sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Sínodo Diocesano Dia #2

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Nesta quinta-feira, 1 de dezembro, o segundo dia do Sínodo Diocesano de Lisboa iniciou com a oração de Laudes e Eucaristia, presididas pelo Cardeal-Patriarca, D. Manuel Clemente. A homilia da celebração foi proferida por D. Joaquim Mendes, Bispo Auxiliar de Lisboa.

No auditório do Centro Diocesano de Espiritualidade, no Turcifal, este dia de trabalhos ficou marcado pelas intervenções livres, em que todos os participantes da Assembleia Sinodal que o desejassem puderam pronunciar-se livremente sobre o Documento de Trabalho e a caminhada sinodal. “Foram levantadas questões sobre qual o rumo que a diocese poderá seguir numa caminhada pós-sinodal. Foi um momento verdadeiramente rico, de comunhão, em que experimentámos também a alegria de estarmos todos juntos a partilhar”, salienta o secretário do Sínodo Diocesano, padre Rui Pedro Carvalho, revelando que “durante todo o dia foram feitas cerca de 60 intervenções, o que representa quase metade dos membros da Assembleia Sinodal”.

Este sacerdote frisa o momento de comunhão vivido por todos os membros da Assembleia Sinodal. “Nas intervenções denotou-se, em primeiro lugar, um entusiasmo geral e um grande agradecimento aos redatores do Documento de Trabalho – todos realçaram que é um documento que sintetiza bem as respostas que foram chegando dos vários grupos sinodais. Os membros que intervieram foram salientando um ou outro ponto que acharam mais importante, tendo-se falado bastante na questão do papel e iniciativa dos leigos e da sua presença fundamental no mundo do trabalho. Sublinhou-se também iniciativas que surgem da espontaneidade laical, tal como a Missão País ou os Campos de Férias Católicos que nascem muito ligados às famílias cristãs da nossa diocese e que querem dar uma transmissão da fé mais familiar aos seus filhos”, revela o padre Rui Pedro.

O acolhimento foi também uma preocupação manifestada por alguns membros sinodais. “A questão do acolhimento apareceu bastante nas intervenções, em especial no sentido de aproveitarmos as oportunidades que temos quando as pessoas nos procuram, quer em casamentos, quer nos batismos, quer nos funerais. Sublinho ainda esta questão do acompanhamento que nós, pastores, somos chamados a fazer dos leigos e das famílias. Acima de tudo, creio que fica uma frase síntese do dia de hoje, proferida por um dos membros: ‘Não é a Igreja de Cristo que tem uma missão, mas a missão de Cristo que tem uma Igreja’. É uma frase para nos deixarmos levar por ela, para percebermos os caminhos que surgem a partir daqui”, salienta o secretário do Sínodo Diocesano.

Em várias intervenções foi expresso o desejo de que a Assembleia Sinodal trace duas ou três ideias chave que possam depois ser concretizadas na ação pastoral da diocese. “Umas das tónicas que foi muito sublinhada neste dia de intervenções livres é que o Sínodo não fique apenas por uma Constituição Sinodal, mas que desta constituição possam sair duas ou três opções de evangelização e linhas de ação pastoral que possam  marcar a vida da Igreja nos próximos tempos”, revela o padre Rui Pedro Carvalho.

No final da tarde, após as intervenções livres, os 137 membros iniciaram os trabalhos de grupo para avaliarem cada um dos três capítulos do Documento de Trabalho. Esta é uma dinâmica que se vai manter durante todo o dia desta sexta-feira, 2 de dezembro, com os grupos a fazerem propostas de alteração ao Documento de Trabalho, que serão depois avaliadas pelo Secretariado do Sínodo Diocesano. “Os membros da Assembleia Sinodal estão divididos em 12 grupos – em que cada grupo tem o nome de um apóstolo [Pedro, André, Tiago Maior, João, Filipe, Bartolomeu, Mateus, Tomé, Tiago Menor, Simão, Judas Tadeu e Matias] –, cada um constituído por cerca de 11 a 12 elementos. Com base naquilo que escutaram nas intervenções livres, o trabalho de grupo é um tempo para aprofundar algumas temáticas que vêm escritas no Documento de Trabalho em ordem àquilo que será o documento final. Será um tempo de trabalho, de discussão, de alterações e de propostas de caminho a seguir”, explica o secretário do Sínodo Diocesano.

A Assembleia Sinodal tem sido marcada também por vários momento de oração. “É preciso parar para rezar, estar em comunhão com Deus, perceber qual a Sua vontade, e portanto iniciamos sempre o dia com Laudes e Missa, à tarde temos oração de Vésperas e à noite há também uma proposta de oração. Esta quinta-feira temos Adoração ao Santíssimo Sacramento e no sábado haverá oração do Terço”, refere o padre Rui Pedro, realçando que as orações no Sínodo Diocesano são as mesmas que foram propostas às comunidades cristãs: “De alguma maneira, unimo-nos também com todas as paróquias e comunidades que ao longo destes dias rezam por nós. Aliás, vamos rezar as mesmas propostas de oração que as paróquias estão a rezar”.
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