Vai um Gin do Peter's
MARIA ZARCO http://adeus-ate-ao-meu-regresso.blogspot.pt 24.01.17 Hannah Arendt é, certamente, a filósofa mais citada do século XX, despertando paixões e ódios descontrolados. Quem não conhece a célebre caracterização dos totalitarismos como a « banalidade do mal »? Não por ser um mal banal, mas por se ter imiscuído na normalidade, convertendo-se na norma generalizada da sociedade. Aí reside a sua perversão, de contornos mais hediondos do que aquele mal do antigamente, distinto da normalidade até por reivindicar, geralmente, um estatuto de superioridade. Sob a aparência da banalidade, a mentira instalou-se rapidamente, invertendo os valores mais elementares. A obediência tornou-se num valor supremo e ilimitado, com as consequências nefastas que se conhecem. É sobre a audácia desta filósofa e teórica da política que a realizadora israelita, Ada Ushpiz – munida de igual ousadia – lhe dedica o documentário «Vida Activa: o Espírito de Hannah Arendt» (...