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Teresa Olazabal

TIAGO CAVACO              TUMBLER             26.07.17 Os protestantes desconfiam das pessoas que quando falam de fé se concentram nas obras. É um facto com quase 500 anos. Por isso podem imaginar a tendência para não sentir grande emoção quando a conversa é ajuda aos pobres, assistência aos marginais ou investimento em filantropia (e podem imaginar também o consequente risco de menosprezar a importância destas coisas numa fé que não lhes é indiferente). Quando a generosidade do Padre Miguel Ferreira o levou a convidar-me para participar no encontro Fé e Ética soube que ia ser acompanhado pela Teresa Olazabal, que não conhecia. Vi que o currículo era essencialmente esse e por isso não estava à espera da pessoa que encontrei. Gerou-se uma boa oportunidade para que alguns dos meus preconceitos fossem desafiados. A Teresa tem décadas de serviço a pessoas a quem é difícil (e às vezes pura e simplesmente desaconselháve...

19 e 20 de Novembro :: Irmã Guadalupe e D. Bashar Warda em Portugal

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Testemunho de San Jose, CA

DAMIAN, SAN JOSE CA      http://www.pagetwo.us Caros amigos, sei que os resultados da noite passada causaram uma avalanche de emoções nas nossas comunidades, desde choque e repulsa a alegria e alívio, e quantas mais pelo meio. Independentemente do lado por que estavam a torcer, e mesmo que fosse por nenhum, é claro que estamos numa mudança de época como o Papa Francisco a chamou.  A política certamente influencia o nosso contexto e temos que nos envolver nela. É um incentivo para dialogar uns com os outros, e para tentar trazer mudança positiva na sociedade. Mas a nossa esperança não pode ser a de que um ou outro grupo ganhe poder na história. Podemos ter esperança porque cada um de nós se torna parte da história da salvação, o que é ultimamente resumido na palavra "Misericórdia". Há 2000 anos, a Palestina era uma pequena colónia de um gigante Império Romano. Para os analista desse tempo, as fortunas políticas do Império pareciam os factos mais important...

Paraplégica por opção

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Família cristã, 08.09.2016 Mónica Santos recusou abortar e ficou paraplégica. Em 2001, começou a sentir falta de movimentos nas pernas. Foi nessa altura que descobriu que estava grávida de quatro semanas. Em entrevista à FAMÍLIA CRISTÃ, a esgrimista brasileira explica como tudo aconteceu. «Tive um hemangioma medular [que pressiona a medula e impede os movimentos] durante a minha gestação. A orientação médica era para que fizesse a cirurgia o quanto antes, pois poderia não sobreviver ou ficar tetraplégica.» Voltar a andar só com a operação e um aborto. Em entrevista à revista  Donna , o marido de Mónica, Ângelo, admite que teve grande dificuldade em aceitar a decisão da mulher. Ele e o pai dela tentaram convencê-la. Ângelo conta que «a verdade é que não se tinha certeza de nada, se ela poderia engravidar de novo depois ou a gravidade das sequelas. Ela decidiu ficar com o que tinha: a bebé na barriga.» A filha Paolla e Mónica Santos. DR «A bênção de Deus» Conscient...

Ontem

Visão | 01.09.2016 António Lobo Antunes A quimio, muito dura de facto, foi tremenda. Felizmente, depois de dois ou três dias de um mal estar enorme eu conseguia escrever. Aguentei. Sabe Deus como aguentei. As enfermeiras do Serviço de Oncologia do Hospital de Santa Maria ajudaram-me muito Ontem fui à consulta de Oncologia do Hospital de Santa Maria e devo possuir de facto a saúde de aço que me dizem que tenho: aos oito meses entrei subitamente em coma com uma meningite. Os meus pais eram então muito novos, com vinte e tal anos, ele era médico havia pouco tempo e estava em Lagos, com a mulher e o garoto, a fazer a tropa num quartel qualquer. Imagino a angústia que foi viajar de Lagos até Lisboa, sem automóvel, com poucos comboios e um bebé em coma nos braços. Lagos-Faro e depois Faro- -Lisboa, o que significou quase um dia de viagens ronceiras e esperas com o seu menino a morrer. Ao chegarem levaram-me directamente para o Hospital de Santa Marta, nessa época o hospital escola...

FREI LUÍS DE FRANÇA: LUTADOR PELA JUSTIÇA, PELOS DIREITOS HUMANOS

MATILDE SOUSA FRANCO O Dominicano Padre Luís de França (1936-2016) faleceu no passado 28 de Junho, exactos 8 dias após ter completado 80 anos, sempre esperançoso de melhorar para regressar à sua recente e adorada pátria adoptiva Angola, para onde fora em 2005. Num mail que o Frei Luís me enviou no início de 2015, o qual intitulou “Saudades de Luanda”, numa das partidas da capital de Angola para vir a Lisboa tratar o cancro, chamava-me “amiga de sempre”.  De facto, tive a sorte de conhecer o Padre Luís de França desde que nasci, pois as nossas mães eram amigas e vivíamos perto, no Inverno em Lisboa (Benfica) e no Verão em Cascais, sendo eu amiga sobretudo das suas irmãs, mais novas e próximas da minha idade: Luísa (que se “casou” com os carenciados), Teresa, Fátima, e Carolina.  Ainda no jantar dos anos do Luís, em 2015, em casa da Teresa, tive, mais uma vez, o privilégio de ser a única conviva fora daquela grande, bem formada e unida família de sete irmãos e numerosos...

Intempestivo, pessimista, sempre radical

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ANTÓNIO GUERREIRO 30/04/2016 - 22:22 Paulo Varela Gomes (1952-2016) esteve sempre em discordância com o seu tempo. Paulo Varela Gomes (1952-2016) Em quatro anos, publicou um livro de crónicas e quatro romances, o último dos quais, saído em Fevereiro, chama-se Passos Perdidos. Do percurso intelectual, espiritual e ideológico de  Paulo Varela Gomes , há uma regra contínua e persistente que se pode deduzir: esteve sempre em discordância com o seu tempo. E essa discordância de tempos só de maneira imperfeita se deixa adivinhar num curto apontamento biográfico que encontramos numa das suas crónicas: “Nasci tarde ou cedo de mais”. Por muito que nestas palavras soe a consciência crítica de um herói inadaptado, a verdade que elas revelam situa-se noutro lado: numa região habitada pelo intempestivo, por aquele que tem uma desconfiança insuperável no curso do mundo e fez do pessimismo um método para vislumbrar em cada caminho uma passagem pelos escombros da história. Como todo...

O 25 de abril de 1974 visto por uma agricultora do Alentejo

Delas  25/04/2016 carlamacedo Sou bisneta, neta, filha, nora e mulher de homens sempre ligados à terra, que sempre a trabalharam, com muito entusiasmo, e fizeram dos campos o seu meio de vida. Hoje sou eu também agricultora e dos seis filhos que tenho, quatro são hoje também agricultores. Falar do 25 de Abril de 1974, para mim é sempre difícil, pois sinto um misto de sentimentos, sentimentos bons, porque nos deu a liberdade de escolha e o desenvolvimento a todos os níveis que temos hoje, mas ao mesmo tempo o sentimento de dor e angústia que sofri quando ocuparam ilegalmente as nossas terras, que nos tinham sido passadas por várias gerações de pais para filhos. A minha vida ficou bem marcada por todo o período do PREC em Portugal, começou no dia 3 de Agosto de 1975, dia para mim muito especial, pois era o dia do meu noivado, que acabou sem festa alguma, pois fomos avisados que no dia seguinte nos iam ocupar o monte. Então o meu noivo e os pais resolveram voltar para o monte...

Testemunho da Irmã Rio à Irmã Adriana sobre as Irmãs da Caridade executadas em Áden

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AIS  2016.03.24 Palavras da Irmã Río à Irmã Adriana, MC - Meio dia de Sexta-feira, 4 de Março de 2016. As irmãs participaram na Missa e tomaram o pequeno almoço como habitualmente, assim como o Padre permaneceu na capela para fazer as orações e arrumar tudo. Às 8h da manhã - as cinco irmãs rezaram o Credo e saíram para o lar. Às 8h30 - membros do ISIS vestidos de azul chegaram e mataram o guarda e o motorista. Cinco jovens etíopes (cristãos) começaram a correr para dizer às irmãs que o ISIS tinha vindo para as matar. Foram assassinados um por um. Ataram-nos a uma árvore, dispararam contra as suas cabeças e esmagaram-nas. As irmãs correram, duas a duas, em diferentes direcções porque tinham homens e mulheres no lar. Quatro das mulheres gritaram: "Não matem as irmãs! Não matem as irmãs!" Uma delas era a cozinheira há mais de quinze anos. Também as mataram. Prenderam primeiro a Irmã Judith e a Irmã Reginette, ataram-nas, dispararam cont...

Testemunho da Irmã Maria Guadalupe em Alepo, Síria

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Entretanto, o Observador publicou este artigo que vale a pena pelas frases que mais impressionaram o jornalista. Entretanto, o video tem uma versão com legendas em português. Ouvir para crer: testemunho de Guadalupe, a Irmã missionária que vive na Síria Observador 25/2/2016 A Irmã Maria de Guadalupe escolheu ir para a Síria para descansar depois de 12 anos em missão. Está lá há quatro anos. Tantos quantos tem a guerra na Síra. E agora dá um testemunho real e impressionante. A Irmã Guadalupe tornou-se missionária, e a sua primeira missão tinha como destino o Médio Oriente, mais concretamente Belém, na zona palestiniana. Como cristã a felicidade não podia ser maior: “A Terra Santa!”. No entanto, foi depois transferida para o Egito, onde passou 12 anos. Durante esse tempo viajou pelos vários país da região. Houve um que a impressionou pela paz, tranquilidade e harmonia em que se vivia: a Síria. Depois de o cansaço e o desgaste pelo trabalho que fazia no Egito te...

“A menina não irá andar nem falar e terá uma curta esperança de vida.” Não foi assim

Expresso 02.02.2016  LILIANA COELHO MANUELA GOUCHA SOARES   Ana Carolina Dias Cáceres nasceu com microcefalia, agora tão falada, temida e discutida devido ao vírus zika. Um dos médicos disse à mãe que a bebé nunca iria andar nem falar. Aos 24 anos, esta brasileira canta, toca violino e é licenciada em jornalismo. O Expresso falou com ela. “Calma: microcefalia é um nome feio, mas não é esse bicho de sete cabeças”  Tinha apenas nove dias quando fez a primeira operação. “Foram mais quatro até aos nove anos”, diz ao Expresso a jornalista brasileira Ana Carolina Cáceres: “Quando era criança, na escola, fui alvo de preconceito, aquelas brincadeiras das crianças que hoje são chamadas de bullying”. Cinco operações na infância deixaram marcas e uma “cicatriz na testa bem visível“. Nunca desmoralizou nem se atrasou nos estudos. Começou a cantar num coro antes de completar dez anos, aos 16 sabia tocar violino e aos 24 é licenciada em jornalismo com uma tese que pode ...