Louvado seja Deus
O meu pai achava muita graça quando o provável perdedor saía a ganhar. Tivemos uma experiência destas há precisamente 4 meses, quando a selecção portuguesa ganhou à França em casa, na final do Campeonato da Europa no dia 10 de Julho. Os franceses eram mais fortes, mais qualificados, jogavam num contexto mais favorável num estádio e envolvente de grande familiaridade. Mesmo assim, viram necessária uma jogada suja para aniquilar o maior asset do adversário para garantir o resultado. E mesmo asim, foram os 'pobres' portugueses, que levam a sua vida como 'porteiras, mulheres as dias, mecânicos...' que acabaram por festejar uma vitória imprevisível, mas justa. O choque foi de tal ordem que correu pelas redes sociais um movimento a reivindicar a repetição do jogo e de desafio às regras da FIFA. Mas as regras são e sempre foram assim. Na final, quem ganha o jogo, ganha o campeonato. Esta comparação não me parece desadequada, porque nos dias de hoje, a política par...