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Realidade aumentada

João César das Neves DN 20160811  A sensação do momento é o jogo Pokémon Go, que instantaneamente dominou as atenções dos adolescentes de todas as idades. Muitos se fascinam com a rapidez da epidemia, outros assustam-se com os perigos da actividade, mas tem passado despercebido como esse divertimento constitui uma instrutiva parábola do tempo que vivemos. Pode dizer-se que, em certas dimensões, a nossa vida se está a transformar num grande jogo electrónico free-to-play. Isso vê-se, antes de mais, na política. Antigamente tínhamos líderes nacionais que se preocupavam em orientar as grandes linhas estratégicas, lidando com os graves problemas do país. Agora existe uma multidão de pokémons em combates virtuais para ganhar poções e pokébolas. Isso vê-se no desvio subtil que acontece em qualquer debate mediático. A conversa começa normalmente com uma questão séria, défice, educação, pobreza, etc. Ao fim de pouco tempo, porém, o tema desvia-se para uma fútil atribuição de culpas, o...

A realidade dói muito. Por isso, foge-se dela

RR 14 Mar, 2016 - 16:45 •  Aura Miguel O mundo oferece muitas “fugas enganadoras”, dos spas às férias. “Trocámos o cósmico pelo cosmético”, diz o padre jesuíta, habituado a acompanhar jovens que querem ser padres. Uma entrevista sobre o sentido da vida. O sacerdote jesuíta Vasco Pinto de Magalhães acompanhou jovens universitários em Lisboa ao longo de vários anos. Também já foi mestre de noviços em Coimbra e responsável pelo rigoroso discernimento vocacional que a Companhia de Jesus faz com os jovens que desejam ser padres. Está agora no Porto a acompanhar jovens adultos e casais com filhos pequenos. Se, ao longo da história, os jesuítas foram sempre enviados para realidades onde a proposta cristã era desconhecida ou até mesmo adversa, o padre Vasco Pinto de Magalhães garante que hoje “a linha da frente” da missão joga-se também nas novas fronteiras da modernidade e na voragem das grandes cidades, onde falar de Deus e de amor não é nada fácil. Pretextos para uma conversa...

O casulo e a caverna

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José Manuel Fernandes   14/2/2016, 0:01 56 1.758 PARTILHAS A esquerda tem tendência a confundir o ideal com o real, mas António Costa vai mais longe ao construir uma espécie de realidade paralela onde o OE 2016 faz sentido. Mesmo após as 46 páginas de errata. O primeiro-ministro encontrou uma nova metáfora. O PSD, diz ele, está preso num casulo que o impede de regressar à vida democrática. Gostou tanto dela que a repetiu em duas respostas seguidas na  entrevista  que deu ao Expresso. A repetição não deve surpreender-nos: António Costa está constantemente a repetir as mesmas frases, mesmo quando elas já só nos fazem sorrir pela sua irrealidade, como aquele mantra do “virar a página da austeridade”. Já a  boutade  só acrescenta perplexidade ao imenso descaramento do líder do PS. Afinal, o partido “preso no casulo” foi o que deixou passar o seu orçamento rectificativo, o tal que a geringonça se recusou a aprovar. Afinal a acusação de que a o...

O PS e o desemprego e a realidade – Bloco de Notas

David Dinis |  Observador 5/8/2015 Das suspeições do PS, ficam 2 perguntas para daqui a uns meses: os estágios, políticas públicas de emprego, vão acabar? E vão incluir e discriminar nas estatísticas do INE emigrantes e estagiários? O INE publicou a última análise trimestral do desemprego antes das legislativas. Vamos rapidamente olhar para os dados e perceber o que há ali de bom e o que há, ainda, de preocupante. O que é indiscutivelmente bom É a tendência. Ao fim de um ano de saída da troika – e portanto de alívio nas medidas mais duras de consolidação -, há mais 103 mil portugueses com emprego face ao (mau) trimestre anterior e mais 66 mil face ao mesmo período do ano anterior. Cruzando com os dados da população desempregada, pode dizer-se que a tendência confere: menos 92 mil desempregados face a março, menos 108 mil face ao mês homólogo de 2014. As discrepâncias só podem ser vistas ao milímetro. Outros dados importantes: a descida d...

HISTÓRIA DE DOIS PAÍSES. CÁ DENTRO

José Manuel Fernandes OBSERVADOR 29/3/2015 O país já não se divide entre o Mediterrâneo e o Atlântico, como o viu Orlando Ribeiro, mas entre o dos telejornais, onde protesta e pede mais Estado, e o que tem mudado Portugal sem darmos por isso. Sábado de manhã. Sigo de automóvel para uma conferência em que vou participar e ouço, quase distraído, um daqueles programas de rádio onde dois animadores conversam e passam música. De repente espanto-me. Um deles começa a contar como, recentemente, alguém entrara nos seus registos fiscais, ficara a par dos seus rendimentos mensais e, porventura por não gostar das suas opiniões, não achara melhor forma de agir do que ir para a sua página do Facebook comentar as flutuações no seu rendimento. Fazendo-o com o detalhe de distinguir alterações que ocorriam mês a mês. O meu espanto vinha da sinceridade: alguém que, de viva voz, contava como a "curiosidade" de um qualquer funcionário da administração fiscal permitira uma intrusão que...

Into the Woods (Caminhos da Floresta) - A crítica de um pai

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Dr. Taylor Marshall in  senzapagare , 2015.01.03 L evei recentemente a minha família a ver o filme da Disney mais pernicioso de sempre:  Caminhos da Floresta  ( Into the Woods ). Tal como a história nos avisa: "Cuidado com a história que vos contam... as crianças vão ouvir." Continuem a ler e descubram porquê... As minhas filhas gémeas de quase 11 anos, Mary Claire e Rose estavam mortinhas por ver o  Into the Woods  da Disney. Caso não tenham gémeas a manter-vos informados,  Into the Woods   é uma mistura dos contos de fadas João e o Pé de Feijão, Cinderella, Capuchinho Vermelho e a Rapunzel. O melhor do  Into the Woods O filme foi fantástico com um elenco de estrelas: Johnny Depp, Meryl Streep, Emily Blunt, James Corden, Anna Kendrick, Chris Pine e Tracey Ullman. É uma adaptação em filme do musical da Broadway "Into the Woods" de 1987. Não vou mentir. Quando o Chris Pine teve o seu momento musical na queda de água estava a ri...

Imaginação e realismo

A imaginação é um dom. E sem ela não há felicidade. Mas a imaginação sem bom senso é um desastre. Posso imaginar maravilhas e paraísos, e viver como um tolo, sem realismo, superficial, depressa desiludido. Posso ver só fantasmas e perigos, e viver descontente e desconfiado. Só a imaginação que se deixa moldar pelo bom senso ajuda à felicidade. Vasco P. Magalhães, sj NÃO HÁ SOLUÇÕES, HÁ CAMINHOS Edições Tenacitas | www.tenacitas.pt