toda a sensibilidade humana  Luigi Giussani O Povo vai de férias durante o mês de Agosto. Para as vivermos bem, recomendo esta leitura:  Férias HOJE Fazemos  40 anos de casados .  É motivo de alegria, reconhecimento e de dar graças. Muito do que sou nasce deste juízo da inteligência que me arrasta consigo e que é o amor. Porque o Povo nasce da minha forma de olhar o mundo, este facto e, também, esta forma de olhar o amor como juízo da razão que arrasta toda a sensibilidade, são motivo de partilha Graças a Deus!

Talvez seja isto que os jovens mais desejem

Pe. Duarte da Cunha Voz da Verdade, 201600612 A educação e a atenção que se dá aos jovens não visa só o ensino de regras de vida ou o desenvolvimento das habilidades necessárias para se ter um bom emprego. Ficar por isso leva ao aumento da superficialidade, que, hoje em dia, domina a vida de tantos jovens e de graúdos. É isso também que promove o consumismo como a “religião” que mais facilmente as pessoas seguem. Contudo, a quem basta ter ou comprar coisas? Mais roupas ou mais coisas não resolvem os problemas existenciais! A verdadeira educação não pode ter como meta apenas o consumismo! Isso levaria os jovens a desistir de crescer e levaria à tristeza. Aquilo que atrai um jovem de hoje, e que já atraía no passado, são duas coisas que se ligam entre si e que abraçam toda a vida: um ideal que seja uma visão da vida capaz de entusiasmar e pelo qual vale a pena lutar; uma companhia – amizade – segura que leve o jovem a sentir-se amado e a aprender a dar-se. Sem ideal e sem amor...

A dignidade do corpo humano

O modo de exaltar o corpo, a que assistimos hoje, é enganador. O eros degradado a puro «sexo» torna-se mercadoria, torna-se simplesmente uma «coisa» que se pode comprar e vender; antes, o próprio homem torna-se mercadoria. Papa Bento XVI Deus Caritas est

A HERANÇA DE MEU PAI

José Tolentino de Mendonça Expresso21 de Maio de 2016  Precisamos De pensar na natureza dos tesouros que podemos efetivamente dar ou receber, e como eles estão afinal mais ao nosso alcance do que porventura julgamos  Quando se fala de heranças, deveria ser claro que as coisas materiais são o aspeto menos importante de uma transmissão que se for apenas dos direitos de propriedade disto ou daquilo verdadeiramente não se consuma. As heranças verdadeiras, aquelas que nos confirmam numa determinada filiação ou linhagem, têm por força que ser mais amplas, mais ambiciosas e, ao mesmo tempo, mais irredutivelmente pessoais do que a pura materialidade. Lembro-me de um verso de Ruy Cinatti: “Quem não me deu Amor, não me deu nada”. E ele escrevia Amor assim, com maiúscula, como que a sugerir que a única dádiva que conta é aquela que nos inicia, através de mil entradas possíveis, no conhecimento do amor como o nome maior entre todos os outros, como a experiência que nos ancora no ...

A Alegria do Amor: a verdade da Caridade

P. Gonçalo Portocarrero de Almada Observador 30/4/2016 O ideal matrimonial e familiar cristão é exigente. Tanto que, quando Jesus Cristo enunciou a obrigação da indissolubilidade, alguns dos seus discípulos disseram: se é assim, então mais vale não casar! Como era de esperar, a publicação da Exortação Apostólica do Papa Francisco, A Alegria do Amor (Amoris Lætitia), no seguimento da terceira e quarta assembleias gerais do Sínodo dos Bispos, em Outubro de 2014 e de 2015 respectivamente, suscitou uma grande diversidade de reacções. Enquanto a maioria dos fiéis acolheu com alegria as considerações pastorais do Santo Padre, outros houve que manifestaram a sua decepção por este documento não ter ido tão longe quanto as suas expectativas; e alguns ainda reagiram com uma mal disfarçada irritação, por entenderem que este documento pontifício contradiz os tradicionais ensinamentos da Igreja sobre o matrimónio e a família. Do mesmo modo como os trabalhos das duas assembleias gerais ...

Amai-vos uns aos outros

Dou-vos um mandamento novo: que vos ameis uns aos outros. Como Eu vos amei, amai-vos também uns aos outros.  Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros Jo 13, 34-35

Sou o que amo

José Luís Nunes Martins RR 20160416 O que somos depende do que amamos. Só quem se dá aos outros se liberta do egoísmo. Ser é amar. Realizar-se na entrega de si ao outro. O que sou não se limita ao que penso que sou, tão-pouco ao que penso que os outros julgam de mim. É mais. Sou também aquilo que recebo quando me esqueço de mim e me abro ao outro, e aquilo que fica de mim nos outros, quando a eles me dou... Não sou apenas um aqui e agora. Sou também o que fui... e o que hei de ser. Sou o que quero concretizar da minha essência, as sementes que decido regar de entre as que existem em mim. A minha identidade faz-se dos muitos e pequenos passos que vou escolhendo dar... cada momento da vida é tão importante quanto insignificante. Sofremos, por vezes, golpes fundos. O tempo nem os apaga nem os cura. São partes de nós, todas elas boas, porque são parte de nós. As tempestades, muitas vezes, aproximam-nos de quem nos quer bem... As dores fazem-nos família. Quando amo, e sou a...

Exortação apostólica Amoris laeticia

Amoris-laetitia

O «direito fundamental» a morrer

rui a. |  Blasfémias  | 10 FEVEREIRO, 2016 A esquerda, que, com frequência, prega o ateísmo, acredita que a perfeição não é do outro mundo, mas deste. Num mundo perfeito não há lugar à dor, à tristeza e à tragédia. Num mundo perfeito as pessoas vivem felizes e saudáveis para sempre. E não deveriam envelhecer, nem adoecer, nem transformarem-se num transtorno para os outros e para si mesmos. Esse mundo perfeito pressupõe que atacar tudo que atente contra ele se transforme num «direito fundamental». Até mesmo a morte, quando a vida se torna já difícil de suportar. Pois bem, a morte não é um direito fundamental, mas uma fatalidade incontornável da natureza humana. E, por melhor que a vida nos corra, ela acabará sempre mal. Não é, portanto, necessário transformar a morte num «direito fundamental», como a esquerda indígena se prepara para tentar fazer, porque ela está assegurada pela natureza das coisas. Não carece de protecção constitucional, porque se realiza por si mesma. Ma...

O AMOR É A MORTE DA MORTE

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José Luís Nunes Martins,  Facebook , 2016.01.23 ilustração de Carlos Ribeiro O que há depois da vida? Nada. A vida não tem depois.  A morte é temporária. Há um afastamento no tempo e no espaço... o amor permanece, mas talvez mais profundo do que em qualquer outro momento. Não faz sentido que algo possa separar o encontro de duas almas. Só o egoísmo pode matar de forma irreversível. Quem julga encontrar em si mesmo o porquê e o para quê da sua vida, tomando os outros como meros instrumentos da sua satisfação, abandona-se a si mesmo, quebrando todas as possibilidades de que o seu coração cumpra aquilo para que foi criado: amar.  Quem não ama perde-se, para sempre. Consome-se numa tal ânsia devoradora que só encontra fim no vazio. Que sentido pode ter esta vida sem uma verdade que ultrapasse os limites do tempo? Como posso eu justificar a minha existência? Sou um acaso? Onde estaria a consciência que lê estas linhas se esse acaso não tivesse acontecido? No...

Amar quem se vê

Se alguém disser: «Eu amo a Deus», mas tiver ódio ao seu irmão, esse é um mentiroso; pois aquele que não ama o seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê.  1Jo 4,20

A MORTE NÃO SEPARA

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José Luís Nunes Martins Facebook  21 de novembro de 2015 Ilustração de Carlos Ribeiro Ninguém pode viver a minha vida por mim. Ninguém pode dar os meus passos, ver o que vejo, sentir as mesmas emoções ou pensar ideias iguais às minhas... ser é fazer a diferença. A minha existência pode servir de modelo a outros, assim como posso tomar alguém como exemplo a seguir, mas não devemos deixar que o eu se perca, porque quando me confundir com outros perderei o meu maior valor: ser único. Amar não é anular ninguém, antes protegê-lo e promovê-lo, tal qual quer ser. O bem que é. Não sou o que tenho, não sou o que faço. Sou apenas a marca que deixo... o que decido querer, a cada passo.  Quando nos morre alguém, perde-se a sua referência palpável. É o fim de todas as possibilidades da relação, nos termos em que a conhecemos. Mas, mais do que os seus sapatos – que outro qualquer pode usar – ficam os seus passos, ao lado de quem precisava da sua força, todos os que deu por ...

Fabrice Hadjadj : «É preciso empunhar a espada para difundir o Reino do amor»

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Famille Chretienne| 17/11/2015 | Numéro 1975 | Par Fabrice Hadjadj Tínhamos perdido a guerra. Não estou a falar de um insucesso. Pelo contrário, habituámo-nos a dormitaar no conforto e nos sucessos, até uma doença, um acidente, um fait divers, um mal, sem luta nem inimigo, nos levarem como um computador que pára , a uma falta de significado muito aquém do absurdo.  Tínhamos amolecido, tínhamos perdido toda a virilidade, reduzidos ao estado de crianças mimadas a fazer a sua birra, de maníacos pelo cardio-training, de alheados consumidores de pornografia. Queríamos, não a paz que fazemos, mas a que nos enfiam, sem sequer nos importarmos com o preço das devastações, dos «danos colaterais». Mas «a paz é obra de justiça», diz Isaías, e é normal , quando se recusa este combate pela justiça, que a nossa paz aparente nos salte à cara. E eis que deambular pelas ruas deixou de ser normal, como para pessoas blasés que se passeiam. A guerra ultrapassou-nos. Dentro da ordem do acordar,...